Um programa de rádio divulga o Chorinho

Arquivo pessoal
Paulo Córdova, apresentador do Nas Cordas do Choro
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Rodrigo Machado · Brasília, DF
24/10/2018 · 0 · 0
 

O que te motivou a criar um programa de rádio dedicado ao Choro?

Eu sempre fui ouvinte da Rádio Cultura e percebi que não existia na programação da rádio um programa sobre Chorinho... como eu estava no meio do furacão ou numa "revolução" chorona... na qual estávamos tocando Pixinguinha, Nazareth, Waldir e Jacob nos os bares da Asa Norte, lotando todos, e tomando as ruas da cidade, pensei que podia usar esse meu conhecimento como uma espécie de representante ou divulgador dessa geração.


De onde e desde quando vem sua paixão pelo gênero musical?

Aos 13 anos comecei com o violão, em 1995 fundei a banda Feijão de Bandido e em 1996 herdei um bandolim do meu bisavô, um bandolim italiano do Século XIX, logo em seguida conheci Hamilton de Holanda na UnB. Eu cursava história e possuía uma Komb Trailher (Tartaruga Lanches) localizada entre o Departamento de Artes e o Departamento de Música. Hamilton cursava música e assim tornou-se meu cliente. Quando eu mostrei pra ele essa minha herança de família, ele me disse qual Luthier eu devia procurar (o instrumento precisava de uma restauração) e me chamou para entrar na escola de choro, onde ele dava aula (1a turma da escola de choro, ainda no subsolo do centro de convenções). Assim comecei a estudar chorinho. Alguns semestres mais tarde Leo Benon e Dudu Maia resolveram fazer uma roda de choro no Trailher Tartaruga às sextas feiras... assim eu entrei no mundo do chorinho pra sempre... foram mais de 12 anos dessa roda de choro, que teve a colaboração e doação de vários músicos de Brasília, muitos mesmo... quase todos...


Brasília e choro tem tudo a ver? Por que?

Quando a capital foi transferida para Brasília, vieram chorões de peso, como Waldir Azevedo, Odete Ernest Dias, Avena de Castor, Pernambuco do Pandeiro, dentre outros... esses pioneiros plantaram uma semente que continuou sendo cultivada por outras gerações como Alencar 7 Cordas, Seu Americo, Reco do Bandolim, Augusto Contreiras, Dois de Ouro, Evandro Barcelos, dentre outros... e com a criação da Escola de Choro (única do mundo) e a estruturação do clube do choro com uma programação de altíssimo nível, faz com que o nome de Brasília seja muito ligado a este gênero musica totalmente brasileiro.


Além de música, o que mais toca no Nas Cordas do Choro?

Temos a Rota do Choro, onde divulgamos a programação do chorinho de Brasília, temo o papo com o chorão, onde batemos um papo com algum convidado especial, sobre o gênero, bem como programas especiais contando a história de alguns desses nossos heróis, como Jacob do Bandolim, Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha, dentre outros...


Como a Playlist ou roteiro de cada programa é pensado? É feita uma curadoria, segue-se algum calendário comemorativo, efemérides...

Cada programa tem seu planejamento... programas sobre algum autor especial a história do chorão, suas composições, interpretações.... programas de lançamentos de CD (coisa que fazemos muito), os últimos foram Nicolas Madalena, Sai da Frente, Choro das Cinco, Marcio Marinho, Pablo Fagundes, Nelsinho Serra, Fernando Cesar e Regional... sempre uma entrevista com o autor/grupo sobre o trabalho e o choro... programas ordinários... chorinho de todos os tempos... clássicos, modernos, mesclados e contemporâneos... Semanalmente, a gente disponibiliza nossos programas em soundcloud.com/user-485168260 ou soundcloud.com/nascordasdochoro

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