Ubuntu
"Na linguagem Xhosa, existe um ditado que diz 'Umuntu Ngumuntu Ngabantu': uma pessoa é uma pessoa por causa de outras pessoas. Eu sou porque você é, e você é porque nós somos. Essa é a essência do 'Ubuntu'.*
[...]
*do site http://www.iofc.org/pt/resources/editorial/3393.html
Não consigo enxergar nem menos nem mais ou menos... enxergo com todos os sentidos que o meu modos operandi, a minha forma de participar e interagir é, necessariamente aqui no Overmundo, seguidora dessa filosofia. Seu significado me veio de estudos sobre
Software Livre /
ubuntu. Interessado pela etimologia, encontrei
Ubuntu.
Sua
ideologia permeia esse trabalho, nascido da casualidade(?). Sincronicidades, culminância...
E', decisivamente, um conceito norteador de minhas ações de expressão artística nessa boa casa que e' o Overmundo.
--- seguem trechos de correspondência pessoal que ilustram mais um pouco esse escrever, construindo, `enteiando` o livro que se desenha, composto de todas as obras escritas nesse site.---
- Quando comecei a escrever poesia eu apenas escrevia poesia. Hoje escrevo meu sentimento. E faço-o com paixão como quem ama ama. Entrega `a aleatoriedade do ver/sentir meu para a mídia.
Pessoa , em seu
soneto I, dos 35 em inglês, fala da `intransfusibilidade` do sentir. E é nesse altar, o do `Sentir`, que imolo na palavra o peito. Por isso sangra poesias que tentam gritar cantos além do vermelho suposto gritado.
[...] dos seus textos: na pessoas do Bernardo Soares em `Livro do Desassossego`, Nºs 27 e 117, esse do qual Pessoa/Soares fala em `espiral`, ate chegar no falar `tenho vontade de lágrimas` atribuído a uma criança (outra pessoa?), que define bem sua espiral.
`Transe espiritual` eh uma boa espiral que explica o `criar, sem limites e sem preocupação com o senso comum`. O espiritual 'raceado' com a natureza, irmanando-nos, micigenando-nos ao Todo.
E foi no rastro dessa `criança` imaginaria que outra crianca, a do Eduardo Galeano diz: "e la em Montevideo tem uma crianca que diz: "
Eu não quero morrer nunca, porque quero brincar sempre."
Vejo-me tambem como crianca, definindo diversos diferentes espirais em cada poema, neles nao querendo morrer nunca
para sempre louvar todos esses sentimentos!
Surreais? Admiro e ate me vejo, usando como `ferramenta` para construir uma ponte de `transfusar` sentires do peito para palavras que pulsem, a surrealidade. Mas tenho uma visao multidisciplinar das coisas, o que explica muita coisa.
[...]
OBRIGADO por tudo,
GRANDE abraço,
A
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Penso que quando defines algo, coloca-o num 'cercado'. Ideal se for animal: vaca, cachorro, etc...
posto que uma idéia limitada, sem possibilidade de se desenvolver e ampliar sua significação de existir, fatalmente tende ao desuso por outra que lhe supere em exatamente potencializar seus sentidos.
Por isso,
pretendo-me uma indefinição!
nas indefinições
que oram minhas
poesias,
e eu sou a minha poesia
e elas todas
a minha VERDADE:
c_oração!!!
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ABAIXO, POESIAS QUE FORAM ESCRITAS EM MEIO AS POESIAS EDITADAS E PUBLICADAS. INÉDITAS.
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Sincronicidigitalidades
Construir desconstruíres
enredando sincronicidigitalidades
em teias abstratas: o viço
cai dos olhos que gritam: VERMELHO!!!
Abissais vórtices rasgam a carne da linha reta.
Navalhas de fios espirais desenham na pele d'Alma
consonantes rotas para ermos destinos
que se cruzam no infinito agora,
presente
já
passado.
Desenho na maleável e volúvel página
que o tempo rapidamente tira,
passos em um caminho de descaminhos
que fico parado,
sentado no tapete voador
que não é tapete nem voa...
Voo eu com asas de espirais fluxos
em mandalas assimétricas costuradas
pelo Verbo que erro em desérticos cantos
desse (over)
Mundo.
Desconstruo um construir
feito de cimento e ossos,
sangue e ferro para um armado concreto
de poesia que dura
o instante de sua escrita,
e se perde no vento
qual bando de fênixs
amalgamando-se no Sol
poente.
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Veet Maya!!! Pra começo de conversa, esse tá bom?! Vou reler daqui há pouco...
GRANDE abraço!!!
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poesia escrita em
Segunda canção para gentilhombres, de Juliaura...
Evisceramento de sonhos para encher a noite de suores constelares
De sonho em sonho,
pedaços dos dias e das noites
se engancham nos dentes frios
e invisíveis que toram,
naco a naco,
a carne veludo quente que se arrepia.
O quarto lotado
de fantasmas surreais,
a pele macia lotada de estrelas suores - líquida
constelação de um imapeável
mar -
evisceram a solidão
a ferro&fogo, escrava do toque
que hoje chegou pelo vento.
Desonho e vivo o vinho
dessa lucidez embriagante
que tua letraria embebeda,
fermentando letras no suco da alma
cheia da poesia que me emprestam entrelinhas
e covas para sepultar um vazio
inexumável .
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O.M. 2/9/2008 12h26
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poesia escrita após ler comentário em sugestão para edição, da poetisa Aglacy Mary
em
Imagináveis flores irrigadas por inimagináveis raios de Luz da cor invisível
"Qual é a medida certa para o combustível da poesia?"
Sobram metáforas
na enchente de sentires
que se desdobram letras
dessa poesia de ontem
a construir ponte para a de hoje.
Medidas lastreáveis por
inmedidas,
meço a kilometragem etérea que o não-dizer
traça no espírito cada vez menos agrimensurável:
nessa topografia invisível
a literatura e a gramática
quantificam apenas o dizível e o mostrável,
pois, o que passeia em revoadas de banquetes abstratos
nas cardiomultiplurivias,
é a carne dessa poesia que é seu próprio combustível
a alimentar uma fogueira de fogueiras
- faróis quentes para estrelas frias –
dança de ouroboros em finas
melodias.
Pesar, quantificar, aferir...
quantas linhas e entrelinhas
para a alma traduzir?
quantos quilos de espírito colhidos valem um ramalhete de flores?
Não sei!
só sei dos meus bálsamos e das minhas inanestesiáveis
dores.
==
O.M. · 2/9/2008 11h33
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"Linhas soltas puxam outras perdidas a se encontrarem no talho da cerzida carne aberta dos sonhos"
Uma linha puxa a outra,
e assim vamos perenemente cosendo nossas feridas...
risos amarelos manchados de sangue vermelho,
aguado pelo translúcido orvalho
que tinge de anestesia
a rosa de ontem.
Agulhas passeiam tenazmente na carne aberta.
As veias abertas - o Mundo todo
é uma América Latina - dão combustível
p'ra engrenagem de moer gente
cerzir almas no sol poente
que se enterra num fim de rio...
A poesia não arrefece a dor:
ressalta-a.
Faz latejar o pulso
inflamado, onde
desfragmentos de sonhos
estilhaçam a vida, aos pedaços.
É que uma linha puxa a outra
e um raio de luz trás sempre um trago
de sombra,
assombros desmodernos
pra caverna nenhuma botar enfeite
e chafurdos ocorrerem nessa
e em outra lama.
Espinhos?
só o que o amanhã promete
no eco que planta
o grito de hoje.
==
Aju, 29.08.2008, antes das 8 da manhã
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escrito após ler comentário de Saramar em postado de poesia minha...
PerturbaDORaLUCINAntemente, a Arte das Musas conjuga os silênCIOs de hoje com os sons do amanhã
De tom em tom,
compomos a musiCA(OS) de hoje...
de grito em grito, SOLfejo abismos de sombras,
pautas farpadas enredando almas
dissonantes da carne.
Reciclo ciclos orbitais dos meus perdidos passos
plantados no vento...
caem em passos de uma dança a que não fui convidado,
mas danço
(e como danço!).
Laço,
todo o em redor Espaço
me aperta o pescoço... não escapo
desse beco sem saída que é a própria
vida
a miscigenar o bálsamo
na sua própria ferida.
Os sons de meus silêncios
desorganizados ao longo do tempo
perdidos em vazios que explodem por dentro
eco seco seco... o timbre das fibras,
a melodia e o ritmo do peito
descadenciado, descredenciado para vôos altos,
sob o signo das efemeridades eternas,
compõem sinestesias sinfônicas
entre o eu que passa
ao redor
do eu que fica,
esvaziando-me de mim mesmo,
nirvana sem nirvava,
fuga.
Passeio por elos de freqüências indimensionais...
Crio novos tons
onde sons de ondas são eletrificadas
em microondas tsunâmicas de melodias profundas,
com intenções poéticas para desvairar antigas estéticas – curtume
de metafísicos sentires – a fazer desfazeres
no rastro de toda uma humanidade.
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Como é que está a vida?
A vida está a mil...
ela também não está: saiu!
foi passear na asfixia do dia-a-dia
monoxocarbonizada,
plastificapasteurizamputada...
Foi ali na esquina comprar sonhos,
por que os seus,
naturais e ancestrais:
"já não servem mais", diz a propaganda,
"ficou pra trás", cospe-nos a outorgadora de verdades TV,
e é bacana sonhar sonhos de farmácia
que todo mundo sonha,
pois aprendeu a desonhar os seus,
desossados no açougue de almas e espíritos,
hoje,
enlatados.
SPAM SPAM SPAM!!!
[(Ctrl+C) + (Ctrl+V)] + [(Ctrl+C) + (Ctrl+V)] + [(Ctrl+C) + (Ctrl+V)] + [(Ctrl+C) + (Ctrl+V)]
/
Ctrl+Z,
desfazer desFEZEreS que a aleatoriedigitalidade
joga no cooler,
e a tecnologia escrementa odores digitalizados
na vida – que ainda
não voltou –
cada vez mais de plástico, cada vez mais difícil...
Êta photoshopear,
êta corewdralizar...
“ta vendo aqui esse ‘não-eu’?...,
pois é, sou eu!”
E a vida vai assim mesmo continuando a não ser sua...
dia-a-dia, noite-a-noite, prostituir-se para olhos cada vez mais
mortos,
plantando nortes em sortes alheias que não servem nem pra estrume
daquela fábrica de perfumes industriais,
colhidos das flores artificiais.
As flores de verdade,
junto com a vida de verdade,
apodrecem em poesias não lidas e valas comuns
e entrelinhas absurdas,
qual cadáveres de uma guerra nem sua,
nem minha.
==
André Teixeira, Aju City, 28.08.2008, às 11h00, horário de Brasília
==================================
escrita em '
Ave, poesia'
O.M. 26/8/2008 17h38
Onde irão parar os frutos das sementes de Luz plantadas no vento?
Os frutos das sementes de Luz
plantadas no vento
não irão parar...
se estenderão pelas sombras
que caem à tarde no ritmo das marés,
e afogarão o nó que teima em apertar gargantas.
A Luz que quase não cabia na semente-poesia
coube. Sem fórceps: ‘com licença, por favor, obrigado...’
e foi ser novo dia, nova vida, melodias em fôlegos vários,
novo Ar, velho sopro.
Cíclicismos do paradoxal fogo
a matar renovando caminhos trilhados de calor,
chamas do céu, estrelas a arder no peito que grita mudo os dias todos de ontem na manhã dessa noite inflamada
na tarde infinda,... de hoje? Sei lá... parece a mesma de sempre
em antiga prece para uma nova fé...
acredito no agora pois o ontem é fato
consumido.
Onde irão parar os frutos das sementes de Luz plantadas no vento?
Sei não... é um cisco no olho do furacão.
planto mais uma dúvida pois de certezas que levam a lugar algum
já está cheia essa e outras duzentas e tantas
poesias.
==============================
Desavessa essa sombra
evisceradora de almas, e planta
em teu peito uma nova poesia... quer seja a minha,
quer sejam as palavras doces dos teus
ou uma prece que o silêncio faça.
Enterra nas tuas carnes
o toque irrefutável do Sol,
que aquece as flores e verdes matas
e dá-nos Vida,
Luz,
e lembra que é dessa Luz - que
não volta -
que nasce a Sombra...
Bidimensiona a mente
em aflições que sufocam o sopro,
a projetar inrversões de nos mesmos,
muitas vezes acorrentados em cavernas supostas,
de onde só nossos passos nos tiram - e não tem
Jesus certo
que desça de cruz alguma para de lá
tirar quem seja...
saímos com nossos próprios pés
apenas (temos que SER
o próprio Jesus a descer da
nossa cruz -
para voar com nossas próprias asas
sobre o Abismo cheio de dentes
que nos espera, faminta
inevitavelmente.
O que é uma semente senão sombra toda por dentro?
O que é uma semente?
Deixa de supor sombras
e renasça em novas folhas e novos frutos,
como um rio que deixa de ser rio
pra se tornar parte de um grande
Mar.
==
GRANDE e luminoso abraço!!!
que ele te encontre onde estejas, e te aqueça como os comentários dos seus amigos façam. Todos somos Sol, todos somos Lua, vela, farol, mas somos também a Sombra da noite. Enquanto formos sombras, temos que sorrir também, sorrisos luminosos pra quando o Sol surgir não nos espantarmos com sua luminosidade e viremos o rosto pra dentro da caverna... veremos uma SOMBRA maior...
GRANDE cheiro!!!
p.s. - escrita agora há pouco, leia pra te iluminar um pouquinho também essa poesia: sobre fotografias de um eclipse iluminada a Luz de velas e coração , inspirada em fotografias de Francinne Amarante...
OverMundo · 18/8/2008 20:42
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poesia escrita durante diálogo com a poetisa Aglacy Mary
Sobre me identificar com 1/3 da loucura alheia, alheio ao Todo que passa veloz qual sombra de beija-flor
Tudo acaba
(ou começa...)
em poesia.
1/3 da loucura
misturado com 2/4 de candura
e um pouco de cachaça
dão um bom caldo para poesia.
KKk's, hahaha'a, hehehe's
podem somar com poesia...
Manuel de Barros com Fernando Pessoa
mais Herberto Helder
somados todos,
dão cacetadas!
"E pra não dizer que não falei das flores"
Aglacy, Francinne, Saramar, Alma Welt
ahhh,
Flores Belas!!!
espíritos intumecedores de outros espíritos,
abertos,
como o horizonte sorrindo,
como ontens cantando o hoje
e os dias submersos em noites
que não desgrudam da pele.
A noite das suas poesias não desgrudam da pele de dentro
que estrelas em novas e constantes cortantes cantantes constelações
parem - esse é do verbo parir mesmo!!! -
Poesias invisíveis que ensurdecem
todos os cantos
e esquinas de dentro.
A poesia não quer parar...
igual a um disco de vinil furado
repetindo a 33 1/3 RPM
o mesmo trecho de alma:
A poesia não quer parar...
E não para:
segue pelo vazio,
se estende pela noite emendada no dia emendada na noite emendada no dia
costurados pelas tardes que ardem
eternamente no peito
ensandecido
que teimamos em guardar
pra traça não ler.
A poesia não quer parar,
então o poeta - que arremedo! -
para sem ponto final
=================================
potencialidades estrumicatômicas das flores supostas pelos Vermes com ramalhetes de rosas cor vômito
se você pensa que é uma merda,
cuidado:
da merda podem nascer flores,
cogumelos que podem fazer Luz
a outra humanidade,
outra luminosidade
ornada de sãs insanidades
as trevas.
Se és um VERME,
basta Ser O Verme...
respeitando sua potencialidade
de transformar seu habitat,
fazendo-o evoluir
ao ponto de Sol,
a revolver a terra
minhocamente por onde passe.
Seja a merda que profiras,
seja o Verme que se entitule
mas respeite a MERDA
e o VERME,
e coma Terra,
e cresça forte,
e faça o ao seu redor crescer,
como uma flor
ou um cogumelo
dentro de você.
==
escrito inspirado no poeta (i hate me) Fúria!
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O corpo é mais leve que a cabeça
O corpo é mais leve que a cabeça
quando rodopia em espirais
que são linhas retas desenhadas por passos de asas
no céu do Infinito.
A cabeça pesa de tantos sonhos...
O corpo voa,
leve,
muitas vezes pelos atômicos vazios
que se desenham na carne
oniricamente infectada.
A cabeça pesa de tantos sonhos infectando
os vazios da carne
Falar do corpo e da cabeça do poema?
guilhotina e açoite!!!
o Mundo todo joga bola
com a cabeça dos outros
perdidas em poesias ou músicas
que não salvam os que morrem de fome
de morrer de fome,
ou de futebol,
ou de olimpíadas...
Sabem onde fica o Tibet?
Sabem onde fica a fome?
Morte mais lenta por inanição
é modalidade de competição?
Enquanto isso vamos jogar mais uma poesia
no liquidificador para não salvar ninguém,
só a página da sua branca solidão.
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Sobre o caminhar e sonhar com pernas e asas próprias
Eu não tenho pernas de água, de ar, de fogo ou de terra,
eu tenho pernas de carne, sangue e ossos...
além de ter alguns sonhos de fogo, terra, água & terra
aos quais meus pés costurados às asas do tempo tentam me levar.
Não poderei caminha com seus pés,
tampouco sonhar com suas asas,
pois meus pés, pernas e sonhos são o guia da minha estrada,
não da sua estrada.
E só meus pés, meus passos, meus pulos e saltos
me levarão aonde quero chegar,
que é onde meu Sonho quer estar,
independente de onde seja esse lugar...
Pois,
se eu for caminhar, correr, pular, saltar – pedras,
diversidades, morros, montanhas ou abismos – serão apenas
com meus pés, passos, pulos e saltos
que o farei,
e serão apenas meus abismos, morros, montanhas ou
minhas diversidades,
e terá sido não o caminho dos outros olhos
ou passos, pulos, saltos
mas o Meu caminho,
amalgamado apenas
à minha Vida,
e terá sido a minha vida vivida por mim,
apenas por mim,
mesmo que outros queiram (nem sei bem porque,
posto que tem as suas próprias!)
vivê-la para si.
Eu tenho alguns sonhos:
de terra, de fogo, de água & de vento,
e um caminho cheio de pedras...
com elas construirei um abrigo - quer seja esse abrigo
um castelo ou um casebre -
será meu abrigo, será minha casa,
e a Terra toda em volta dele,
meu Lar.
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Esse poema tem entrelinhas
de abismos:
geográficos;
espaciais;
abissais fendas marinhas
a guardar tesouros naufragados
em busca das ilhas não encontradas.
Corações - atarefados
ou vagabundos -,
verdadeiras constelações dos Espaços interiores,
brilham no peito quarto escuro
uma Luz que não servirá de farol
pro barco de hoje e pro dia de amanhã.
Servirá de ânfora para sonhos de ontem,
será Luz pra fome e sede de hoje
saciando apenas os olhos do
amanhã perdidos nos Céus
de Sempre.
Esse poema tem linhas
e entrelinhas abissais... olhos que são espelhos
olhando olhos espelhos
refletindo um Infinito
que termina logo ali na esquina eternamente finita,
batendo asas invisíveis cheia de meus olhos
olhando um Sol que,
mesmo de noite e à noite,
não para.
(e essa outra TAMBÉM!!!!!)
=================================
Poeta,
nasço de novo a cada
nova palavra.
Poeta,
semeio apenas a minha reverência
ante a Beleza
que, como Estrela
duradoura doura por dentro
a alma.
O horizonte me devora um pouco
todo dia... sem ânsias de
Prometeu
ou algo que o valha
esse meu grito não é perene posto que um maior Silêncio
grita mais alto... incandescente,
vulcão enlaveando horizontes
querendo imitar o Olimpo que partiu antes de ontem.
Não crio poesias... elas,
como fogo de dentro pra fora é que me criam,
renovando-me todo santo e profano dia.
===================================
EM 23.07.2008, em resposta a comentário
feito por Saramar,
...tua intevenção é sempre cirúrgica, laser!, a ponto de fazer soltar mais poesia dessa minha alma polenizada pela Beleza.
Tuas palavras ecoam também Beleza, e junto com a Beleza que ora corre líquida por dentro, no sangue fazendo-o Vinho, Mar em que nasce hoje um Sol que antes era só Noite, Silêncio e quase Nada, se não fosse o eco de minha voz... Poesia, grito poesias em reverência e devoção a esse mar que cheguei e agora me embala, vela meu sono e me diz, com o Signo dos 4 elementos, 'sou tua chuva, tua casa'.
("Grite poesias" é nome de um livro que consta na Biblioteca do Sonhar, compilação de poesias, título inspirado numa poesia de Chico Science:
Scream Poetry
de Chico Science
Eu posso sentir o que a paixão faz em segundos
Eu posso sentir o que o amor fez depois de anos
Eu gosto de sentar nos telhados
Pra ouvir o que as casas dizem ao meu redor
Eu gosto de subir nos telhados
Porque eu consigo ver o mundo melhor
Grite poesias que eu te amarei
Até a minha ida, grite poesias
Que o mundo tem
A palavra que você pode escrever
Grite poesias
==
atrevo-me a também gritar mais uma poesia
"solta e assanhada, alma em pleno e fogoso lume, incômoda mas delicadamente escreve a fogo a poesia inflamada de hoje "
Espero luzir em múltiplas traduções
dos olhos que se enraizem nas nuvens
que teço meus vossos poemas,
pois de todos os olhos que nele passarinhantemente
pousem,
pedras e limos curtidas na água das fisicoquimicidades
que nos une ao Todo.
Panteísmos à parte,
dissolvemos nosso verbo na carne da palavra
lavrada na alma ora orando escancarada
ao horizonte que chega e me espanta,
de segundos transformarem-se
em séculos,
e horas se transformarem em pétalas
que dizem sem toque
o toque que se lhes adivinhe
caminho.
Colho dessas horas
palavras doces que se abrem
tempestadeando o pulso, o sopro, o canto
que encantam até o mais frio silêncio
ou caudaloso pranto.
Agora planto essas palavras
no vento frio de uma manhã
para colher o vinho quente de um coração
transbordante:
gota a gota,
sangue a sonho,
se enreda e arrasta lava larva de mim
coisa sem coisa
ponte com
Nada
embebida na sede do
Tudo.
--
Obrigado e um GRANDE abraço!!!
===================================
em 03.07.2008
Caro IN_visíVE(u)L&DIGI(O)talAmigo,
necessitas por acaso de convite? Tenho-o em conta como um raio de sol que ilumina e aquece e q ñ carece de pedir... licença?!! Colé?...
toma mais um pedaço desse meu peito, mais uma poesia para os que aqui pousarem as vistas...
==
um banquete de palavras sem palavras e especiarias atômicas perdidas em quanticidades ordinárias
escrita em Overmundo, dia 03.07.2008, em interação com o Overbrother(!!!) PIERROFXZ , de Lages/SC.(!!)
um banquete de palavras sem palavras
[...]
&
especiarias atômicas perdidas em quanticidades ordinárias
Especiaria vasta e vária
é a química do olho com a letra,
do sangue com a idéia,
da fome com o osso...
Desertisidões emprenham ventos,
vazios cheios de cheios vazios transbordam
e empurram essa minha palavra,
já tão gasta.
Sem pedir licença, a idéia chega qual raio-de-Sol
que de tão célere ilumina a noite toda a Lua perdida em 4
fases.
O peito aberto,
o coração à passarinha,
com todos os ossinhos do poeta pra fora
e poesia à tartar.
Sumo, sucos, sínteses, resumos, RE_sumus somos,
vínculo da carne à idéia que hemorrage
despejando seus rios em cima do sonho que nunca basta,
e quase sempre não chega,
enquanto as marés intumecem verdades
que são verdadeiros mares
que quando fermentam
se transformam em vinhos
e levam em torvelinhos a realidade p´ra beeeem longe!
==
GRANDE e fraterno abraço!!!
-----------------------------------
escrito em fast papo com minha amiga Patricia Fisch, de Curitiba
"fast digital soul-poetry: múltipla musa encontra um ‘pseudo’ mestre das Palavras no jardim de inverno do Sempre"
Palavra,
que ensina quando gritada,
quando em silêncio,
soprada aos ventos em busca do Éter
(segue teu destino, rega tuas plantas...)
defenestrada da boca janela que sonha céu de ontem,
estrelas de logo mais,
cinzas do agora...
sou seu discípulo,
capturado por seus sentidos,
desfechos,
etimologisemanticologias
pontos, não pontos
perdidos nos mapas sem topografia certa
das imensidões atlanticamente dessérticas
do fundo
do fundo bem fundo
da alma
de lá,
eco, passado futuro e presente
deitam e rola na cama
inventada, parafusada,
ao lastro de nosso suor
não é nada,
não é nada... tem um restinho de algo lá embaixo,
‘ - Olha, é uma semente...’:
palavra!
============
poema escrita em http://www.overmundo.com.br/banco/as-novas-poesias-estao-amadurecendo-no-peito-delas-carregado#c165170
O poeta perdido no banquete das palavras que dele se alimentam*
Tens fome?
toma minha palavra e se alimenta
de sua imaterialidade: realidades de construir
pontes, estradas, vias de Ar & Mar sob sobre entre
pos
os caminhos de dentro
desavessando do Sentir
para o Verbo
esse sangue que teima em querer correr para a Luz.
Fonte,
quando não mata a sede,
a poesia joga mais interrogações
no ventilador:
podem os pássaros ensinar o coração cego dos homens a
voar?
peixes elétricos iluminam como sois artificiais as terras que nos
habitam?
sera que as flores ensinam a esperar e ter paciência?!
Enquanto as respostas não chegam,
pega um garfo e uma faca, enche teu prato
com essas palavras desgarradas que fogem alucinadas
desse meu ínfimo íntimo e particular
Sonhar.
=========================
Tita Coelho!!!
guria! OBRIGADO é pouco pela constante presença e comentários que me envaidessem, de certo.
===========
Se ouves,
creio,
é porque grito meu canto
e lanço-o em pontes para atingir o longe,
o nada, o tudo , o cheio, o vazio, para esse cantar
ser semente no vento
cisco no olho de um
furacão
e dele nascerem jardins o bastante:
para cada peito lavrado
arejado de novidades
flores e beija-flores
invisíveis costurando horizontes na linha imaginária
de seu vôo por esses céus infinitos de dentro
que cabem numa página
dentro do lado de fora
de um poema.
===============
GRANDE abraço!!!
O.m. - 21.04.2008 - 11h22
----------------------------------
Namastê,
em resposta a comentário de Branca Zil Pires..
==============
o poeta tenta parafrasear a beleza que quando não vê
sente,
vai ouvindo os passos das coisas que andam
e o bater de asas das coisas que voam,
vinho na mente que flori,
sorrindo para latejâncias rastejantes
e aderências do espírito à carne,
terra e raiz mastigados pelo Sol
que impregna a manhã
na pele da noite...
Erro,
passos nunca em vãos pois danço com o Nada
como se o Nada soubesse dançar,
e o poema segue desentranhando-se da semente,
dia a dia,
dente a dente,
na pressa que se tem de ser presa não só a carne mas alma
&
mente.
================================
Teu coração
está cansado de caminhar?
Não sei bem mas,
talvez seja hora de ele começar a voar!
Mas cuidado
com asas de cera
& o Sol muito forte:
constrói tuas asas de vento
sombras, luz e nuvens
para que elas possam
até debaixo da água
respirar.
==========
POESIA ESCRITA em comentário a Clara Arruda, na página http://www.overmundo.com.br/banco/dos-olhos-deixados-em-abissais-pocas-rasas
O.m. · 12/4/2008 16h31
====================
Se imaginar e depois sonhar
metade desse sonho realizar-se-á!
por isso desmedida e tresloucadamente
sonho.
sonho em poder do sonho
enxertar a sua realidade
nessa realidade
e essa realidade
se transformar
única e verdadeiramente
no nosso Sonhar!
Voo,
mais do que podem meus passos
com asas já cansadas,
para o Sol de longas asas de luz
que me diz:
"Ainda não, ainda não..."
Pouso.
Volto a caminhar ainda embebido em sonhos
e poesias de 10 minutos,
poemas de 3.413 km,
e demais formas em que caiba
esse palavra
que
se não salva,
despe as realidades de dentro
pra esse Sonho de fora parar
um pouquinho só de querer
nos sonhar.
--------------------------------
sobre o comentário de Nydia Bonetti:
[...]
O que dizer de todas as impossíveis Luas...
Aqui um céu cinzento esconde a Lua. Mas amanhã, quem sabe, ou depois, as chuvas passam... Seu celular é verdemente sábio: A vida é mesmo bela!
Abraço!
--------------------.>
a poesia sentida foi a seguinte, ainda sem título:
Hoje está cinza o céu e esconde a Lua.
Amanhã o dia será nublado e o Sol não vai sair ou entrar.
Mas sempre tem o depois de amanhã,
e depois e depois...
só não tem depois pro tempo que já passou
soprando bocas de garrafas que boiam no Espaço
cheias de mensagens lotadas de Sonhos
& Vida.
Mas a Vida geralmente posterga a Vida,
deixando pra depois o que pode ser deixado pra
depois.
Resta para dias de chuva
o céu a cidade e as pessoas com as sombras
mais limpas
do dia seguinte.
===================================
Nydia Bonetti!!!
Foi uma sábia pessoa quem programou o celular! Sorte minha tê-lo ligado para anotar de verde brilho Esperança de TUDO o que for que seja que venha para o BEM esta poesia e outras poesias.
MUITO obrigado pela presença! Comentários que guardam sínteses de Sentir! se transforma em tentativa de Beleza na forma de sem forma nova poesia.
GRANDE abraço!!!
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---------------------------------------------------
...noite etc & Cia
Cansei de viver pela metade.
cansei de aguentar a vida calado
e ficar sempre da mesma maneira de sempre
blues e blues e blues
conhaques, cigarros, vinhos resacas
tentei fazer uma revolução no meu coração...
Ele me deserdou
foi se ater a um porto que muitos diriam
"Impossível"
"Não existe"
"mula sem cabeça"
ateu de si,
cabeças de mula sem cabeça
e seus sonhos
medonhos ou belos,
mas seus!
sonhos de acordar em nada
mergulhado no presente passado
sempre futuro,
sim,
do Tudo um pouco de Nada.
Pulamos...todo o Universo passa
e nós ficamos
(“vou pular,
Adeus...
)”
vamos lago noite longa adentro
falar para paredes digitais ou de barro ou de
tijolos e cimento.
----------------------------------
----------------------------------
quando eu pensei que a poesia não vinha
ela veio...
atiçou brasas ao peito
com ondas de água
só presta assim!
igualigualzim
ao fogo das paixões
que se transformam em incêndios de Amor
que um dia viram Estrelas
em páginas fechadas
inundadas de cada vez mais
poesias.
----------------------------------
POesia escritas após ler
UM PLANETA QUE ERA AZUL , da Cintia Thomé:
'falando de tua aldeia' falas de todas as aldeias... somos todos responsáveis um pelo outro e o outro também é o mato, é a pedra e o bicho!
Chama-nos a atenção nessa Poesia-anti-poesia ((?)... NÃO! Poesia MESMO!!!)
Que sua ‘
vergonha’
REVERTA-SE TOTALMENTE por essa gota d’águaOceano que, toda beija-flor-em-letras, trazes no bico!
E o meu sentir decodifica mais poesia:
os prazeres de agora não podem ser os sete palmos de amanhã
sete vezes sete
palmos de plástico
transforma-se em água
nas casas dela cheias...
a t.v. vai ter então
seu fim de 799”
para peixes
e limo.
Sete vezes vinte e uma vezes
ondas de lixo afogando toda Ordem
&
Progresso(?)
Sim, há: ‘estatísticas não mentem’;
a ‘Televisão não mente’ - pra peixes?!! -;
‘vê lá no Google!’...;
e também há besteira demais com ‘
B’!
explicando os planos
pra formatar toda a Vida
e reestartar!
Enquanto isso ,
nas avenidas inundadas,
poetas, loucos & passarinhos
vão sonhando em poder
construir sua Casa
na correnteza do rio, bem sob aquela sombra de nuvem
até ela chover, que significaria
não a submersão,
mas uma cada vez mais
ASCENSÃO...
talvez daí um passarinho possa
escrever uma poesia impossível e
os poetas saíam por aí voando com asas de Verbo
e os loucos construam pontes para unir uns aos outros,
inchados pela maré,
e,
da nOite escura
sobrar apenas a lua incendiando
não um “
Chão”, mas um rio,
um oceano, um lago, tudo junto numa consagüinidade
fluídica - que mais irmana-nos do que o
sólido da Terra – todo um Mar de Estrelas!
Mas isso tudo
ainda é Sonho de passarinhos,
arquitetos loucos
e poetas-braço-de-rio,
que se desdobram em oceanos
depois da curva da Vida
incrustada de novidade
todo santo & profano
dia.
===========================
Poeta... prazer imenso ler-te também em denúncias-fotografias, lembrando-me o sempre novo
Manoel de Barros em seu ‘
Matéria de Poesia’, ao me perguntares '
Existirão elementos para se fazer poesia????....'
GRANDE cheiro!!!
--------------------------------
para Dora Nascimento
é que não consigo deixar de olhar para a Lua ou um nascer/por do Sol, flores acadêmicas e, principalmente as flores que nascem na beira das sarjetas, em matos desregrados ou nos telhados das mentes quando cai assim, como chuva 'fechadoura de verões' uma poesia tão viva como a sua...
Li no teu perfil (25.03) e não resisti:
"
sobre coelhos e rainhas de copas e espelhos mágicos aliceanos"
Oh Rainha de Copas,
como não reverenciar essa majestade
que se desdobra e se desdobra e se desdobra
desvirando-se em peles de duas mil cobras
que colhem 10.000 venenos
para um milhão de antídotos-poesia:
cura dores no peito, frieira
artrite, espinhela caída e 'uma dor'...
num ardor que faz curva-nos
ao ponto de,
quando menos esperamos,
estarmos batendo continência,
prestando mais do que reverência!,
e tão sãos de tão insanos
que voamos e beijamos a Lua
- ontem ela estava lá na cozinha
da minha casa, a tomarmos
café juntos,
embora ela prefira leite -
que hoje divido com você,
emprestando-lhe o espelho de todas as águas
para igualar brilho excelso,
fulgor! Poesia
que desanestesia a veia
para sentir-mos a raiz das flores
se estendendo pelas margens
dos rios que somos,
perfumes supostos
dos mares para onde
vamos.
============
vou botar lá no perfil... gostei demais de MUITO da sua 'Rainha de Copas...' até o ponto da poesia...
O.m., 25.03.2008, 09h17
--------------------------------------
Assim,
de caquinho
em caquinho
vamos nos emendando
pelo Mundo... impressões
de nós a sós
com outros milhões
de outros iguais,
sendo devorados
pela Flor com dentes
de Moinho
que nos promete a Vida.
Moinhos...
Cartola... Cervantes...
quixotesca e indesatavelmente
presos ao peito antespasto banquete e sobremesa
pelos dentes de liquidificador
da Beleza da Flor
que se alimenta
do Amor.
Do pó ao pó e da
lama formada com nossas lágrimas
nos juntamos de novo e de novo
peito coração flor e jardins fênixs
alçamos cego voo
ao aero_porto invisível
que se empuleiram
os nossos e os Sonhos
dos outros.
====
comentando texto de Bruna Foscarini.
em: http://www.overmundo.com.br/_banco/produto.php?titulo=no-mais-e-isso
O.m., 24.3.2008 - 22:05
---------------------------------
comentando poesia de Dora Nascimento:
e Bill Lee disse: "escrever pode ser perigoso" Dora!
Claro!
e é todo dia que se desfia
sem cachaça ou anestesia!
janelas do peito todas abertas
- pode-se ver todo um Mar e
o seu Céu, tão íntimos
e distantes quanto
estrelas -
escorrendo pelos olhos
portas frestas fechadura
gretados,
de lá do fundo do fundo de dentro,
Luz!
Escrever pode ser perigoso
se as palavras forem ditas
sem fogo o suficiente
para não viverem nas outras mentes
e peitos que esquecem,
muitas vezes,
de sentir e aquecer,
ou
ainda,
se forem ditas sem viço
de passar longe rastros de vida...
Mas creio que não corres perigo
pois deixas rastros de Vidas inteiras
que aquecem peitos pelo invisível rio
que se estende desse Sentir
em forma de letras
lava!,
teu peito,
inteira calma e tempestademente
banquete da tua Alma crua,
obsc&docement&xplicitamente nua
a desfilar com passos de fogo
nos estuários das almas da gente.
----
em http://www.overmundo.com.br/banco/ceus-de-esperas
O.m. · 23/3/2008 04h34
--------------------------------------
Me sinto às vezes (liberdade pornopoética)
em orgias desses Sentires diversos,
amalgamáveis em um só 'turbilhão!!!' de coisas
sentidas que só existem por que
passam por dentro como outros seres
que existem
independentes de nós...
barcos de papel soltos e sem porto de volta
(ou lanterna que seja! para ser farol nesse caldo)
desse sumo de nós,
rio indo sempre pro Mar e Tudo
indo pro céu de Nada
numa 'troca impossível' de sucos,
que brilham pulsando & umbicalintagivelmente
nos unindo pelo todo
e vaporoso laço
que abraça o Espaço.
A.T.
====
é... o que uma puta Lua cheíssima às 20 e alguma coisa não é capaz de fazer!!! mais poesia cara Dora!!! É até evitável, mas não recomendo em hipótese alguma (posto quantas já o fiz!!!) calares qualquer sentir!
Overmundo, 21h23, 22.03.2008
----------------------------------
"porres de lua cheia intumecendo as marés de dentro para ecoar melhor uivos de veludo longa noite escur&luz adentro"
Tomei uma grande dose de Lua cheia,
então,
em homenagem a ti, cara Poeta!
Pra mais e mais ainda incendiar
a noite que nada promete mas
ainda assim continuamos uivando em poesias,
orações para corações_altar
que ora devoram-se na quase dúvida
do Sangue que lhes dá vida!,
brilhando do lado de cá
procê aí do ladilá dessa digital ponte
que passam rios e rios de sentimentos
que correm pro comum mar de Sentires
em que a lua intumece, maré,
uivo de veludo
fundo leito,
peito cova,
sementes
&
flores...
Jardins!!!
=================
cara Poeta Dora Nascimento!!!,
reitero cada reverenciosa palavra!
Overmundo, 21h07 (?) 22.03.2008
--------------------------------
----------------------------------
'sobre sentires alheios, sobras de simulacros-fantasmas'
Dentre as coisas que vouyermente li de ti,
vi teus sonhos assustando-se com um farol a
alimentar-lhes viço
de asas plenas em voo,
seio desnudo do teu alimento maior:
Alma líquidamentescrita leite em Via
mor, Sol inteiro para iluminar
outros olhos-lentes-do-farol-pra-dentro-das-gentes
em ondas nesse Mar que não cala,
que é essa doid&insanamente louca
vontade de cada vez
mais e sempre mais
verdadeir&despudoradamente
Amar!!!
Se falo assim de ti tão bem
eu realmente não sei...
mas sei que o que descrevi desses teus horizontes linguísticos
que se erguem em SignoCidades do Sentir,
Castelos, Templos, Altares, Casas e Casebres
onde se escondem Deuses
que esqueçem de si,
vi em mim, refletidos
no que senti,
e aqui está em poesia quase todo esse
Sentir.
Overmundo, 20he alguma coisa de 22.03.2008... escrevendo mensagem resposta para poetisa Bruna Foscarini
----------------------------------
De um só fôlego,
a verdade é defenestrada e se
espalha em sombras na calçada
com seus pedaços que evaporam
do chão asfalto quente,
semeando nuvens
que chovem-nos chuva
de Verdades.
Sobre as faces pasmas,
na cara de pronto,
duas tempestades!!
chuva e granizo e temporal...
duras asas de abrir-nos olhos
onde antes havia venda – de sonhos,
com certeza! – para alastrar
em inflamadas outras quentes verdes Verdades
mais Sonhos de mais Sonhos de Mais &
+ SONHOS!!!
Overmundo, 21.3.2008 18h04
---------------------------------
escrito após ler 'to começando...', em http://www.overmundo.com.br/banco/to-comecando-a-entender
===================================
lavorar noite adentro poesia sentimento fora
Não só vira
como desvira,
de dentro pra fora
e lavora dia e tardes
& noites adentro
poesia.
Perfumes dos jardins suspensos
no simulacro desejo que colhe
lavouras & frutos campo infindo
do coração.
'Deus está na chuva'
está em cada gota do suor
– chuva de dentro pra fora! –
que a outra carne nunca sacia:
sede do Doce;
ou a fome do Sal;
ou coisas que pareçam
fom&sede de orações
que a língua reza muda
desnudando lascas de chama
da outra pele, incensos supostos,
rastro de estrelas distantes
pulsando dentro do Verbo
Sopro.
Folhas ao vento,
saciadas de Sol,
deitam-se languidamente ao céu
que lhes desenha estrelas cadentes
lentamente dançando.
=======================
Escrito ao ler o aindas em edição poema 'QUASAR', http://www.overmundo.com.br/banco/quasar-1 , ouvindo http://www.myspace.com/isaarazulclaro
link na colaboração: http://www.overmundo.com.br/overblog/a-voz-e-o-azul-claro-de-isaar
Overmundo · 20.3.2008 21h32
----------------------------------
"ocidentando-meOrientemente para melhor desnortOrientar em um só lance de coisas invisíveis"
Não só vira
como desvira,
de dentro pra fora
e lavora dia e tardes
& noites adentro
poesia.
Perfumes dos jardins suspensos
no simulacro desejo que colhe
lavouras & frutos campo infindo
do coração.
'Deus está na chuva'
está em cada gota do suor
– chuva de dentro pra fora! –
que a outra carne nunca sacia:
sede do Doce;
ou a fome do Sal;
ou coisas que pareçam
fom&sede de orações
que a língua reza muda
desnudando lascas de chama
da outra pele, incensos supostos,
rastro de estrelas distantes
pulsando dentro do Verbo
Sopro.
Folhas ao vento,
saciadas de Sol,
deitam-se languidamente ao céu
que lhes desenha estrelas cadentes
lentamente dançando.
=====
escrito ouvindo http://www.myspace.com/isaarazulclaro ...
link na colaboração: http://www.overmundo.com.br/overblog/a-voz-e-o-azul-claro-de-isaar
Overmundo · 20/3/2008 21:32
-----------------------------------
"de tudo se faz versos, até da chuva por debaixo da porta e das frestas e janelas do coração"
ahhh!!!
que até pra limpar privada
tem que ser com paixão!!!
não adianta sair de casa
e deixar o coração
sossegadamente empoeirando
num puleiro vazio de corações,
vazios os dias,
vadios os dias e noites e tardes
que não voltam tão cedo.
Desculpa,
mas que até pra escrever assim
algo que fosse qualquer coisa
não seria assim qualquer outra
coisa,
e a poesia dela escorre
como a chuva que me levou ontem
para hoje.
E quase sempre assim:
chega o vento incendiado
com palavra cheiro imagem,
a aterrar certezas de algo
com forças de ondas da Verdade.
A., nesse digital Mundo, 20.03. 10he alguma coisa... ao msn.
---------------------------------
'Mote' perpétuo
dessa engrenagem de sonhoSangue
que é o coração,
o Amor tranca-nos
em verdes campos,
altos mares,
desertos abissais de pão & água & mel,
e depois solta-o,
pipa no céu de um
calabouço - banquetes
de Nada -
em exposta onírutópica
fratura a vazar os melhores dias
do Mundo que alguém desse
ou do outro Mundo
pudesse conceber
viver, sentir, morrer...
nem que apenas
no instante de um
segundo.
Overmundo, 19h10
-----------------------------------
Mais vale o esforço,
a Arte emprenhada
no que quer que seja:
palavra,
tinta,
byte,
mármore,
gritos e ecos norteando sentidos,
radar.
Mais vale o sangue cantado,
o suor salgando,
o ato mudo...
por isso
não cale se te aponto sombra,
enquanto um dedo meu te aponta
na mesma mão outros 4 me apontam!
defeitos, sombras, erros e dois desertos de lágrimas,
um chorado e outro por chorar,
poças, poços quase oásis,
miragem.
Overmundo, 13.03.2008 - 19h57
====================
A poesia dentro da poesia semente
Desce e sobe
da terra à terra
escalando 4 elementos
no gene carrossel,
um 5º elemento,
quase etéreo se não se fizesse firme
- como um passo de aço roda-gigante luzes seio -
que move os outros quatro
de seu comum leito de inexistir
para um intrínseco existir,
caminhado por estradas impossíveis...
Moinhos de sonho sobre os ombros,
Sol & Sombra assombram dia e noite
desse quinto elemento solto no Vento de dentro
- sopro -
que move-lhe as pás para ascender às Estrelas
Mar em que perco os olhos
afogados de tanto Céu suposto!
André Teixeira · Aracaju (SE) · 7/3/2008 11:28,
=========================
Sob 'a poesia dentro da poesia semente &m fogueiras de ontem lavouras'
Dos poemas em chamas
do poeta incendiado no sangue - corre
nas veias
veneno cura antidoto -
ar quente sopro balão e nuvens.
Do sangue inflamado
intransfusável para o Nada,
vai colher migalhas do nascer de um Sol
nessa caligrafia líquida e rubra
que teimo em escrever no Mar
que teima em tempestadear
ondas em peito pedra adentro
sementes.
André Teixeira · Aracaju (SE) · 7/3/2008 11:58
============================
esse coração que gramaticalmente ora pulsa
é um Sol vazado vazando mais luz
do que poderia vazar um Sol vazado...
mas ele
(ah esse meu coração!)
parece mais com uma manga colhida pelo vento de um pedir alheio
atendido,
caída no chão,
talhada pela queda
a verter arteriosidades amarelas,
deixando rastros de flores com gosto de sol.
Overmundo, 26.02.2008, 13h57
--------------
para castelos de areia não carece CREA não
...e eu,
um arquiteto suposto em passados sonhos,
vou engenhando edificação
com base de poesia:
casas do dia-a-dia,
barracos da noite-a-noite,
vai morar onde não carece CREA não,
pois,
dos castelos de areia
erguidos sobre nuvens
a fundação é próprio coração.
Overmundo, 26.02.2008, um pouco antes...
============
*
de um comentário da Saramar:
enlace de sentimentos semente
em estradas de fim sem começo:
meço o passo, pulo...
dos abismos perdidos em mim -
ora minha
oração-poesia-vida -_
_palavra
morro abaixo do sentir acima,
nas nuvens que derretem derretendo-nos
que são os outros sonhos que nos olham
e tocam-nos,
baba cósmica,
dança amalgamante que o olhar risca nessa carne de letras
& Signos
que dizem mais do que são
e menos do que poderiam,
madeira e águas dela transformadas,
transtornadas como algo que pudesse ser,
pela presença,
voo de castelos de areia saqueados.
'desertos se tornam pequenos'
de tanta areia deles tomada.
Overmundo, 24.02.2008, 13h33
*
escrito após ler: O PULO na jogada de versos, de André Pêssego,
Overmundo, 23.02.2008, 21h41...
sobre pulos e pulsos
sobre pulos e pulsos muros
fiz carreira e pulei da beira da fronteira
pra outra beira da outra fronteira:
vi que era a mesma terra que enterra quem pisa nela duladicá
que duladilá,
que era o duladicá antes d'eu pular...
pulso voa
embrionariamente no olho colado ao passarinho,
folha, besouro, urubu, avião, pipa, balão
& esses seres novos que voam: sacos plásticos,
monóxido de carbono, migrando pro Sol.
olho olha e voa pulso anzol de sonhos,
os mesmos & de sempre doces algodão nuvem
que choram aboios em garrafas vazias gritando vento
de seu ventre música, coração invisível mola!
repentes,
abrupticivolatilidades vulcânicas,
rastros dos passos das Musas - cegas ou não -
essas que são venTempestade em corações_Brasa abertos
fogueira-garrafas dos cantadores da Morte & Vida
nossas ventre música gritada
pra espantar os espantos d'Alma...
cá,
poeira do Espaço:
detrás do perene expresso espesso Canto,
nós,
amarfanhados 'num balaio de nós'
& fronteiras - que só existem pra quem as crê -
.
A.
*
Faço minhas as palavras do poeta J.J. Jiménez:
"Eu não sou eu, eu sou alguém que caminha ao meu lado.
Que permanece em silêncio quando estou falando.
Que perdoa e esquece quando estou irado, esbravejando.
Que segue sereno quando estou aflito, sofrendo.
E que estará de pé quando eu estiver morrendo."
Esse sou eu e mais um pouco. Minhas idiossincrasias e minha poesias; minhas colagens; minhas idéias; meu querer transformar o MUNDO!!!