Jongo do Tamandaré (Guaratinguetá) no Sesc Vila Mariana, São Paulo, SP · 25/3
Marcelo Manzatti · São Paulo (SP) · 22/3/2006 16:54 · 54 votos · 1 comentários ·  
 
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overponto
Nos tempos do cativeiro, o Jongo era dançado pelos negros que trabalhavam nas plantações de café do Vale do Paraíba, nas fazendas do sul de Minas Gerais e Espírito Santo. A dança acontece tradicionalmente à noite, celebrando o 13 de maio ou integrando algumas datas significativas do catolicismo popular: festas juninas, Divino Espírito Santo etc. Através de imagens metafóricas referidas ao universo rural - animais, plantas, carro de boi - os jongueiros “conversam” entre si, seguindo em alguns casos regras bastante estritas de “alinhamento” e encadeamento dos pontos, como são chamados os versos cantados no jongo. O prestígio de um jongueiro se mede pela sua habilidade em amarrar os rivais com a força de seus pontos astuciosamente talhados, bem como pelo seu conhecimento da linguagem cifrada do jongo, que lhe permite “sair” dos pontos propostos pelos outros. O tambu, tambor maior e o candongueiro, menor, compõem o instrumental do Jongo, juntamente com o chocalho denominado guaiá, e, em alguns grupos cariocas, a puíta, uma cuíca ancestral de som grave. Quando deseja parar a dança e cantar novo ponto, o jongueiro coloca a mão sobre os couros e grita Cachuera! Padrões rítmicos e coreografia adquirem diferentes características, segundo a comunidade, das evoluções de um solista ou par solista ao centro da roda a um simples giro anti-horário dos participantes em torno dos tambores.
Nesta apresentação, jongueiros do bairro do Tamandaré, periferia de Guaratinguetá, na Região do Vale do Paraíba, pedem licença aos tambus para mostrar parte dos fundamentos desta dança ancestral, recentemente tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional. A dança é divertida e convidativa, abrindo espaço para a participação do público na roda e no acompanhamento dos pontos cantados.
O grupo do Jongo do Tamandaré, à moda dos grupos tradicionais da cultura negra, concentra-se em torno da estrutura familiar. Dançado, sobretudo, nas festas juninas, pais, irmãos primos, tios e agregados podem se reunir para brincar o Jongo em outras ocasiões festivas. O grupo do Tamandaré é um dos mais conhecidos do gênero e participa há alguns anos do Encontro de Jongueiros, tendo sediado uma das edições. Recentemente, através da associação criada para a defesa e fomento da tradição do Jongo, foi escolhido pelo MinC como Ponto de Cultura.

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  Rua Pelotas, 141, Vila Mariana.
Sesc Vila Mariana. Sào Paulo/SP
Praça de Eventos
Próximo à estação Ana Rosa do metrô. Pra quem vai de carro, melhor pelo Ibirapuera.
 
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  25/3/2006  
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Marta Rodrigues · São Paulo (SP) · 10/10/2008 17:58 
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