Conheça o P.L.A.N.-Projeto Luz da Anti Normalidade

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Luiz Rocha · Belo Horizonte, MG
13/5/2006 · 1 · 0
 

criado em agosto de 2002, o grupo p.l.a.n. trabalha com novas formas de utilização de instrumentos tradicionais,e com a construção e a utilização de objetos como instrumentos musicais. Busca-se, dessa forma, pesquisar e conhecer fontes sonoras alternativas, promovendo uma constante inovação no processo criativo musical e na exploração dos sons.

O grupo mistura mpb, rock, pop, jazz e música contemporânea num show leve, sincero e atual, permeado por textos, releituras e canções autorais.

As composições do grupo são baseadas em visões e vivências do cotidiano, na poesia concreta e em improvisos literários. Os arranjos remetem à música brasileira, aos ritmos latinos, jazz e exercícios sonoros criando uma atmosfera de influências que vão de Novos Baianos a Beatles, Leminski a Duchamp, de Basquiat a John Cage e de Edith Piaf a Pixinguinha.

O grupo transita hora pelo popular, hora pelo contemporâneo, porém sempre a favor do senso crítico, da revolução cultural e da nobre independência criativa que torna o “irreal subconsciente†um agradável ruído para os ouvidos.

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informações

Autoria
O P.L.A.N. é
Malu Horta
Luiz Rocha
G.A.
Ficha técnica
Fala, através da música, sobre anseios e questionamentos que são inerentes ao ser humano: o amor, a violência, o ser e a maneira como este atua num tempo e num espaço determinados, o visível assim como o invisível.

Clarice Lispector diz: ?Escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: A palavra pescando o que não é palavra?.

O som está para a anti-normalidade deste grupo assim como a palavra para Clarice: pretende-se, usando de todos os recursos disponíveis, ?pescar? o que não é visível, o abstrato, o inexplicável, o inenarrável, traduzindo-os em música e inserindo-os dessa forma na realidade do dia-a-dia.

O espetáculo sugere ainda uma maior reflexão para o ato artístico e para os atos da vida.

Na superfície ele é autobiográfico, mas só na superfície.

Em essência, a intenção é a de desvendar a transparência que existe em todo objeto, em todo rosto, em toda figura, em toda paisagem.
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