Uma parte da espécie humana inverte as relações de eficiência, quantidade e disponibilidade e é uma minoria impondo a sua condição exclusiva, para seguir no caminho de adquirir cada vez mais bens materiais, exaurindo as reservas minerais e as ambientais. Cada vez mais pra quem tem bens materiais é preciso gastar mais tempo trabalhando pra ter mais e não ter tempo pra gastar o poder de gastar. Em contrapartida a maioria dos que trabalham, necessitam ganhar mais para gastar e estar em um meio de organização social com possibilidades de diversão e ter tempo pra gastar. Em paÃses subdesenvolvidos como o Brasil, com uma estrutura social no modo primário, o Ãndice de desenvolvimento humano (IDH) está entre os dez piores do planeta terra, um absurdo no ranking do mundo das inversões. Há inversão dos sentidos e está apontando para grandes exageros do sistema brasileiro, há trinta milhões de pessoas sobrevivendo miseravelmente. E a maioria dos que trabalham, necessita ganhar mais para gastar e estar em um meio sem organização social, sem possibilidades de segurança pública, sem o equilÃbrio social, sem diversão e com tempo pra gastar. Há uma inversão dos sentidos e está apontando para exageros do sistema global neoliberal, como o fato de um só membro da espécie humana, ter bens materiais no valor equivalente ao produto interno de quarenta paÃses do planeta terra. Há uma inversão dos sentidos de eficiência, quantidade e disponibilidade, a minoria tem quase a totalidade dos bens materiais do planeta e não tem tempo para gastar. A maioria absoluta da espécie humana, oitenta por cento, tem o necessário, ou pouco, ou nada de bens materiais e tem tempo para gastar. A espécie humana está desorientada por uma condição e insiste em seguir no caminho regido por uma equação matemática de somar, inventada por uma minoria, para favorecer a ela mesma. E a grande maioria aceita a condução e a condição e almeja passar para o lado minoritário. E em um paÃs subdesenvolvido, como o Brasil do salve si se puder, há um mundo de inversões, tudo é válido para conseguir acumular cada vez mais bens materiais, seja lá através da apropriação indébita com fraudes, sonegação, estelionatos, tráfico, crimes, até mesmo ser um membro do poder legislativo ou do judiciário. Tudo é valido, até mesmo viver num paÃs subdesenvolvido, só não vale a pena fazer parte da maioria que tem o necessário, pouco ou quase nada. É preciso seguir na inversão imposta por uma minoria, é preciso seguir na condição exclusiva de adquirir cada vez mais bens materiais. Afinal a capacidade de um ser da espécie humana, é medida através da quantidade de bens materiais acumulada e não é necessário levar em conta a maneira que foi realizada, por que somos provincianos, portanto vivemos de aparência!
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