Existe mesmo um abismo tão grande entre mitos e logos? Houve um tempo em que homem e mundo não estavam tão separados na ciência ocidental?
Introdução:
Como é possÃvel conhecer? Este pergunta ao lado das
questões éticas e sobre o sentido da vida, têm estado no centro de
nossas indagações filosóficas no Ocidente cristão no decorrer dos
séculos. Para investigá-la é preciso recorrer a outras perguntas
afins: o que garantiria a objetividade do saber? Como supor e
justificar a adequação do pensamento e do mundo?
O zen, o Budismo e o TaoÃsmo têm uma resposta para isso: “O todo na Unidade e a Unidade no Todoâ€, é um provérbio zen; significa que ambos participam de uma mesma natureza búdica, ou do Tao,
onde as oposições se dissolvem. De alguma forma também em
Kant se fala de um uso regulativo, acompanhado pelo uso
transcendental: a criação do conceito é uma criação vazia a priori,
autônoma, e obedece a necessidade universal da razão e não a
pluralidade e particularidade dos sentidos; mas de fato, na prática
cientÃfica, esse modelo acaba definindo certo aspecto da verdade,
o que o cientista John Barrow chamou de platonismo.
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