O Uninverso

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Priscila Nunes Ribeiro · Cuiabá, MT
21/8/2006 · 91 · 0
 


"O Uninverso"
Eu algum dia tive este pensamento. Não me lembro ao certo quando. Não faz muito tempo.
Pensei nos mortos nascendo dos túmulos e as crianças cuidando do mundo. As crianças pegando nas mãos trêmulas dos velhinhos recém-nascidos do alem, sem saber nem andar.
Toda aquela gente velha prestava muita atenção nas pequenas que pacificamente os ensinavam.
E os velhos corpos com o passar do tempo rejuvenesciam e curavam seus reumatismos e doenças do corpo e da mente.
Não era sempre que as crianças podiam ficar ali, com seus queridos velhos e adultos – eles (as crianças) tinham muito que fazer. Eles trabalhavam felizes por um Mundo Melhor!
Sim, as crianças tinham dó, mas tinham de deixar os velhos com seus irmãos adultos.
Apesar de saberem que adultos não suportam a idéia de cuidar de alguém além de si mesmos e seus sonhos; seus projetos; enfim, egoístas – puff, adultos!! Todos compreendem, pois, quem nunca foi adulto um dia?!
Meu pensamento não pode mais parar. Tinha de ver onde e como isso iria acabar.
Então, as crianças tinham que fazer o que? Elas foram se encontrar com as outras crianças pelos circos,, pelas praças, parques, jardins e floretas. Uniam-se e inventavam, criavam, questionando sempre os porquês (por que? Porque? Porquê?..)
Era pura filosofia! As incansáveis crianças tinham varias respostas mas sempre voltavam a requestioná-las!
A maior preocupação da infância era limpar a sujeira que os adultos faziam. Afinal, porque eles eram tão estranhos nesta fase da vida?
Poluem tudo e não querem aprender com nada, ninguém.
Bem, pelo menos a solução dos adolescentes eles já haviam descoberto – a solução que inclusive já funcionava muito bem:
Adolescentes são incentivados pelas artes, musica e os esportes.
As crianças sabem que através dessas atividades os adolescentes podem seguir melhor com suas vidas e se prepararem para muito em breve, serem crianças também. E será imprescindível saber brincar e ser leve e ser solto e ser bem alegre sempre!
Nessa parte da vida humana, terão que cuidar das plantas e cuidas dos mais velhos e acariciar os animais e desaprender e se distanciuar cada vez mais das coisas que amam neste mundo.
Na verdade, chega uma hora em que eles conseguem com muito custo – tranqüilidade.
Agora são bebês, fofinhos e só precisam esperar mais um pouquinho – beber apenas leite de mães.
Sim. Aí está a grande lição às mulheres adultas e jovens em suas vidas: amamentar.
Talvez elas não saibam mas, os bebês têm certeza – eles sabem, sentem, quando no coração.
É natural, eles vão partir. As mães mesmo sem poder explicar direito, apenas fazem o que os bebês lhes pedem por pensamento.
Eles partem, como um dia todos os bebês vão partir.
As mães abrem as pernas e com uma força quase bruta e também dor – enfiam os bebês em seus barrigas. No ventre do útero, onde, os bebês, transformam-se em fetos e seguem perdendo (devolvendo), órgãos, sentidos, membros e células e finalmente, livres – "espíritos de novo"!

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Autoria
Priscila Ribeiro
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não sou.
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