PEÇAS E PERSONAGENS DE MUSEUS EM ALAGOAS

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Mônica C. Lepri · Niterói, RJ
25/5/2014 · 1 · 0
 

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Alagoas é entendida neste trabalho como uma espécie de Anti-Esfinge do Brasil: precisamos devorá-la – como os Caeté ao Bispo Sardinha – se quisermos nos decifrar. Apesar de estampar o menor IDH, o maior Índice de Gini e de assassinatos do país, como cientistas sociais não podemos “ler” estes dados como produto de uma natureza perversa intrínseca aos alagoanos.
Seu pequeno território abriga as mais férteis terras do Nordeste e o mais antigo conflito agrário do Brasil: só isso já nos daria uma pista para violência tão persistente.
Como frutos doces e maduros da resistência a essa violência, Alagoas produziu alguns dos mais pacifistas e criativos intelectuais brasileiros: Arthur e Graciliano Ramos, Nise da Silveira, Alberto Passos Guimarães, Otávio Brandão, todos comunistas, quase todos presos pela Ditadura Vargas, e mais recentemente Ledo Ivo, Manuel e seu filho Cacá Diegues, Djavan....
Na intenção de romper com os estereótipos que recalcam Alagoas a um limbo invencível, apresentamos a seguir:
1) uma síntese da ancestral luta pela terra que ali continua a se dar entre nossas três etnias fundadoras (indígena, portuguesa e africana);
2) uma pequena foto-etnografia de instigantes Museus encontrados em seu Agreste e Sertão, onde pequenas propriedades de agricultores familiares são regra, em oposição aos latifúndios canavieiros do litoral;
3) uma surpresa indecifrável: a altíssima ocorrência de Presidentes/ presidenciáveis nascidos em seu território e arredores (Lula, nativo na vizinha Caetés/PE, incluído.

Sobre a obra

Trabalho apresentado no
GT 5 – CULTURA E COMUNICAÇÃO NO MUNDO RURAL
- VIII Congresso ALASRU / Associação Latinoamericana de Sociologia Rural- PORTO DE GALINHAS, Pernambuco, Brasil - 2010

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Autoria
Mônica Cavalcanti Lepri, antropóloga
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