Em 1982, o CD, uma mÃdia digital que é lida por um laser, foi introduzida no mercado mundial. Era esperado que ela substituÃsse em pouco tempo o velho vinil, também conhecido como Long Play (LP). As vendas de CDs rapidamente dispararam, enquanto as vendas de disco de vinil caÃram. Isso levou as gravadoras a tentarem retirar o vinil do mercado. Mas logo descobriram que músicos e amantes de música não permitiriam que isso acontecesse. De fato, os registros em vinil vivem um ressurgimento em termos de interesse e popularidade (milhões são vendidos todo ano), sendo objeto de consumo, por um lado, de nostálgicos aficionados, atraÃdos por uma parte de seu passado e, por outro, de uma nova geração que encontrou no vinil uma estética e um som peculiares que a seus ouvidos faltam nas novas mÃdias.
Quem Coleciona Vinis?
Nós somos um grupo eclético. Somos chamados à s vezes de retrógrados ou esquisitos. Músicos eruditos, donas de casa, polÃticos, advogados, publicitários, vestibulandos, talvez o cara da porta ao lado. Somos fotógrafos, balconistas, coroas, operários, velhos hippies, moleques empolgados, garçonetes e Ãdolos do rock (Peter Buck - R.E.M., Pat Dinizio - Smithreens, Steve Turner - Mudhoney, Peter Wolf - J.Geils Band, Thurston Moore - Sonic Youth, só pra citar alguns). Nós vamos de um sebo a outro, em busca daquele disco especial que, de alguma forma, fará nossa coleção completa. Mas uma vez que o encontramos, percebemos que nossa coleção nunca estará completa. Assim outra vez nós vamos à s vendas de garagem, bazares de igreja, mercados de pulga, em busca de novas peças para nossa amada coleção de discos.
Por que fazemos isso?
Nós gastamos horas catalogando, limpando, classificando, e tomando cuidados meticulosos com nossos discos. Mas, para a maioria de nós, o prêmio está nos sulcos do disco, a música que possuÃmos então é o retorno de um investimento que dinheiro nenhum paga. O disco de vinil é um sobrevivente. Pense nisso. Rolos de fita, Fitas Cassete, CDs, iPods, Downloads, todos têm sido verdadeiros atentados para tirar de jogo as velhas prensas de vinil. Mas o disco de vinil perseverou. Por quê? Em grande parte por causa dos DJs, que continuam rodando os discos e tocando-os em festas por aÃ, por causa de artistas que insistem em lançar seu trabalho em vinil, das pequenas bandas que prensam suas músicas por selos alternativos, e do público de colecionadores, pessoas que insistem em comprar os discos não só pela qualidade do som, mas também pela estética das capas e encartes, verdadeiros pedaços de quem somos, pedaços de nossa cultura.
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