Banda baiana "Os Mizeravão" anuncia volta

Irreverência é a marca desta quadrilha de meliantes etílicos
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Silvana Malta · Salvador, BA
8/8/2008 · 49 · 0
 

A banda baiana "Os Mizeravão" está de volta, após um recesso de seis meses, para a alegria do seu público. A galera que adora pagar mico ao som das versões rock´n´roll que estes "meliantes etílicos" (como eles mesmos se definem) fazem de clássicos da "infância anos 80" como "Uni duni tê" (Trem da Alegria) e "A guerra dos meninos" (Roberto Carlos), já tem data marcada para voltar a ser criança. O próximo show vai acontecer, a princípio, no dia 28 de setembro, em Salvador (Boomerangue - Rio Vermelho), com repertório cheio de novidades.

O segredo pra entrar na viagem é encarar as apresentações não como shows de rock, mas como shows de comédia rock´n´roll - não só por conta do repertório inusitado e das versões hilárias que os caras fazem, mas, principalmente, pelo humor irreverente e escrachado do vocalista, Lionman. Dono de um carisma sensacional e, por que não dizer, de um grande talento como ator, Lion domina a platéia sem fazer esforço algum, disfarçando a rabugice que lhe é peculiar e interpretando o divertidíssimo personagem de forma irretocável.

O resultado é uma festa e tanto, com meninas deixando a pose de lado e formando trenzinhos pelo salão; e marmanjos cabeludos, tatuados e com cara de mau trocando afagos e se abraçando emocionados. Todos parecem voltar ao tempo em que eram guris e ouviam aquelas músicas no radinho FM de casa ou do carro da família. O grande mérito dos Mizeravão está, justamente, nessa possibilidade que oferece ao público de curtir aquelas canções, tão marcantes num passado distante, com os amigos de hoje, numa confraternização que chega a ser comovente de tão sincera, vibrante e espontânea.

No repertório, pra mais de duas horas de show, o "rei" tem espaço garantido, com direito ainda a "O Portão", "Amigo" (Você/ meu amigo de fé/ meu irmão camarada...) e "Não serve pra mim". Uma seqüência matadoura de Sidney Magal, que inclui "Tenho", "Sandra Rosa Madalena" e "Meu sangue ferve por você", também leva a galera à loucura. Rolam ainda Ultrage a Rigor ("Inútil"), Fábio Júnior ("Quando gira o mundo"), Queen ("I want to break free"), Balão Mágico ("Super-fantástico"), além de covers do Kiss, Lynird Skynird, Ramones e AC/DC. Destaque para a versão da disco "Born to be alive", em que Lion arregala os olhos e faz o maior terror, intercalando reboladinhas desengonçadas e movimentos de ginástica aeróbica.

A banda é composta ainda por Wally Beerman (ex-Anschluss, Veuliah e Malefactor) na guitarra; Marcinho (ex-Veuliah e Cirrus) no baixo e Jedernight (ex-Thor, Los Merengues e Lobo Guará) na batera.

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