Em Recife [PE] a SDS - Secretaria de Defesa Social - ressaltou, depois do Carnaval, que não houve nenhum arrastão no estado inteiro durante o tempo transcorrido de festa. Ora, não é preciso argumentar tanto para provar o contrário. Quem circulou pelas ruas do Recife Antigo, principalmente entre os dias 17 e 20, de Fevereiro, no Cais da Alfândega, onde aconteceu a décima segunda edição do Festival Recbeat, viu que, óbvio, aconteceram arrastões. E muitos, diga-se de passagem. Não quero com isso dizer que o Recbeat - 2007 foi a trilha-sonora para a grande violência, mas sim criticar a forma que o pessoal, lá presente, encontrou para reconhecer o bom trabalho da Prefeitura do Recife que, sempre no perÃodo carnavalesco, oferece gratuitamente atrações multiculturais.
Também não quero me aliar a um conhecido blog local, questionando o festival por usar dinheiro público para trazer atrações de fora. O Recbeat usou o dinheiro do contribuinte, ou seja, o nosso dinheiro para nos fazer ver shows [Isca de PolÃcia, Bonde do Rolê, Tom Zé, Vanguart, entre outros] que nunca assistirÃamos pagando. Mas, não é isso que fazem os outros pólos carnavalescos da cidade? Vale salientar que essas apresentações públicas são, contudo, o verdadeiro link de avanço da cena musical pernambucana. Sem isso, nossa produção não vai adiante e o nosso cenário musical não circula ou se desenvolve, por favor. Sendo assim, carecia de um pouquinho mais de cautela para não ser devorado por essa violência que vem se estabelecendo com sucesso na cidade. E tenho dito.
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