Essa semana está acontecendo a II Bienal Internacional Graffiti Fine Art no MuBE (Museu Brasileiro da Escultura). Trazendo para a Rota ArtÃstica uma seleção de 51 artistas do do Brasil e do mundo para expor sua arte sobre vários temas, com estilos e conceitos diversos. Essa foi a razão para que os artistas de São Paulo, que tem exposições permanentes nas ruas da capital, irem conferir o trabalho dos amigos espalhados pelo mundo e aproveitar para encontrá-los, pensar em novos trabalhos e trocar informações.
Ao contrário do que acontece em uma exposição, onde existe uma seleção de artistas. O graffiti, em sua essência, é uma arte democrática, na qual qualquer um pode expor seu trabalho em ‘’qualquer lugar’’. Por ser, ou ter sido, ilegal em vários lugares, da pra notar que isso fortaleceu o movimento e formou relações que vão muito além dos muros da cidade.
Desde artes simples e bem pensadas, até obras que trazem sentimentos e os expõe pelas ruas, tudo isso, vai sendo passado entre eles, assim se forma essa linguagem múltipla, que através de seus ‘’códigos’’ vão formando um linguagem rica e estilos de grupos e regiões no mundo todo.
Mais do que uma simples exposição, a Bienal de Graffiti é considerada por alguns grafiteiros e artistas plásticos, como uma forma de validação desse trabalho. Pois, já existem exposições famosas em São Paulo que podem ser conferidas a céu aberto no Grajaú, Capão Redondo, Brasilândia, Centro de SP, Osasco e muitas outras parte da grande São Paulo. Além, do Projeto Cartograffiti, que é um roteiro de grafites em lugares estratégicos da capital que vai do Grajaú, na Zonal Sul, até Santana, na Zona Norte.
O público presente na galeria era diverso, artistas de várias ‘’quebradas’’. Muitos deles já passaram por situações no mÃnimo crÃtica fazendo sua arte, como o Vespa de São José dos Campos que já foi preso grafitando o muro de sua própria casa, pois havia um decreto municipal que proibia grafite na cidade.
A Bienal traz várias questões para o mundo da arte, entre elas reconhecer a riqueza da arte urbana presente em São Paulo e o valor desses artistas. Além de trazer o desafio de desconstruir a sua discriminalização, sem perder a expressão popular e crÃtica da sociedade.
São Paulo já não é conhecida por ser uma cidade cinza, mas uma cidade colorida pela arte de rua. Murais que trazem questionamentos polÃticos e sentimentos. A presença de pessoas que estão a margem da sociedade. O graffiti trouxe a Quebrada para o Jardim Paulista.
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