Over Mundo - Há quanto tempo você toca e por que ser a profissão DJ?
DJ Felipe Andrade - Toco desde 1.993. Na verdade tudo começou com festinhas de amigos, sempre tÃnhamos o local, mas não tÃnhamos o som para as festas. Como eu já ouvia muito rádio e era bastante antenado com os programas de mixagem, resolvi juntar o útil ao agradável e nunca mais parei.
Over Mundo - Tem DJ que começa tocando em festa de criança, no play do prédio de amigo... Enfim. Qual foi o lugar mais interessante e diferente que já tocou?
DJ Felipe Andrade - SuÃte de motel, é fantástico, é um outro clima.
Over Mundo - Por onde você já passou como DJ e qual lugar e festa gostaria de tocar?
DJ Felipe Andrade - Já toquei em diversas casas noturnas, eventos corporativos, desfiles, inaugurações, coquetéis, workshops, campeonatos futebolÃsticos, em rádio como DJ convidado, foram muitos os lugares no eixo RJ, SP, MG.
Mas existe um sonho guardado comigo, que é de tocar um dia nas fantásticas festas de Ibiza, na Espanha. Nem que seja por uma noite.
Over Mundo - Quais são os artistas mais executados por você nas pistas de dança?
DJ Felipe Andrade - Hoje tenho tocado muito o Bob Sinclar. Tem produzido coisas bem legais que se identificaram com a noite carioca. E a eterna Madonna, não tem como passar uma noite sem tocar alguma música dela. Seja um sucesso consagrado ou um hit da moda.
Over Mundo - Cada profissional tem um valor, e por isso tem alguns que colocam um preço bem abaixo para não ficar fora da cena noturna, e isso prejudica a maioria. Qual sua opinião e o que precisa ser feito?
DJ Felipe Andrade - Essa é uma discussão bem antiga. Infelizmente na nossa profissão tem pessoas que se desvalorizam, as vezes por nada, ou só para estar ali em troca de um sucesso que talvez nunca venha. A realidade é bem cruel nos dias de hoje, onde muitos DJ's tem que trabalhar durante o dia para se sustentarem.
Over Mundo - Será que temos que procurar culpados?
DJ Felipe Andrade - Na minha opinião, todos nós somos culpados, de uma forma ou de outra. Desde o momento que o DJ se submete a sair de casa pra tocar por um valor irrisório, e ainda reclama no dia seguinte que não consegue comprar um disco ou um acessório da moda pra usar na night. Ele se torna o pior vilão para ele mesmo.Mas isso, está mudando. Há na mesa do senado hoje uma proposta que vai a médio e longo prazo mudar essa realidade, é a regularização da profissão DJ. Pela primeira vez, acredito que conseguiremos ser reconhecidos na noite, não só pelo nome, mas pelo profissional que lota casas noturnas e diverte milhares de pessoas todos os fins de semana.
Over Mundo - Como que é o mercado de trabalho atual? Quem está começando agora, tem mais oportunidade?
DJ Felipe Andrade - Por incrÃvel que pareça, sempre vejo um mercado próspero e que nada contra a maré. A oportunidade existe, desde que o novato saiba criá-la, não adianta o aprendiz a DJ, ficar sentado esperando algo cair na cabeça dele, ou achar que ele já está pronto para tocar em grandes festas e eventos. Não é fácil se destacar nesse mercado concorrido.
Os renomados DJ's de hoje, estão em algum lugar por terem talento e uma carreira. Considero essencial esses dois itens, porém a humildade também conta muito, sem ela, o DJ se perde no meio do caminho.
Over Mundo- Você teve alguma inspiração antes de pensar nessa profissão?
DJ Felipe Andrade - Sim, meu primo. Ele não é DJ, mas sempre gostava de música e levava eu e meu irmão para escutar música na casa dele. Isso em meados de 1.989, ali tive o primeiro contato e interesse pela música. Desde então tive certeza que a música estaria no meu sangue e me acompanharia por toda a minha vida.
Over Mundo - Na cena carioca rola alguma “panelinhaâ€, entre produtores e organizadores das festas?
DJ Felipe Andrade - Panelinha sempre rolou sim. Isso faz parte em qualquer profissão, e na nossa não é diferente.
Over Mundo - Deixe um recado para nossos amigos internautas.
DJ Felipe Andrade - Aquelas pessoas que curtem o meu som e lotam a cada evento diferente minhas pistas. Essa é a minha maior satisfação e felicidade. Sem vocês eu não conseguiria me dedicar tanto para diverti-los musicalmente.
Rapaz,
corridão - confesso que vou voltar pra reler. Acho fantástica a forma com este pessoal ver o mundo e como atua nele.
abraço
andre
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