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Entrevista Exclusiva com Alejandro Brittes

Emílio Pedrozo
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MagaProdu · Porto Alegre, RS
8/9/2010 · 16 · 0
 

Alejandro Brittes, nascido em Buenos Aires na Argentina, chamamecero de berço teve desde cedo o contato com a música já que seu pai, Hipólito Brittes, foi produtor musical de importantes artistas chamameceros, tais como, Isaco Abitbol. Esta relação contribuiu significativamente para sua opção pelo chamamé, sem contar, que sua mãe Márcia Ifran o ninava em seu berço com ternos chamamés.

Exímio acordeonista, é considerado pela crítica um dos quatro nomes do chamamé da atualidade tais como, Zitto Segóvia, Chango Spasiuk e Mario Bofill. Alejandro, traz em sua musicalidade a alma de seus antepassados, a raiz chamamecera de Cepa.

Com apenas 26 anos de idade conquistou importantes festivais da Argentina. Em 1996, ganhou o festival de “Oro Cosquin”, como compositor, com a música “ Amor de Isla y Rio e Ofrenda a tus Ojos” onde o colocou entre os grandes do Chamame. Logo em seguida venceu o festival de Federal em Entre Rios, consolidando sua carreira como compositor e instrumentista.
A capacidade de compor é esplendida ele criou temas reconhecidos como Ofrenda de tus Ojos, Me dejo Su Perfume, El Desafiante, Amor de Isla y Rio entre outras.

Músicas que foram gravadas por inúmeros artistas na argentina e no velho mundo. Esta bagagem cultural lhe rendeu seis discos gravados. O primeiro se chama Por La senda Chamamecera, o segundo, A la Luz del Candil, o terceiro, Ganadores de Pré Cosquin, o quarto, Pal’ Taconeo, o quinto, Por la misma senda e o seu trabalho mais recente “ Herencia Chamamecera”.

Hoje residindo no Rio Grande do Sul – Brasil, ele, já está contribuindo significativamente para a musicalidade deste Estado, vem construindo laços musicais importantes, e uma contribuição significativa na forma, de viver, compor, apreciar o genuíno chamamé, bem como, a utilização do instrumento, o Acordeon.
Quando ouve-se a música e a interpretação de Alejandro Brittes, podemos perceber que, apesar de ser um chamamecero contemporâneo, ele sintetiza os elementos significativos da matriz iniciadora do gênero, agregando a ela, formas e expressões da prática do instrumento e as técnicas distintamente atuais. Esta capacidade faz com que ele seja capaz de dialogar com demais gêneros musicas sem perder a essência da proposta musical e de suas raízes.

A sua capacidade de leitura e releitura de sua matriz, lhe condiciona a formulas musicais latino americanas que podem, e, contribuem profundamente para a musicalidade deste continente.

As bases que formam este acordeonista, oriundas da escola clássica e popular, como é o caso de Vivaldi e da popular, como Ernesto Montiel, Isaco Abtibol, Tránsito Cocomarola, Tarragó Ros e Abelardo Dimota. Outra formação importante foi o estudo na Escuela de musica JUAN PEDRO ESNAOLA em Buenos Aires. Contribuindo assim para que Alejandro Brittes , tenha uma musicalidade simples e ao mesmo tempo distinta, com arranjos próprios capazes de embebesser a alma e alimentar a memória coletiva do Chamamé.

O currículo de Alejandro é imenso, na Argentina, no Brasil, na Colômbia e no Uruguai. Apesar de sua pouca idade, ele, já possui carreira internacional há dez anos.

Participou de três edições do Encontro Internacional de Chamameceros em São Luiz Gonzaga-RS, em 2007, foi convocado para um festival de Acordeon em Jaú São Paulo, aplaudido de pé pela organização e participantes do Evento. Em novembro de 2009 em Novo Hamburgo – RS, participou da Feira da Exportação da Música do Brasileira , organizado pela Apex e ABMA.

Recentemente foi convidado para um Festival Mundial de Acordeonistas em de junho de 2010 na Colômbia como “ O mestre do Chamamé da atualidade” segundo a organização do evento. Apresentou seu trabalho em Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e do Norte, Paraná, e hoje se prepara para a Europa.
Quando ouvimos Alejandro Brittes tocar, um mundo de magía se instaura, parece que los Dueños del Chamamé se reúnem para festejar a primavera. Existe uma performance de palco que lhe é peculiar e uma celebração constante a cada nota, uma profundidade de coisas cotidianas e imagináveis colorem o ar.

Este arco-íris, espiritual transformado em música, galopa estradas e mundos interioranos imagináveis de cada um de nós.

O sentimento de viver e fazer chamamé, segundo Alejandro, é muito mais de técnica, é descobrir onde está escondido em cada um de nós, o sentimento mais profundo de paz e relação com o meio e com o outro.

Uma simbologia de tempos e mundos podem, e são, as condicionantes do tempo musical, melodia e arranjo de uma música. Ainda mais quando trata-se do Chamamé, que é um resumo de história, natureza, rio, resistência, amor, felicidade, memória e alegria.

Deve-se reverenciar, segundo Alejandro, a forma a memória e a história deste gênero, pois, nestes elementos estão os sonhos de todos nossos antepassados por terra liberdade e dignidade.
E por fim, devemos ter respeito e hombridade perante tudo aquilo que nossos mestres e ídolos nos delegaram.
Em entrevista exclusiva para o Chamame.com.br, Alejandro Brittes fala da carreira, da vida e dos planos.

1- Como foi ter ganhado Cosquin em 1996 e Federal logo depois?

Aprendí mucho con esa experiência. Fueron muchos años de lucha ,de pelearla de abajo,de andar caminos,conocer a la gente,sus alegrías y tristezas. De ahí el trabajo de intentar llegar al corazón de las personas con mi música.
Una vez que logre ese objetivo me anime a sentirme un representante del acordeón chamamecero, y fue en ese momento que decidí anotarme y concursar en Cosquin.
Fue muy lindo! primero conseguir un lugar tocando y compitiendo en un pre-cosquin de Buenos Aires, ganar! de ahí tener el dinero para llegar allá y poder mantenerme alquilando una casa de mis compañeros de trabajo y yo,en ese punto agradezco a mis padres eternamente por creer en mis condiciones,llegar a Cosquin y encontrarme con ese escenario imponente y con mas de 100 solistas de los mas variados instrumentos de todo el país buscando lo mismo que yo.
Llevarse a casa el primer lugar…
Cuando gane y vi llorar a mi padre que estaba junto, me di cuenta que gane mucho más que un premio, gane confianza en mi trabajo y que siempre estare con mi acordeón. Y podría mantenerme,llevar el chamame a el mundo sabiendo que lo que hago representa a mi país.
De ahí vino Federal!!!si bien después de haber ganado Cosquin ya era considerado un músico profesional, que ya me había presentado al país todo, impidiéndome competir en otros festivales, yo tenia dejado mi palabra de competir representando a Buenos Aires…
En el pre-federal fue Bueno fue hermoso!!llovía un montón y competimos en el escenario cubierto llamado Isaco Abitbol.
Fue muy gracioso cuando me anuncian de Buenos Aires, comenzo una silvatina!!!
Luego me puse al publico de mi lado con el repertorio que había elegido y fui revelación.
Logré la amistad de muchas personas, algunos son como hermanos para mi y es un festival que siempre me abre las puertas y da espacio para llegar a los chamameceros entrerrianos.

2- Você fala em reverencia e respeito aos nossos mestres do Chamamé, em quais deles você se identifica mais e por quê?

La verdad tengo muchos ídolos que son mi norte.Hablar de Cocomarola, Abelardo Dimotta, Tarrago Ros, Isaco Abitbol, Miguel Repiso los más actuales Fito Ledesma, Ruben Miño, Pedrito Montenegro, Blas Martinez Riera, Faustino Rodriguez, Manuel Zbinden, Enrrique Barbin, Pedro Pablo Gomez.,en fin, son tantos los músicos de chamame que respeto y gusto, pero el que más me identifico, es con El Señor Del Acordeón Don Ernesto Montiel. Me gusta su estilo ,dibuja paisajes,si lo escuchas es como ver Corrientes, mis parientes que trabajan la tierra, ese Mencho Correntino como fueron mis abuelos
Y también porque creo que fue de los pioneros el que más hizo conocer el chamame en el país y en las fronteras. Lamentable mente se nos fue cuando tenia un contrato para ir a España..
Me gustaría poder seguir su trabajo!

3- O que significa dialogar com os distintos gêneros musicais?

Poder dialogar musicalmente y con mi acento chamamecero en otros géneros es lo que me pone muy feliz. Ayudar con la integración entre los pueblos y la paz. Por sobre todo aprender cada día más. Creo que la situación actuale de la musicalidade mundial.

4- Você é citado entre os quatro nomes do chamamé da atualidade, como você vê esta citação?

Creo que el que dijo eso esta un poco sordo!!!ja ja.
Hablando en serio me da fuerzas para seguir adelante, así como fue ganar cosquin y me da una responsabilidad muy grande a cumplir y ser digno de tales palabras.

5- Na tua opinião, e possível compor dentro da teoria musical Pós-Moderna sem perder a radicalidade musical?

Claro que si!!!…
Los tiempos cambian y hay mucha información dando vueltas por el mundo. Pero eso si, componer un chamame con esas características y decir que es un chamame primero hay que tener escuchado a todos los exponentes, interpretarlos elegir el que mas te gusta, y si es posible imitarlo, de ahí crear tu propio estilo y recién creo que vas a estar a la altura de la circunstancia.
De nada sirve decir que compusiste un chamame pos – moderno o como quieras llamarlo sy no sabes tocar “Laguna Totora”o “Manza Laguna”por citar un ejemplo.

6- Você esta radicado no Brasil há pouco tempo. No teu ponto de vista como você vê e entende o chamamé brasileiro?

Bueno…el chamame por donde va se arraiga en el corazón de las personas ,de ahí que dentro de Corrientes tenes cuatro estilos diferentes a nombrar: Montiel; Cocomarola; Tarrago Ros; Isaco Abitbol. En Entre Ríos Abelardo Dimotta, en el Chaco y Formosa esta el estilo de Marcos Basi, Cresencio Lezcano, Los Hermanos Cardozo, Mario Vega, en Santa Fé, nombrar a Monchito Merlo, Hector Balario, en Santiago del Estero Ramon Villarreal; Pastor Luna, en Misiones Luis Angel Monzón, Ramon Mendez, se toca chamame en La Patagônia. Ver a los descendientes de Los Mapuches que labran la tierra y después agarran su acordeón y se ponen a tocar chamame a su estilo. Se toca en el Paraguay, en Bolívia. Y aquí en Brasil Hay grandes exponentes y creadores de un estilo Rio Grandense, hablar de un Gilberto Montero; Luiz Carlos Borges, Renato Borgueti, Jorge Guedes, el grupo los Fronteiriços de eterno Algacir Costa y muchos más, pero también tienen el chamame pantanero en Mato Groso do Sul que es maravilloso y usan un lenguaje más parecido con la polca del Paraguay y hace años que se toca chamame allá, el primer exponente Zé Correa, ahora tiene los actuales como Renato Teixeira.En fin, Gracias a Dios que todos y cada uno aporta colores a nuestro chamame y lo transforma en un genero riquisimo y cada vez más cerca de transformarse en patrimonio de la humanidad.

7- Existe uma disputa de bastidores para saber a Origem real do Chamamé. Na tua opinião o chamamé é oriundo de onde?

Hijo del Guarani con el Español, nacido en Corrientes y esta siendo acunado en el mundo y es de todos nosotros.

8- Você vem construindo tua carreira internacional há dez anos. Recentemente foste para a Colômbia participar de um Encontro Internacional de Acordeonistas com destaque de Mestre do Chamamé na atualidade. Como você interpreta isto?

Estoy de a poco cumpliendo mi sueño de llebar al mundo nuestra manera de sentir la música y poder recibir información y el cariño de otros pueblos

9- Quais são os projetos para este ano?

En principio estoy preparando un disco instrumental tiendo com parcero el guitarrista de siete cordas el lejadense Dedé Ely, para ser lanzado en Brasil, tengo un proyecto de Fado al piano y Chamame, con el músico Portugués Mario Moitta; Otro Proyecto que se llama Mujeres cantan a Latinoamérica con Clary Costa y Maria Luiza Benites y compartiendo música con grandes artistas de otros países ,tratando de ampliar mi horizonte.

10- Você tem um trabalho chamado Herencia Chamamecera, fale deste recente trabalho?

Herencia Chamamecera es una propuesta que hace mucho quería hacer. La idea es tocar chamame de la más pura cepa,de raiz! para esto elegí a dos artistas de trayectoria.Luis Santa Cruz., bandoneonista que competió palco con Edgar Estigarribia, Abelardo Dimotta, Roberto Galarza, Ramona Galarza, Emilio Chamorro entre otros y a Jorge Toloza que fue cantante de Ernesto Montiel, Abelardo Dimotta ,Damasio Esquibel…se imagina que no estoy de a pie y si o si logramos gracias a la experiencia de estos musicos tocar chamame de verdad!!

11- Você como acordeonista com certeza conhece nos Gaiteiros na tua opinião quem se destacaria neste instrumento aqui no Brasil?

Ya nombre a vários, todavía no conozco a todos. Brasil es Muy Grande y lleno de géneros interesantes ya nombre a Gilberto Monteiro, Luiz Carlos Borges, Renato Borgueti.
Hay uno que me llama en especial mi atención Don Albino Manique, Domninguinhos y tantos otros que tocan muy bien el acordeón que son dignos de admiración.

12- Você acredita que o chamamé pode ser um gênero executado mundialmente?

Si! creo que sigue los pasos del tango y ya se toca en gran parte de América, se de una Japonesa que toca chamame, no me recuerdo el nombre y a parte tenemos la suerte que exponentes e interpretes de primer nivel ya lo están paseando por el mundo me refiero a Raul Barboza y a los Hermanos Flores

13- Como você classifica a tua carreira na atualidade?

Estoy muy contento…
Es difícil tocar una música que ya salio de moda! que es complicado entrar en la juventud sin hacer algo extremamente comercial y a su vez teniendo el cuidado de mantener una prolijidad musical respetando y continuando el trabajo que ya hicieron los grandes.
Siento que lo estoy logrando y me hace feliz.

14- O que você tem a dizer para os amigos do site chamamé.com.br?

Agradecer la oportunidad de contar mi experiencia y mi lucha constante por nuestra músicay hacerles saber que voy a tratar de ser un digno representante del chamame!!! Gracias!

—-
Magali De Rossi
Imagens por Emílio Pedrozo

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