“O povo quilombola está vivo”. Esse é o lema da exposição etnofotográfica Quilombos da Paraíba que está em cartaz no Museu de Artes Assis Chateaubriand (MAAC) até o dia 30 de novembro. Organizada pela Associação de Apoio às Comunidades Afrodescendentes (AACADE) e pela Coordenação Estadual das Comunidades Negras e Quilombolas (CECNEQ), a exposição conta com fotografias do italiano Alberto Banal e de jovens fotógrafos das próprias comunidades quilombolas.
Esses jovens são participantes do projeto Fotógrafos de Rua, que busca a inclusão social através da fotografia digital. Ao todo 52 adolescentes de três comunidades quilombolas do estado fazem parte da iniciativa de Alberto Banal e do paraibano Marco Antônio de Oliveira Tessarotto. Eles ministram aulas teóricas e práticas nos lugares onde os alunos moram a fim de que eles possam formar uma nova consciência de si mesmos através da análise e reflexão sobre as imagens
As 156 fotos que compõem a exposição mostram retratos da vida cotidiana dos quilombolas: a busca pela água, o lido com a terra, o artesanato, mas também os momentos de festas, lazer e religiosidade. “Queria mostrar a realidade de hoje, assim como é, mas também mostrar as possibilidades de alcançar um futuro melhor”, explica Alberto. A Paraíba hoje tem 38 comunidades quilombolas espalhadas pelo estado compostas por 2.693 famílias que tentam resistir e lutam pelo respeito de suas tradições e identidades. O estudante campinense Adson Oliveira de 25 anos que visita o museu pela primeira vez fala sobre a exposição: “Gostei muito das fotos e, principalmente do tema da exposição. Não conhecia muito dos quilombos, e agora posso conhecer pelas fotografias e pelos projetos que essas associações desenvolvem”.
Essa é a segunda exposição temporária em cartaz no MAAC desde a sua inauguração em junho deste ano. O museu ainda conta com a exposição de seu acervo permanente com obras de vários movimentos nacionais e estrangeiros: neoclássicos, acadêmicos, movimento modernista, nova figuração estrangeira, abstratos e primitivos. O prédio é composto por dois salões destinados a essas exposições permanentes, um salão para exposições temporárias, mezanino, sala de reuniões e biblioteca. O MAAC está localizado no bairro do Catolé, em Campina Grande e está aberto à visitação de segunda à sexta das 9h às 18h.
Para comentar é preciso estar logado no site. Faa primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
Voc conhece a Revista Overmundo? Baixe j no seu iPad ou em formato PDF -- grtis!
+conhea agora
No Overmixter voc encontra samples, vocais e remixes em licenas livres. Confira os mais votados, ou envie seu prprio remix!