O artista e o artesão em Floripa encontram-se marginalizados em função de um artigo mal redigido de uma lei, pois as autoridades competentes encontram uma séria dificuldade em distinguir o músico, o poeta, o ator, o artesão do vendedor ambulante, camelô ou qualquer outro rótulo, não importa qual, quanto mais baixo e degradante, para eles tanto faz: é tudo farinha do mesmo saco.
Está em clara evidencia a “glamurização†da incompetência, ignorância, má intenção e, sem medo de falar digo, a corrupção!
Quem circula pela Felipe Schmidt com Deodoro, de imediato se dará conta do estado desumano que se encontram as feiras de artesanato ali instaladas (digo desumano, pois os vendedores são proibidos de usar proteção para sol ou chuva,). Estas, contaminadas com revenda e produtos resultantes de trabalho escravo – Paraguai e China.
Também observa-se vendedores de contrabando, livremente comerciando ditos produtos, munidos de alvarás concedidos pela Prefeitura. Para a obtenção deste alvará, o interessado é orientado a dirigir-se ao Pró-cidadão, onde deve pagar uma taxa. Com o comprovante em mãos, deve apresentar-se na Prefeitura onde esta dará andamento no requerimento.
Lembro a vocês amigos do overmundo, que há três décadas moro no Brasil, especificamente em Floripa. Neste perÃodo, “multiplico e facilito†à comunidade meus conhecimentos artÃsticos e culturais. Meu trabalho é reconhecido por professores de música, músicos profissionais e inúmeras faculdades de música em todo o Brasil. Segui todas as orientações necessárias no processo iniciado em 2005, taxa paga cujo número é - 2549812005, sendo que até o presente momento não obtive nenhuma manifestação do órgão.
Por várias vezes dirigi-me à Prefeitura para saber do andamento do processo, onde fui atendido com ironia, deboche, sempre sem resposta. Bom, confesso que consegui em Florianópolis o reconhecimento pelo meu trabalho: A APREENSAO DE 27 FLAUTAS ÉTNICAS, ENTRE ELAS, AS DE MEU USO PROFISSIONAL COMO INSTRUMENTISTA, E CLARO, A PROIBIÇÃO DE ME EXPRESSAR MUSICALMENTE EM VIA PÚBLICA!
Como resultado, desqualificaram meu trabalho desenvolvido neste tempo todo, deixando-me na mais extrema miséria – moral, profissional e financeira.
PARABÉNS!
À FALTA DA FARRA DO BOI,
VIVA A FARRA DA ARTE
muito obrigado a meus amigos pelo apoio que me brindan eneste triste momento , de humilhçao e extrema ignorancia con que son tratados os artistas populares en Florianopolis.
Jaime Ollivet Sunnah / instrumentista-luthier · Florianópolis, SC 23/12/2010 09:54Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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