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Gauche

Diego Ribeiro
1
Jesuino André · João Pessoa, PB
17/6/2006 · 89 · 2
 

Gauche é uma palavra francesa - pronuncia-se “goxe” - que significa esquerdo, mas também serve para designar o desajeitado, estranho, acanhado, deslocado...
Talvez o nome reflita um pouco a natureza de seus integrantes; rapazes na casa dos vinte anos com certo ar nerd e avessos às sedutoras badalações tão comuns para as bandas iniciantes do mundo pop. Na verdade o que implica é uma postura equilibrada e madura, em busca de uma sonoridade contemplativa cheia de paisagens progressivas, sem parecer chato e ou petulante.
Esse grupo pessoense de pop progressivo surgiu em 2003, pelas mãos de Bruno Sérgio (voz, teclados e violão), então integrante do The Silvias, junto com Luis Venceslau (guitarra), Paulo “Gauche” Victor (bateria) e Tom “Ramone” Alves (baixo); formação atual e definitiva. Até aqui poucos shows realizados e mais de uma dúzia de musicas prontas.
Com tempo urgente e moderno, citar nomes virou referência das influencias, no caso deles vai desde a psicodelia folk-pop anos 60 até as tendências retro-progressivas atualizadas; é nesse balaio que podemos citar Violeta de Outono, Echo and The Bunymen, Byrds e Mopho, como bons exemplos para situarmos a escola da banda.
Em março desse ano gravaram quatro canções ao vivo em estúdio, no qual originou um disco promocional de divulgação sob os auspícios do selo paraibano-pernambucano Musicland Records. Um bom cartão de visitas para conhecer a sonoridade Gauche.
O disco formato EP e de bela capa – foi gravado em março desse ano -, abre com “Teatro de Serafins” instigante psicodelismo pop que remete de imediato às melodias e lirismo do Violeta de Outono, sem dúvida a melhor faixa do disco. Na seqüência “O Palhaço”, como o próprio título sugere, a levada é toda circense. “Primavera” é uma balada em forma de doce lamento, boa prova da diversidade melódica/harmônica do grupo. Fechando com “Seja Onde For” uma canção curta com intensidade crescente e um guitarra com timbragem similar a de Mark Knopler.
É certo que a sonoridade do Gauche não seja comum, mas isso é prova maior da multiplicidade da atual cena rock paraibana. Longe de serem estranhos, a possibilidade de desenvolverem uma musicalidade envolvente e consistente é infinitiva. Vale uma prova.

Contatos:
bandagauche@gmail.com
tramavirtual.com.br/gauche
purevolume.com/gauche

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Nathan
 

O gouche toca muito! Tem um som legal, boa materia Jesuino

Nathan · João Pessoa, PB 16/6/2006 16:22
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Marta Rodrigues
 

muito bom! Lembrei dos velhos tempos... aquelas comidas amadoras que a vovó fazia... kkkkkkk! nostalgia pura.

Marta Rodrigues · São Paulo, SP 26/9/2008 17:53
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