O graffiti nova-iorquino e o parisiense possuem linguagens distintas, sendo que o perfil estético do graffiti nova-iorquino acrescenta elementos ilustrativos que transcendem a tipologia natural, dando maior ênfase à imagem, enquanto que em Paris as mensagens eram deixadas nos muros sem qualquer figura ou distorções de letras. Mas o graffiti brasileiro exibe uma linguagem própria que mistura estes dois elementos.
No Brasil, Alex Vallauri, artista gráfico brasileiro, iniciou em 1978 intervenções do gênero com pinturas murais e produções anônimas nos muros de São Paulo. A partir daà a leitura brasileira do grafite apresenta um resultado hÃbrido, que mescla elementos franceses e norte-americanos, dada a utilização simultânea de frases e ilustrações, resultando em palavras sofisticadas graficamente.
O uso simultâneo da Imagem e da Palavra aproxima o graffiti brasileiro de outras manifestações artÃsticas como a poesia concreta, que tem como eixo de similaridade a interpretação da palavra pela imagem.
Contrariando alguns que consideram o graffiti como contravenção e outros que duvidam que seja arte e apenas uma expressão artÃstica, o graffiti já ganhou galerias e museus, entrou no mundo da moda em cenários e desfiles, está em fachadas de lojas e paredes de casas noturnas. A novidade é que o graffiti tem entrado nas casas, decorando paredes; os temas usados nas decorações vão desde a arte pop, imagens abstratas na sala, quartos, cozinhas e até banheiros, fazendo do ambiente um espaço único e original.
O graffiti tem se consolidado como arte contemporânea em suas vertentes que compõem a Street Art através de trabalhos produzidos pelos artistas, permitindo que admiradores e colecionadores possam entender e usufruir da imensa riqueza de formas, cores e de sua intrincada rede de relações culturais e sociais expressando a liberdade da linguagem dos seus autores. No Brasil, a poesia também está nos muros!
Debora, gostei da sua abordagem. Se tiver mais textos sobre graffiti, publique aqui no Overmundo. Além de mim devem ter muitos outros curiosos pelo tema. Uma sugestão: este texto poderia ser ilustrado por modelos nova-iorquinos, parisienses e brasileiros. Por se tratar de uma forma de expressão visual, as imagens se encaixariam bem na sua proposta de diferenciação dos estilos.
Ben-Hur Demeneck · São Paulo, SP 30/7/2010 13:54Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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