* Luciano Régis
Quando falamos do Pará logo vem a nossa mente, pequena, três coisas: açaÃ, castanha e Calypso. Mas surpresa é um sentimento que toma conta de todos quando sobe o palco uma banda de metal desse longÃnquo Estado e simplesmente fez um show memorável, aqui em Cuiabá na madrugada desta terça-feira (28), no festival Grito Rock. A banda é a Madame Saatan, que já tem três anos e faz um som poderoso. Os caras misturaram o metal com algumas músicas regionais e até mesmo com o samba. O melhor de tudo é que as letras das músicas foram escritas em português.
A banda tem um guitarrista, Edinho Guerreiro, que é muito bom, tem uns riffs perfeitos, solos precisos e arrepiantes, porém curtos. O baixista Ãcaro Suzuki é um caso a parte, tem uma técnica de três dedos e uma pegada muito forte. Chega a lembrar o baixista Robert Trujillo da Metallica. Além de tocar muito, tem uma presença de palco muito marcante, algo que sem dúvida é consenso, é que o cara foi o melhor baixista do Grito Rock. E o "batera" (Ivan Vanzar) é muito veloz e tem ótima pegada.
O grande destaque é o vocal. Sammliz é um ótimo exemplo de como ser sensual (sensualidade que se encaixa na proposta da banda) sem ser vulgar. De como dançar, pular e cantar sem a voz sofrer qualquer oscilação e muito menos desafinar. Ela tem uma presença de palco muito marcante.
Mas estas qualidades não são adquiridas da noite para o dia. Sammliz já tem 13 anos de carreira e tocava em uma banda só de garotas, que se chamava Morganas. Fazendo um som parecido com Madame Saatan. "Bandas com garotas sempre existiram, mas só agora as pessoas estão dando valor, as mulheres têm que brigar pelos seus espaços e ser melhor do que os homens", afirmou Sammliz, em Cuiabá. Em relação a cena da capital mato-grossense, ela disse que em Belém a cena é muito parecida e que gostou muito das bandas cuiabanas. Mas a que ela mais gostou foi da Lord Crossrod. "Meu Deus que banda é essa".
A Madame Saatan fez um show Ãmpar na história do Grito Rock, o público espera que essa banda volte o mais rápido possÃvel. Mas caso isso demore e só enfrentar 46 horas de "busão" e ver o show e descobrir o que o Pará tem Madame Saatan. Além de AçaÃ, Castanha e Calypso.
* Repórter do site Espaço Cubo (www.espacocubo.blogger.com.br)
o movimento indie amazônico cresce e aparece. organizado, criativo e aguerrido. são os novos sons brasis ecoando das selvas. parabéns.
eduardo ferreira · Cuiabá, MT 10/3/2006 15:55Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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