Fernando Pierucetti, que ficou mais conhecido como Mangabeira, foi quem transformou o Atlético em Galo, o Cruzeiro em Raposa, o América em Coelho e a nossa Seleção em Canarinho.
Tudo teve inÃcio no ano de 1945, quando o diretor do jornal A folha de Minas, Ãlvares Maciel, pediu a Mangabeira que criasse mascotes dos clubes para ilustrar as páginas do noticiário esportivo.
Antes disso, em 1931, Mangabeira já havia retratado o centroavante e Ãdolo alvinegro Mário de Castro. Retratrou também o chamado trio maldito, composto por Mário de Castro, Said e Jairo.
Em 1946, Mangabeira foi trabalhar no jornal Estado de Minas. Lá, começou a lançar os bichos e a criar novos. A princÃpio ele homenageou sete times de Minas: o Atlético com um Galo, o Cruzeiro com uma Raposa, o América, que antes do tradicional coelho, era representado por um Pato, o Villa Nova com um Leão, e os extintos Sete de Setembro com um Tigre, o Metalusina com um Tucano e o Siderúrgica com uma Tartaruga. Mais tarde, outras equipes foram contempladas pela imaginação do Cartunista.
Mas você deve estar se perguntando: mas por que Galo? Por que Raposa? Por que Coelho?
mangabeiraAlgumas pessoas queriam que o mascote atleticano fosse um Ãndio, mas Fernando Pierucetti preferiu o Galo Carijó e justificou a sua escolha com as seguintes palavras: “O Atlético sempre foi um time de raça. Mais parece um galo de briga, que nunca se entrega e luta até morrer!â€
O mascote cruzeirense, a raposa, foi inspirado em um dirigente da equipe conhecido por sua esperteza e astúcia no comando dos negócios do clube. Quando descobria que o Atlético estava negociando com algum jogador, ele ia lá e atravessava a negociação.
Já o mascote americano, o coelho, foi escolhido pela esperteza do time dentro de campo naquela época. De acordo com Mangabeira, o coelho é um bicho que dorme de olho aberto, assim como alguns dirigentes que o clube tinha e que mudaram a história do time.
Mangabeira fez também a charge da inauguração do Estádio Governardor Magalhães Pinto, o Mineirão, e o canarinho, que em 1950 foi o mascote da nossa seleção, na Copa do Mundo disputada em território brasileiro.
Infelizmente, Fernando Pierucetti faleceu em 2004, mas será lembrado eternamente! Toda vez que nos referirmos ao Galo, a Raposa, ao Coelho, ao Leão e a outros tantos bichos, como mascotes dos clubes de futebol, estaremos nos referindo também ao saudoso Mangabeira.
Que bacana. Não tinha idéia de quem havia pensado os mascotes de futebol. Interessante essas histórias dos personagens que construÃram o imaginário do futebol, como o Fernando Pierucetti e o Lamartine Babo.
Seria bacana termos um bom artigo no Overmundo que tecesse relações do ponto de vista cultural entre as atuações dessas figuras mÃticas do esporte nacional.
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