Quando criaram o parque da Chapada dos Veadeiros, os moradores foram proibidos de extrair qualquer folha do parque, mesmo que fosse um caso de emergência médica.
Ocorre que, quando um funcionário do parque teve a sua mulher acometida de uma infecção no útero que não passava, nem à custa de remédios alopatas, então perguntou à Dona Teia... qual era a planta que ela usava para a cura daquela doença.
Foi mais do que depressa coletar a planta (o que é proibido), lá no parque para fazer o tal chá. O chá curou a esposa dele, mas os moradores que faziam a coleta há dezenas de anos na região, não podem mais fazê-lo.
O que eu sugiro nessa situação é que se cadastre alguns moradores para a retirada de elementos para a cura e o feitio de chá, pois se podemos derrubar árvores com manejo sustentável, então podemos também fazer esse manejo com folhas e cascas de árvores, pois essas pessoas sabem como retirar sem destruir.
Por outro lado, essas mesmas pessoas não tem dinheiro para comprar remédios alopatas em farmácias, e esse é mais um motivo para que elas sejam assistidas pelas "otoridade" do governo.
Acho que a minha sugestão é pertinente e é perfeitamente viável. Então no meu caso, quero também divulgar a minha sugestão, que deverá ajudar a manter o que chamamos de patrimônio imaterial dos povos do Cerrado.
Braulio Antônio Calvoso Silva, é formado em Letras pela UnB, paisagista e pesquisador independente em História da ocupação do Cerrado. Atualmente contribui para o blog Peculiarizar, Comissão Goiana de Folclore e Revista Overmundo.
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