Pushing REC com Sazon e Red Bull

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Jorge Eduardo Dantas · Manaus, AM
10/3/2006 · 0 · 1
 

São exatamente quatrocentos e oitenta e dois os fãs, simpatizantes e curiosos aguardando a bolachinha, segundo o Orkut. Após quase dois anos de vários shows dentro e fora do Amazonas, de músicas rolando via web, de promoção de eventos aqui e acolá e de literalmente dobrar o número de integrantes, a banda manauara Mezatrio acaba de entrar em estúdio para gravar seu primeiro álbum.

A banda foi formada em abril de 2004, quando os rapazes que compunham a extinta Volúpia! resolveram tocar uma nova empreitada musical. Paulo Lins (vocal e guitarra), Alexandra Barga Lins (bateria) e Sílvio Neto (baixo) formavam o trio inicial (dã!). Mais tarde, foi a vez de Sérgio ‘Picklez’ Henrique (guitarra e vocal) e Leonardo Garcia (guitarra) entrarem na banda, em momentos distintos. Por último, Ian Fonseca, responsável pelo piano e sintetizadores, ingressou no grupo em meados do ano passado.

Num intervalo das gravações puxamos o baterista da banda, Alexandra Barga Lins, para um bate-papo sobre o disco. O resultado você confere logo abaixo:

Como tão indo as gravações?
Estão correndo bem. Começamos em 4 de fevereiro gravando a bateria e no momento o Neto, baixista, está gravando a parte dele.

Onde vocês estão gravando? Quem é o produtor?
O estúdio chama RB-9, eu acho... e quem tá produzindo é a própria banda. O Mauro Drummond (ex-guitarrista da banda Essence e proprietário do estúdio) tá dando uma força também.

Em que pé está o processo de gravação?
Bom, nós começamos a gravar no dia 4 de fevereiro e a previsão é de que termine na segunda semana de março. Daí, vai pra masterização em São Paulo (SP). O lançamento tá previsto para meados de maio. Estaremos lançando o cd no início de junho na Região Norte e em julho é o lançamento nacional.

Masterização em São Paulo?
Isso que decidiu foi o selo (Fan Rock, que se responsabilizará pela masterização, prensagem e distribuição). Vai ser em São Paulo mesmo, no Classic Master (N. do E: famoso estúdio paulista, comandado por Carlos Freitas e que já masterizou cds para o Suvaca di Prata e o mombojó). Dependendo da grana, talvez vá uns ou dois membros da banda para acompanhar o processo, mas isso ainda não tá decidido.

As músicas que vem rolando pela rede vão estar no álbum?
Bom, estarão as músicas mais antigas, aquelas básicas: ‘Luz no fim do túnel’, ‘Nas Nuvens’, ‘Sentido da Estrada’... o resto é coisa nova. Achamos que as músicas que estão na rede seriam indispensáveis para o disco, já que foram elas que fizeram o Mezatrio ficar conhecido.

Tem mais alguma básica que tu esqueceu ou só vão entrar essas três mesmo?Ouvi recentemente uma canção chamada ‘Despacho’ e senti falta, na tua fala, de ‘Samba do Trem Bala’, ‘Hot Dog’...
‘Despacho’ é uma das novas. ‘Hot Dog’ e ‘Samba do Trem Bala’... elas vão estar no disco sim, mas a gente quer fazer mistério sobre quais faixas vão entrar (risos).

E elas vão mudar alguma coisa, em termo de letras, arranjos?
Não, continuam a mesma coisa.

Como tem sido o trabalho com o Mauro Drummond?
Bom, o Mauro já tem doze anos de experiência com estúdio... Eu passei alguns dias com ele e o cara se mostrou bastante interessado. Ele dá muitas sugestões, participa mesmo do trabalho. Ele assistiu a um ensaio nosso já com umas idéias próprias na cabeça, assim já tinha uma noção do que teríamos pela frente quando entrássemos no estúdio.

O álbum já tem nome?
Cara, esse é um dos grandes dilemas da produção. Não sabemos ao certo ainda o nome do álbum, a arte... por hora ainda tá difícil. Estamos conversando pra tentar decidir aguma coisa. Mas não queremos nada muito clichê, tipo o nome de alguma música do álbum ou simplesmente Mezatrio.

E a parte gráfica?
A parte gráfica será feita fora do Estado, a princípio, em São Paulo (SP). Ainda não temos uma idéia formada quanto a isso. Quando decidirmos alguma coisa, aí vamos procurar alguém pra fazer.

Você já tem alguma idéia de como será sonoridade do álbum?
Cara, queremos que soe como se fosse um som só nosso, particular. Sempre rolam referências de qualidade de alguns álbuns. Um deles é o Ok Computer, do Radiohead. Se a qualidade pudesse chegar perto daquilo, ficaria muito bom. Agora, queremos que soe bom, mas como Mezatrio. Tem também outras referências como o The Bends, do Radiohead mesmo, ou o Absolution, do Muse.

Talvez seja cedo para perguntar isso, mas qual é a melhor e a pior parte do processo de gravação de um álbum?
Acho que a coisa mais legal é um contato maior com as músicas, porque você se dedica exclusivamente para isso. Nessa hora aparecem alguns barulhinhos novos e várias idéias para melhorar as músicas... coisas desse naipe. Não sei se é o pior, mas uma parada chata é a vontade de ver o trabalho pronto. Outra é ter que tocar várias vezes a mesma música.

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Thiago Camelo
 

Olá Jorge! O que exatamente é o Somatize? Seria legal explicar na matéria. Está meio perdido no meio do Overmundo.

Thiago Camelo · Rio de Janeiro, RJ 9/3/2006 16:43
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