Solto entrevista Alexandre Carlo, do Natiruts

Luiz Felipe Leite
1
Solto · Natal, RN
30/10/2009 · 2 · 0
 


Qui, 15 de Outubro de 2009 21:12
por Itaércio Porpino

A banda brasiliense de reggae Natiruts chega ao MADA como novidade e com novidade - o disco Raçaman, cuja turnê mundial teve início em julho deste ano. O Solto na Cidade conversou com o vocalista Alexandre Carlo sobre o recente trabalho, carreira e planos do grupo. Confira:

Como está sendo a repercussão dos shows e do CD Raçaman e a preparação para a apresentação em Natal no dia 23, a primeira do Natiruts no MADA?
O resultado dos trabalhos que a gente lança é medido através dos shows. É uma característica que acompanha a banda desde o princípio e a gente direciona todos os passos da carreira tendo o público fiel como referência. Mas sem deixar que vire algo muito planejado. A gente apenas cuida para que as armadilhas da popularidade não façam a banda perder o foco. Em Natal a gente vai apresentar um show mais entrosado do que os do início da turnê.

Do primeiro disco, de 1997, até este mais recente, lá se vão 12 anos. Que avaliação você faz da trajetória da banda e como descreve esse momento pelo qual o grupo passa?
Em 1997, éramos seis ingênuos regueiros caindo no mundo do “mainstream†através do hit Presente de um beija-flor. Hoje continuamos sem a pretensão de acharmos que sabemos muito, mas a ingenuidade diante das movimentações nos bastidores do mercado da música se foi. E as recentes atitudes da banda não são movidas por um sentimento de revolta como pode ter parecido para alguns. É apenas uma demonstração de maturidade. Vivemos hoje a abolição da escravidão da nossa música.

Em 2005, após lançar três discos pela EMI, o grupo gravou Nossa Missão, produzido de forma independente, assim como o CD de estreia. Foi uma escolha ou a única opção?
Essa é uma boa pergunta. Na época, se tivéssemos apenas uma opção escolheríamos assinar o contrato de renovação que nos foi proposto. Que obviamente privilegiava os interesses da gravadora. E sem aquele papo romântico de que a gravadora é o lobo mau. Na verdade, qualquer contrato é um negócio. E você assina se quiser. A gravadora vê o lado dela. E a gente vê o nosso. Nossa saída foi movida por uma luz que víamos no fim do túnel. Essa luz mostrava o nascimento da internet, da pirataria e a consequente perda de poder de investimento das gravadoras. Essa visão comercial é importante. Mas o que move esse cuidado é o mais importante de tudo. É um cuidado para que a gente não estrague ou não deixemos estragar uma história tão bonita e tão rara nos dias de hoje no mundo da música. O respaldo espontâneo de muitas pessoas pelas canções de uma banda.

Quais os planos e projetos do Natiruts?
Por enquanto, o que podemos adiantar é o lançamento da Natirutstv, que é a apresentação semanal de videos mostrando os shows e o público de uma forma mais próxima, porque estará sendo feita por representantes do próprio público, os irmãos, que passaram de fã clube para geradores de conteúdo da banda.

Veja mais: www.soltonacidade.com.br

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