A campanha lançada ontem à noite com o nome do compositor baiano Tom Zé para presidir o Ministério da Cultura surgiu de um descontentamento geral da classe artística com as declarações da recém-empossada Ministra da Cultura, provocando uma reação em cadeia que já atinge proporções continentais. Tudo começou após uma articulação inédita entre manifestantes de Minas Gerais e São Paulo. As lideranças afirmam que o movimento é apartidário mas, por se tratarem de dois maiores colégios eleitorais do país alguns políticos já começam a se posicionar favoravelmente. Em Irará a expectativa é grande e há vigília na cidade desde a madrugada. Niemeyer e Dona Canô já manifestaram apoio. Na porta do seu prédio no bairro paulistano de Perdizes uma pequena multidão de jornalistas e curiosos já se aglomeram em busca de informações. Há notícias de que o baiano já está estudando o MinC. O movimento agora se espalha como um viral pelas redes sociais e os analistas já consideram inevitável a mudança. A presidente deve fazer um pronunciamento sobre o fato em algumas horas...
Segue o manifesto que vem sendo construído colaborativamente na rede, dê sua contribuição:
“Queremos um ministério sem mistério, menos austero e mais criativo, menos peso morto, mais leve e vivo! Queremos principalmente um ministério da cultura livre, no conteúdo e na forma, no regulamento e na norma, no regimento e na matéria que informa! Não só o criador mas também a criatura! Abaixo a censura queremos Tom Zé no Ministério da Cultura!
É bonito artistas se movendo pra indicar um nome pro ministério, pq realmente Ana de Hollanda, pra que né. E como cidadãos, diretamente interessados nessa área, a gente tem direito e obrigação de se manifestar. Mas tem tanta gente aí desenvolvendo trabalhos lindos como gestores culturais no Brasil inteiro, pensando e propondo horizontalização, transparência, inclusão, diversidade. É bobo achar que um bom artista é necessariamente um bom gestor cultural. E pq tem que ser alguém famoso?
Se a gente quer fazer uma campanha, vamo fazer que nem gente grande. Levantar o tipo de perfil que a gente espera pra esse cargo, elencar pessoas que têm desenvolvido trabalhos legais em diversas áreas artísticas e, porra, gente que tenha experiência.
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