Um papo com a Tratore

arte sobre imagem original de valeria oliveira
Maurício Bussab (Tratore)
1
andre stangl · Salvador, BA
14/11/2011 · 27 · 0
 

Entrevista com Maurício Bussab (Tratore)


Era uma tarde amena. Sampa estava calma, pelo menos na esquina da padaria onde batemos esse papo. Maurício contou pra gente um pouco da sua experiência no manejo desse trator. Sim, a metáfora cabe, pois se engana quem pensa que é fácil ser uma das poucas sobreviventes no movediço terreno do mercado da música. Só mesmo sendo um Tratore.


Fale um pouco da história da Tratore
A Tratore foi fundada em 2002, por dois sócios. Um músico e um da área de comércio de CD. A ideia era suprir uma necessidade que existia então no mercado que era fazer a parte comercial para artistas e selos. O artista, o selo vai lá, fabrica o disco e depois não tem condições de escoar, de vender isso aí.
Hoje, 10 anos depois, mudou um pouquinho a filosofia da Tratore. A Tratore virou uma prestadora de serviços para artistas e selos. Sempre nessa parte comercial. Então a gente faz... Até a gente fala de uma forma diferente: o artista nos contrata para vender o disco dele, por exemplo. O artista nos contrata para agregar o conteúdo digital e colocar nos sites comerciais. O artista nos contrata para licenciar o disco dele. Para tentar fazer operações de sincronização, que é usar a música em TV, vídeo, cinema e games. Então, o artista nos contrata para fazer essas coisas.
É uma empresa tradicional, não tem verba pública, não entra em edital, nada disso. É uma empresa careta: contas a pagar, contas a receber. Isso que a gente faz. Há 10 anos que é assim.


Qual o alcance da Tratore? Trabalham basicamente com SP?
Não. Imagina... Território nacional e a gente exporta bastante. A gente pega o conteúdo, o produto do Brasil inteiro e leva pro Brasil inteiro e leva para fora. Um dos maiores compradores, acho que está entre os “top 10", é do Japão.


Como encaram a questão do Creative Commons?
A gente é bastante agnóstico com isso. A gente não tem muito problema. Hoje em dia, a Tratore, o contrato da gente é bastante livre. Contrato de não exclusividade. Se o sujeito quiser vender direto, distribuir direto, dar de graça, fazer o que quiser... Especificamente no caso do creative commons, a única experiência mais direta que a gente teve foi a edição das músicas do primeiro disco do Mombojó. O Mombojó editou o disco na Tratore e a gente fez um contrato híbrido creative commons de editora. Então ele é editado na Tratore, mas tem cláusulas já prevendo utilização por creative commons, dentro do contrato de edição.
Então essa é a única experiência direta que a gente teve. Mas, no geral, a gente não chega a.... não interfere nem de uma maneira ou de outra no nosso negócio. Por exemplo: se o disco chega aqui e o disco tá todo editado numa editora, ótimo, a gente vai trabalhar de um jeito. Se o disco é inteiro direto com o autor, a gente vai trabalhar de outro. Se é creative commons, para nós é a mesma coisa que direto, talvez simplifique até um pouco, mas não tem nada de especial não.


Qual seu público-alvo, o mercado consumidor de música?
Isso. É importante fazer a seguinte distinção: a Tratore é uma empresa que terceiriza a parte comercial. Então a gente não faz divulgação, não faz nada que não tenha um fim comercial, de venda. Então a gente não trabalha por exemplo o Youtube. A gente trabalha com aquelas empresas que pagam pela utilização da música.


Qual sua estratégia de comunicação?
Hoje em dia a gente está investindo cada vez mais na automação desses processos. Hoje em dia é perfeitamente possível o sujeito contratar a nossa distribuição sem jamais ter feito uma ligação telefônica ou ter visitado a gente. Está tudo no site publicado, tem formulários para preenchimento ali no site. Você preenche um cadastro de responsável, você aperta um botão e sai um contrato já preenchido, você assina e manda junto com os discos. Se o disco for só digital, você manda uma amostra do disco original pelo correio, a gente faz todo o trabalho. A prestação de contas é feita dentro do site, tudo automatizado isso aí. E a gente quer automatizar um pouquinho mais ainda. Eu ainda não tô contente com automação do negócio.
E a gente tá reformando o site pra ficar mais... pra expôr mais algumas coisas que não estão muito visíveis no site hoje. Por exemplo: o sujeito tem um disco solo, mas se ele é compositor no disco de outra pessoa, essas duas informações não estão conectadas. Então o que eu quero fazer é que, procura o sujeito e aparece uma ficha com todo o material que ele tem dentro da Tratore.
Tá começando ficar interessante e importante isso, porque hoje a gente distribui 1.600 discos ou 14.000, 15.000 fonogramas. A gente tem hoje no iTunes, à venda, 15.000 faixas. No Sonora, Uol também, a mesma coisa. Então começa a ficar interessante a base de dados pra você começar a fazer esse tipo de cruzamento. A gente fez algumas experiências com tentar fazer... levantar uma comunidade a partir dos artistas. Não deu muito certo. Mesmo pra resenha não teve muita participação. Então a gente tá desativando essa parte, até pra não atrapalhar. Por que, por exemplo: a gente exigia, na hora do cara fazer resenha, o cara tinha que fazer um cadastro, login com a gente pra fazer a resenha. E isso foi um tiro no próprio pé, porque teve pouca resenha e aí a gente atrapalha... Eu prefiro não ter o dado mais do cara e permitir.
A gente fez no começo, pra aumentar a participação, um negócio bem bacana, deu muito certo, mas a gente teria que estar repetindo isso sempre e operacionalmente não é interessante. A gente fez uma promoção chamada: “Resenhe CDs e ganhe Cds”. Quanto mais ele resenhasse, ele ganhava discos. Era divertido e teve um puta trânsito bom. Mas, agora, a gente não faz mais a promoção, parou.


Vcs escolhem os artistas?
Sim e não. A princípio, não, mas a gente tem recentemente botado uns freios em algumas coisas que as lojas nos pediram pra não pegar. Por exemplo: acabamento vagabundo e, especificamente, tem alguns tipos de música que as lojas não estão interessadas em trabalhar. Especificamente evangélico, gospel, louvor. As lojas que a gente trabalha pediram pra gente não oferecer mais. Então a gente vai ter que conversar isso com alguns artistas pra ver o que a gente faz. Elas não querem.

Então a princípio vocês não têm restrições?
Nunca teve.

Talvez esse pessoal tenha outro modelo de distribuição?
Exatamente. O cara que chega na Tratore, chega sabendo o que ele quer. Ele vem na Tratore porque? Porque a gente coloca na Fnac, Livraria Cultura, Saraiva, etc. Ou no iTunes, no Uol, no Terra, não sei o que. Quem vem procurar a gente, é quem está interessado em estar nesses pontos de venda. Então já é um tipo de artista... já e filtrado. Então a própria empresa, a própria atuação já é o próprio filtro. Dito isso, tem um outro ruído pequeno que a gente tem que dar um arrumada de vez em quando, chega um produto muito mal acabado, a gente fala: “Não”. Mas eu não acho correto fazer restrição não. Só um detalhe: a gente começou há dois anos atrás a trabalhar com DVD também. E esse ano começamos com livro. A gente percebeu que tinha necessidade do que a gente faz, que é uma distribuição bastante informal e bastante automática pra livro.

Livro digital também?
As duas coisas. Tô começando a trabalhar com livro digital também, tô aprendendo. A gente colocou os primeiros livros à venda no Amazon e no iBooks Store da Apple na semana passada. Então é novidade pra gente.

Como é o uso de da tecnologia no seu modelo de negócio.
Sem tecnologia, sem informação, sem computador a gente não trabalha. Mesmo que seja pra vender CD. Não tem como.


Existe um setor específico?
Tem algumas pessoas. Mas tudo terceirizado.


Quantas pessoas são a Tratore?
São sete. Eu coordeno a parte de tecnologia, mas eu tenho duas pessoas no site e mais outras duas pessoas em sistemas internos. Terceirizado. Pessoas freelancer que fazem a parte dos sistemas comerciais e outras duas pessoas que fazem a parte do site. Não dá pra você distribuir 1.600 produtos se não tiver um sistema muito bem feito. E tem coisa que não dá. A parte de distribuição digital, não tem como.


E a distribuição física?
A gente tem 500 pontos de vendas que a gente... O ano passado, 2010, a gente vendeu para 500 lojas diferentes. Essa é a nossa base atual: a gente tem contato direto com 500 lojas, a gente vende pra elas.


Como anda o Mercado de discos?
Nos últimos três anos, 2009, 2010, 2011, tem estabilizado a venda de uma forma geral. Antes disso, de 2002 a 2008, foi uma sangueira, foi uma sangria desatada. Todo mundo fechando as portas. E agora está estável. O CD já é um produto de nicho estabelecido para o entusiasta. Ele já assumiu o seu novo papel e comercialmente isso já se reflete. Tem estado estável nos últimos três anos a venda de CD. A venda digital tem subido constantemente, mas devagar. Hoje, na Tratore, 18% do nosso faturamento é venda digital. Uma coisa que era promissora até o ano passado era o faturamento via celular, mas esse faturamento tem caído, porque os modelos de comercialização específicos para celular – ring tones, essas coisas – estão desparecendo. No lugar deles estão entrando modelos de comercialização que na verdade vêm de web, vêm de PC. Venda de Mp3, assinatura de conteúdo, essas coisas que, na verdade, tanto faz se é um celular ou se é um PC. Às vezes você não consegue nem saber da onde o cara está acessando. Ou se o cara compra um Mp3, você não sabe onde o cara vai tocar esse Mp3, se é no celular, se é no PC. Então você não tem mais como saber. Na verdade, deixa de haver essa distinção entre celular e PC.
Investir especificamente em celular é besteira, hoje em dia. Você investe nos meios de comercialização digital gerais, pra PC, Mac e pronto, tá resolvido.
Faturamento, a gente não fala muito não. Mas a gente tem 1.600 produtos, vendemos pra 500 lojas, deixa ver...


O modelo é sustentável?
Sim. A gente deu uma escorregada boa em 2007, 2008. Foi um prejuízo grande, mas agora voltou a ser lucrativa. Ela era lucrativa no começo, voltou a ser lucrativa agora, já desde o ano retrasado. Voltou a ser lucrativa em 2009, 2010, 2011. A gente tá bastante... Esse mês tá muito bom, por exemplo.


Vocês representam artistas internacionais?
A gente prefere não fazer isso, mas às vezes acontece da gente ter. O problema de representar o artista internacional é que normalmente o cara não tem representação no Brasil pra fazer divulgação, marcar show, etc. Então é uma coisa...
O que a gente costuma pegar são artistas internacionais que têm uma ligação com o Brasil e vêm procurar a gente porque eles têm que estar no Brasil. Por exemplo: saiu uma coletânea muito boa de música nova, brasileira, um álbum duplo, na Inglaterra, chamado: “Oi, a nova música brasileira”. A seleção é ótima e a gente distribui o disco físico aqui. Mas é um caso especial, porque o sujeito vem pro Brasil, de seis em seis meses ele tá aqui. A gente faz um cheque pra ele, paga ele aqui. Eu não tenho que em preocupar com remessa de lucro pro exterior.


Quais a perspectivas?
A gente realmente aposta na expansão do digital e a gente vai começar a trabalhar com novos tipos de produtos, inclusive livros, etc. Mas a expansão do digital deve, nesse momento, compensar e permitir que a gente dê uma arrancada no negócio. Por quê? Existe um valor muito grande em você ter um parceiro... Para uma empresa que quer vender conteúdo digital, a Tratore é um valor muito grande. A gente já tem um catálogo grande, já consolidado, preparado, arrumado pra ser entregue. Existe um valor muito grande nesse trabalho de agregação. Então, isso aí, cada vez mais a gente vê necessidade pra isso. Por exemplo: começa a aparecer parceiro para fazer distribuição de conteúdo via streaming em aparelhos que você não imaginava antes, televisão, por exemplo. Televisores – LG, Sansumg e Sony – os três, você compra a televisão, a televisão tem um conector na internet, você espeta o conector na internet e você tem acesso a um monte de serviços. Alguns serviços desses, no exterior, são de música. No Brasil ainda não tem, mas é só questão de tempo até aparecer o serviço de música. Não tô falando de rádio, tô falando de um serviço que você ouve o que você quiser. Você quer ouvir Lucas Santtana novo, você vai lá, escolhe Lucas Santtana e pronto. Então, esse tipo de parceiro, para fazer isso aí, ele tá desesperado para que alguém faça o trabalho de agregação do independente pra ele, porque ele não quer sair atrás de 1.600. E a gente tem a tecnologia para fazer o filtro de exportação já no formato do cara. Então, ontem mesmo eu recebi a ligação de um cara que está vindo pra cá, de uma empresa americana grande, de streaming, que tá fazendo uma parceria com uma operadora brasileira, pra fazer streaming pra celular. Então, a gente, depois da Deckdisc e da Biscoito Fino, a gente vai ser a sétima ligação que o cara vai fazer, porque a gente tem um catálogo de 1.600 discos. Então a gente tá sempre recebendo essas oportunidades de negócio. Eu acredito muito nessa área.
A área de CD é uma área que ela vai continuar estável por um bom tempo, eu acho. Talvez dê mais uma caidinha, mas não vai desaparecer mais do que já desapareceu.

E o Vinil?
Vinil, ele é 100 para 1. A cada 100 CDs vendidos, tem um 1 vinil vendido. A gente trabalha também, mas é mais nicho ainda. Mas a gente trabalha e tem visto aparecer uns vinis legais novos.

A questão da pirataria digital ainda é um problema?
Não existe mais isso. Se tem que encarar como alguma coisa, é como concorrente. Você tem que oferecer um serviço, como esse exemplo que eu te dei. Por exemplo, a gente investiu bastante na Rádio Uol. Por quê? Porque a Rádio Uol é meio um top of mind pro cara que quer ouvir música e não pagar nada. Ele quer ir lá na Rádio Uol e ouvir.

Tem ideia da audiência da rádio?
É na casa dos milhões de streamings. Não de pessoas, mas de faixas ouvidas por mês, na casa dos milhões, eu acho. A Rádio Uol é um top of mind mesmo, porque não custa nada, tem um bom catálogo e eles arrumaram a casa lá e agora ele estão pagando pelo uso. Então a gente fez um trabalho bacana de colocar todo o nosso catálogo lá e negociar com eles. Então, eles têm todo o nosso catálogo lá e o sujeito vai lá, escuta o que ele quiser, para o sujeito é grátis, mas a gente é remunerado por isso e o artista é remunerado por isso. Então, acho isso uma ótima saída. Eles ganham com publicidade lá na rádio Uol, pagam a gente pelo uso. É pouca coisa, mas é alguma coisa que justifica que a gente coloque o conteúdo lá. Então, esse tipo de acordo, eu acho que vai ser mais frequente, cada vez mais frequente, aonde a gente faz um acordo com alguém que tem um serviço pago ou grátis, que parece grátis, mas que na verdade é pago por publicidade ou algum outro custo, e aí a gente faz o trabalho de agregação e entrega no formato correto pra pessoa.

E o Youtube?
O problema do Youtube é que, no Brasil, eles não pagam.

Soube que estão pagando Ecad.
Tão pagando Ecad? Bom, já é alguma coisa. É verdade, houve esse acordo, é verdade. Já é muito bom. Eu acho bom. Se eles estão pagando Ecad, é execução pública. Se é execução pública, então é como rádio. Se é como rádio, o dono do fonograma não vai receber nada por isso. Então, na verdade, o artista vai acabar recebendo pelo Ecad, que tá ótimo já.
O modelo da Rádio Uol não é o modelo de rádio, é o modelo de streaming, é diferente da... eles não pagam Ecad. Eles pagam às gravadoras e às editoras.


Como anda o cenário nacional?
Eu me sinto um dos últimos representantes do mercado da música, se é que ele existe. A gente voltou pra Associação Brasileira da Música Independente, que ela foi recém refundada, tem uma diretoria nova lá que entrou. A gente entrou lá, ficamos dois meses lá e saímos de novo, porque não tem ninguém do mercado da música. O pessoal que tá lá vende equipamento, não existe mais esse.... A indústria da música como entretenimento, não tem mais cara. Agora é o artista, os editais, não tem muita empresa mais.
Lá fora a indústria continua muito mais forte. Aqui é muito diferente. Você tem hoje, no mundo, em média, 29% do faturamento de música já é digital. Nos EUA, em particular, já passou dos 50% pros independentes. Então uma gravadora independente hoje, nos EUA, fatura mais do iTunes, por exemplo, do que ela faturaria da venda de discos. Então você já tem um novo modelo de negócio funcionando, colocado e com perspectiva de futuro muito mais interessante do que o mercado de CD. Essas gravadoras têm condições de investir no artista, criar novos discos, botar pra vender e colocar no iTunes. Isso aqui ainda não tá acontecendo. Então, logo que esse mercado voltar a estabilizar, eu acho que a gente vai ver o reaparecimento de uma tentativa de mercado fonográfico.


O iTunes vem para o Brasil?
Sim, eles vêm pro Brasil (no final do ano). Mas eles vêm pro Brasil, vão trabalhar com vendas de cartão pré-pago só. Não vai trabalhar com cartão de crédito no Brasil. Por quê? A lei do direito autoral brasileira, ela prevê que, para qualquer uso de uma obra, você tenha a autorização prévia e por escrito do autor ou do representante legal, no caso, a editora. O iTunes ficou chocado quando viu isso aí, que ele teria que ir atrás da assinatura de tanta gente. Qual é a brecha? Se o produto for fabricado no exterior, o recolhimento do direito autoral pode ser feito no exterior, com as regras do direito autoral que são muito menos obscenas do que as brasileiras. O Brasil é o único país que tem essa idiotice do prévio por escrito. Nos EUA, na Europa, no Japão, você tem uma sociedade arrecadadora centralizada que faz... Você vai lá, bota a lista de música, paga antecipado, pronto, não tem autorização. E você faz o acordo com essa sociedade. Nos EUA, por exemplo, o iTunes paga uma certa empresa pra fazer isso. O que que eles fizeram? Se eu fabricar um disco no exterior e importar pro Brasil, eu posso fazer o recolhimento do direito autoral no exterior. Eles vão fabricar os cartões pré-pagos no exterior, por conta disso vão recolher o direito autoral no exterior. Eles burlam toda a lei do direito autoral brasileira, o que eu acho ótimo, porque é uma lei cretina e arcaica. Você não pode atravancar uma indústria exigindo uma autorização por escrito de qualquer autor. Que diferença que faz? Se você exige a autorização por escrito, o cara que vai roubar, vai roubar igual. Você tem que tabelar e exigir uma comprovação do pagamento disso aí. Pronto.

30 de Junho 2011, Sp

compartilhe

comentários feed

+ comentar

Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.

filtro por estado

busca por tag

revista overmundo

Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!

+conheça agora

overmixter

feed

No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!

+conheça o overmixter

 

Creative Commons

alguns direitos reservados