Vejam como este texto é atual: Proteção

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pedrofvieira · Campina Grande, PB
20/6/2007 · 24 · 1
 


"Será verdade, será que não
nada do que posso falar
e tudo isso prá sua protecao
nada do que posso falar

A PM na rua, a guarda nacional
nosso medo suas armas, a coisa não tá mal
a instituição esta aí para a nossa protecao

Pra a sua proteção

Tanques lá fora, exército de plantão
apontados aqui pro interior
e tudo isso para sua proteção
pro governo poder se impor

A PM na rua, nosso medo de viver
um consolo é que eles vão me proteger
a unica pergunta é: me proteger do que?

Sou uma minoria mas pelo menos falo o que quero apesar da repressão

Tropas de choque, PM's armados
mantêm o povo no seu lugar
Mas logo é preso, ideologias marcadas
se alguém quiser se rebelar

Oposição reprimida, radicais calados
toda a angustia do povo é silenciada
Tudo pra manter a boa imagem do Estado!

Sou uma minoria mas pelo menos falo o que quero apesar da repressão

Armas poilidas, os canos se esquentam
esperando a sua função
exército brabo e o governo lamenta
que o povo aprendeu a dizer não

Até quando o Brasil vai poder suportar?
Código penal não deixa o povo rebelar
Autarquia baseados em armas não dá
E tudo isso é para a sua segurança

Para a sua segurança"

[Proteção = Música e letra: Philippe Seabra]
[Plebe Rude - O concreto já rachou 1985]

História:
"A emenda Dante de Oliveira para as Diretas Já tinha acabado de ser recusada pelo Congresso. Quando o país inteiro ligou a televisão a noite para ver o tão esperado resultado, o Cid Moreira apareceu no Jornal Nacional com uma reportagem sobre o aniversário da ocupação Soviética no Afeganistão, que durou 15 minutos. E só. Estado de sítio, pela primeira vez em anos, foi decretado. Jornalistas apanharam e foram presos. Brasília foi isolada do resto do país com o exército na rua.

Philippe tinha uma canção sem letra, e estava tentando fazer uma letra de 'amor' pois estava apaixonado pela primeira namorada, mas nada saía. Não teria jeito, a Plebe nunca conseguiu fazer uma letra de amor, com a exceção, anos mais tarde , de Quando a música terminar, do Mais raiva do que medo, e de talvez uma parte de 2a feriado, do Plebe Rude III. A letra de Proteção veio num instante, e foi um feito e tanto gravar a música dois anos depois e apresenta - lá no Chacrinha várias vezes sem a intervenção da censura federal. Anos antes, uma música da Blitz (também artistas da EMI) não só foi censurada para execução em rádio, como todos os discos, e não eram poucos, já prensados, foram recolhidos. A faixa foi aranhada manualmente, disco por disco, para evitar que o público a ouvisse de qualquer maneira. Mas ao contrário de Proteção, seu conteúdo era sexualmente explicito, não político. Os Plebeus não sabiam o que esperar. Muito menos o sucesso estrondoso da faixa, que não só dominou a rádio por meses, mas levou a Plebe ao disco a Ouro."

[Letra e História acima foram copiadas do site http://www.pleberude.com.br]

Acho que o texto desta música é bem atual, principalmente para os moradores do Rio de Janeiro

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Andre Pessego
 

Pedro, li teus dois textos, vou votar em ambos sem comentar.
Teria alguns reparos a fazer. Não é que não tenha gostado do feitio. ... Mas, voto sim. Um abraço andre

Andre Pessego · São Paulo, SP 20/6/2007 18:05
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