cartazes pela cidade anunciam o fim
tatuagens que não fiz preconizam minha fraqueza
louvor e luxúria
imantados num mesmo porvir
caio várias vezes do leito
corrompo todos os escrúpulos
acendo
apago
desmaio
o dinheiro passa em minhas mãos
e sujo do que é mais imundo
prossigo
espero o dia amanhecer
pra esquecer da luz
pra esquecer do desconforto
queimo a lÃngua
cartazes pela cidade tentam falar comigo
faço ouvido de mercador, finjo cegueira!
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