O episódio no zoológico. Depois eu conto.
Eu aqui no meu pequeno quintal diante do universo dos verdadeiros escritores. Kafka. Robbe-Grillet. Marcelo Mirisola.
As paixões até os vinte e dois anos.
Bloquinho para umas confissões movidas a uÃsque barato, pequenas doses todas as noites.
Devagar e sempre, pelo menos com a bebedeira. Alcoólatra aos doze anos, cocaÃna aos quinze.
Gostaria de cometer uns pequenos homicÃdios todas as manhãs ensolaradas de tédio.
O uÃsque começa a fazer efeito. Meus planos terroristas se insinuam de novo e de novo.
Enchendo a cara como aos quinze anos. Os espertalhões se deram bem, é o que eles pensam, meus ex-colegas de escola.
Pior do que recusar participar é não conseguir se divertir na festa, mesmo com esforço e honestidade. Até treinando na frente do espelho.
Eu voltava pra Silvana Bambalalão, minhas punhetas convulsivas.
Não quero parecer ingrato mas é na ficção que as coisas se ajeitam e posso então dar o salto... O temido salto. Fobias solares todas as tardes de janeiro-fevereiro-março-novembro e dezembro.
Publicar um livro para trair um passado. Dei em alguma coisa? A resposta é ‘‘Não’’.
Não conseguiria ficar quieto deitado em uma rede como quem não precisa se preocupar ou não morrer todas as tardes. Não vivo em uma propaganda de cerveja.
Sorrir. Relaxar. Não esperar grandes sobressaltos – a vida previsÃvel, netos que virão. Bosta.
Fico bobo ouvindo os estalos do gelo no copo de uÃsque.
Esta vida já deu o que tinha de dar. Fico bobo ouvindo os estalos de um 38 na minha boca.
Vadia, vagabunda. Que case com um que te espanque toda a noite. Será bem feito!
Jogador de futebol tem mesmo cara de vigarista. Sei disso desde a 6ª série quando, na escola, observava as peladas de terra batida.
Cuiabá, 1993. Um poema apaixonado. Minhas convulsões amorosas, cafonices. Amores abortados. Eu mataria por amor em 1993. Gostava das entrevistas do programa do Jó Soares. Porra.
Continuo o mesmo babaca de antes e sempre. Apenas menos deslumbrado e sem planos – não espero nada.
O episódio no zoológico. Agora não dá. Eu só quero a minha rede e uma cocaÃna.
Vou sumir da minha vida. Calmantes com uÃsque puro. Ninguém me segura.
continho meia-boca, auto-ajuda suicida, a mesma lorota de sempre, tudo sobre uma vida para jogar fora.
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