Esta dissertação pretende contribuir para o dinâmico campo de debates que se formou no Brasil em torno da Educação Ambiental, um direito que a Constituição de 1988 assegura que temos “o dever de defender”. Tendo em vista minha formação de cientista social (Ichf/Uff-1978), o estudo de temas pertinentes às relações humanas foi privilegiado: na verdade, minha busca foi por indícios de padrões culturais, mais do que de padrões físicos e biológicos, incorporados ao ambiente e aos conhecimentos que produzimos a respeito dele.
Dentro do amplo e diversificado universo da Educação Ambiental, o objetivo geral da pesquisa foi investigar o que denominamos aqui de “educação pelo ambiente”. Aproveitando seu duplo sentido em Português - que remete tanto a uma educação a favor/em prol do ambiente quanto a uma educação através/por meio do/com o ambiente - a expressão educação pelo ambiente foi usada neste trabalho para descrever dois contextos distintos, mas complementares, que juntos dão forma:
• ao processo de aprendizado através/por meio do/com o próprio ambiente (inclui o contexto necessário a aprender com o ambiente, como veremos) e
• ao processo de aprendizado dos conhecimentos culturalmente e cientificamente construídos para pensar e agir sobre o ambiente.
O processo de educação pelo ambiente foi investigado de três perspectivas: epistemológica, sociológica/antropológica e estética.
Dissertação de Mestrado em Ciência Ambiental, UFF, Niterói, 2000
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