O bom senso venceu, pelo menos por enquanto. Agora, só nos resta conferir as atitudes efetivas num futuro próximo. Se caso houver, de fato, a demolição da Igreja do Bom Jesus, no bairro Girassol, mesmo diante da autorização do Condepham, criar-se-ia um precedente questionável. Afinal o nome da Instituição, que desde o início dos trabalhos do órgão, estaria sendo ignorado. Às vezes me questiono sobre o próprio Conselho; afinal, por que os laudos sobre a estrutura do edifício não foram exigidos pelos responsáveis antes da autorização da demolição? Será que os conselheiros não poderiam ter impedido o processo já que, como especialistas, tinham o poder de assim proceder?
Instituições como o Condephan (Conselho de defesa do patrimônio artístico e cultural de Americana) e o IAB (Instituto dos Arquitetos do Brasil) precisam se impor mais diante de casos como o que estamos presenciando. Se especialistas não podem influir na tomada de decisões, então, por que existirem. Infelizmente, as deliberações políticas se sobressaem e tomam a guarda de tudo. Os que tentam discordar são logo ignorados ou afastados. Diante da proposta realizada pelo IAB – mudança física da Praça Divino Salvador –, devo salientar que o projeto é interessante, mas há necessidade de que seja desenvolvido por pessoas que realmente entendam do assunto para que o mesmo não se torne um ato político, para que haja pouquíssimos impactos ambientais. Nunca fui contra a modernidade, entretanto sou muito preocupado com tudo que diz respeito à destruição da história, da nossa história. Tantas outras obras foram realizadas que causaram impacto social e ambiental. Nossa cidade apresenta muitos exemplos de má administração de obras públicas, mas esse é outro tema para outros debates.
Uma coisa é certa: a sociedade precisa ser mais participativa e envolver-se mais com os projetos de sua cidade. O novo PDDI (Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado) precisa da opinião de todos, não de uma minoria que nem sempre está apta a tomar decisões. Não podemos deixar que projetos, às vezes de grande vulto, sejam impostos com cartas marcadas. (visando apenas aos interesses econômicos de poucos em detrimento da maioria). Depois, como meus antepassados diziam, o que o gato comeu; não se poderá fazer mais nada, a não ser lamentar.
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