Primeiro devemos saber o que é beleza. O dicionário nos diz, na terceira opção: coisa muito agradável e muito bonita. A beleza, apesar de tudo, é relativa. Isso vale para qualquer coisa, seja para um objeto, seja para um ser humano, qualquer coisa. Mas, neste caso, seria agradável usar o ser mulher. Ó, as mulheres! As opiniões sobre a beleza de uma mulher variam, de acordo com o interprentante: um diz, “é belaâ€; outro diz, “não é belaâ€; e, ainda, um terceiro diz, “é bela à sua maneiraâ€. Aqui estão apenas três possÃveis opiniões sobre a beleza. Há ainda muitas mais. Deve ficar claro que a beleza tratada, neste momento, é apenas fÃsica.
Entremos agora em um outro conceito: a aparência. O dicionário traz, exatamente, aquilo que quero transmitir: 2. disfarce; 3. aquilo que parece, mas não é realidade. A aparência nem sempre retrata aquilo que se realmente é. Há estratagemas suficientes para moldar uma aparência de acordo com a necessidade. Uma espécie de camaleão. Talvez aqui se encaixe, ainda, o simulacro (simulação do real). No entanto, é outra história, pra ser abordado em outra hora.
Enfim, a aparência é apenas uma casca, na qual está o que se quer que as pessoas percebam.
O que nas pessoas é, por mim, tido como mais importante, e nada valorizado, nestes dias, é a essência, aquilo que está no âmago de cada um. Esses valores internos são dificilmente conhecidos, devido à efemeridade das relações humanas. Há um contrasenso aqui, como conheceremos a essência, se, em primeiro plano, está a aparência? A aparência deve ser deixada de lado? Creio que não, as duas devem estar aliadas, trabalhando em perfeita união.
Então, afirmar que a beleza está nas impossibilidades do corpo é negar a aparência como fator principal da beleza. A essência de cada pessoa, os valores que regem sua vida (desde que não sejam valores consumistas, materialistas) é o que importa. A essência pode ser formada, também, nos livros. Nos moldamos a partir deles, da vida, das experiências da vida. Agora, alguns não têm como valor primordial a beleza interior, a negação do corpo, e sim a beleza fÃsica, a beleza da manipulação, do falsete. A beleza, a verdadeira beleza, está naquilo que faz a pessoa ser aquilo que ela é: sua essência. Lanço o desafio de me apresentarem uma pessoa que admira por sua essência. És possÃvel de fazê-lo?
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