A Comissão Goiana de Folclore

Fátima Paraguassú/Geovana Tyrone
Folia do Divino de Santa Cruz de Goiás
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Fatima Paraguassu/Santa Cruz de Goiás · Santa Cruz de Goiás, GO
26/4/2012 · 1 · 1
 

SANTA CRUZ DE GOIÁS – A Comissão Goiana de Folclore e a sonhada economia solidária de cultura (26)

Sempre procuramos o nosso cheiro, nossas cores, nossas vozes para nos sentirmos parte de um todo. Somos seres em permanente construção; possuímos um acervo vivencial que contribui para a nossa constituição enquanto sujeito sócio-cultural.
Às vezes me pego procurando esses sinais, coisas que fazem com que eu me sinta um pouquinho em casa por mais longe que eu esteja. A casa que refiro não é construída com tijolos, cimento, telhas, mas uma casa edificada com signos e significados, ligações simbólicas, alicerçada por uma relação dinâmica entre o sujeito e a cultura.
Na concepção descritiva a Comissão Goiana de Folclore foi criada para abrigar pesquisadores destinados a estudar cientificamente o conjunto inter-relacionado de crenças, costumes, formas de conhecimentos, arte, etc, que são adquiridos pelos sujeitos enquanto membros de uma sociedade particular. A CGF de um lado e os grupos de culturas populares e tradicionais do outro. Esse paradigma está se rompendo; a Comissão busca relativizar - se com os demais e estabelecer uma relação dinâmica entre os estudiosos e o objeto de estudos.
Os grupos culturais tradicionais constituem num espaço de construção dialógica e de vivências de produção, distribuição, organizados a partir de valores de solidariedade e cooperação. A sonhada economia solidária de cultura e os empreendimentos de economia solidária, segundo Paul Singer: “A cultura empresarial capitalista é a liberal (ou neoliberal), que hoje prevalece no mundo, mas se confronta com as culturas do mundo do trabalho, cujo denominador comum tende a ser a economia solidária. Uma tendência que se afirma cada vez mais no Brasil e em outros países da América Latina e começa a se desenvolver também na África, Ásia, Europa, América do Norte e Oceania. Na medida em que a economia solidária constitui uma proposta cultural aberta à confluência com os frutos de outras experiências históricas, de povos tradicionais de diversos continentes, religiões, línguas etc. e dos mais jovens que já nasceram num mundo globalizado e desde cedo experimentam o choque entre culturas de classe opostas, que as conquistas cibernéticas vão difundindo, ela se torna o substrato comum das culturas do povo trabalhador de muitas latitudes (...)” O cooperativismo aparece como alternativa ao capitalismo.
Singer, no I Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável, salientou a afinidade entre a economia criativa e solidária: (...) “A minha proposta é que cientistas e artistas trabalhando em conjunto tendem a ser solidários e não competitivos”
O ano 2012 foi escolhido pela Organização das Nações Unidas (ONU) para destacar o tema do cooperativismo no mundo. Uma forma de viver e trabalhar em que as pessoas buscam alternativas ao modo de produção excludente; um desenvolvimento para as pessoas, construído pela população a partir dos valores da solidariedade, da democracia, da cooperação, da preservação ambiental e dos direitos humanos.
A autogestão dos empreendimentos (grupos de culturas populares e tradicionais: folia, cavalhada, contradança, congada...) nos pequenos municípios, a exemplo de Santa Cruz de Goiás, onde a gestão da cultura é débil e sujeita a oscilações, se solidifica e se sustenta na base da solidariedade onde o que mais se troca são afeiçoes e histórias.
“Em Goiás, a criação da CGF (Comissão Goiana de Folclore) em 1948 reuniu intelectuais dentre os quais se destacou Regina Lacerda, que tanto se inseriu de forma diferenciada, quanto transformou o folclore em capital simbólico para utilizá-lo como moeda de troca na delimitação do campo da cultura em Goiás” (Mônica Martins da Silva) Bariani Ortencio difusor do folclore em Goiás e fora dele e Fátima Paraguassú, assumiu a presidência a convite de Bariani, tem como meta, trazer Representantes de grupos das culturas populares e tradicionais para integrarem a Comissão e trabalharmos juntos à Academia, na tentativa de dirimir a dicotomia: erudito X popular.
As Comissões de Folclore, em consonância com a UNESCO, não podem se fechar apenas em pesquisas, devem também orientar as comunidades no sentido de bem administrar sua herança folclórica. Trabalhar com órgãos culturais, ambientais, educacionais para melhoria do ambiente em que vivemos.
Economia Solidária, Economia da Cultura, Meio Ambiente são enunciados que nunca devem se distanciar
Um Movimento Ambientalista defende o “decrescimento” como a única forma de garantir a sustentabilidade do planeta a longo prazo: (...) Acumulamos sacrifícios escondidos – por exemplo, na questão da mobilidade. Em vez de andar 400 metros, muitos preferem usar um carro, objeto que custará dois meses de seu trabalho, provocará poluição e ficará parado no trânsito. É fascinante como temos pouco controle sobre nossas escolhas, como elas são determinadas inconscientemente. Atualmente, elas são direcionadas para estimular o consumo. Temos que quebrar esse processo, direcionando-o para (promover um estilo de vida) de baixo consumismo (Assadoirian em entrevista à Paula Adamo Idoeta, da BBC Brasil em Londres)
Sede da Comissão Goiana de Folclore: Rua 82, n. 458, segundo andar do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, na Praça Cívica CEP 74. 083 – 010 ( comissaogoianadefolclore@gmail.com) ( 62 – 99464750)
Julia Franco, obrigada pelo comentário da matéria anterior. Cá estou novamente, com o título de presidente da Comissão Goiana de Folclore. Venha participar conosco.

(Aparecida Teixeira de Fátima Paraguassú, presidente da Associação dos Amigos de Santa Cruz e da Comissão Goiana de Folclore ( 62 9330 2811( fatipar@hotmail.com))

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janainaxD · Brasília de Minas, MG 3/10/2012 19:50
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