Campo Grande (MS) – O Museu de Arte Contemporânea (Marco) promoveu no último dia 28 de maio, em parceria com o Itaú Cultural, a palestra de apresentação da 5ª edição da mostra nacional do Programa Rumos Itaú Cultural – Caminhos da Arte Contemporânea Brasileira. O evento contou com a presença da curadora-adjunta do programa e responsável pelo mapeamento de artistas da região Centro-Oeste, Verônica Moreira Neto e da professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e crÃtica de arte, Maria Adélia Menegazzo, que abordou conceitos sobre a arte contemporânea.
“Estou muito satisfeita com os artistas que tenho encontrado aqui em Mato Grosso do Sul. Quero destacar que os curadores do programa buscam evitar um olhar viciado durante a seleção dos artistas. A cada edição, os curadores responsáveis pela seleção mudamâ€, explicou a curadora adjunta.
Verônica Moreira disse ainda que o Programa Rumos Itaú Cultural é direcionado para artistas que ainda não alcançaram uma repercussão nacional do seu trabalho. Podem participar aqueles profissionais que começaram a fazer exposições a partir de 1990. 45 artistas serão selecionados para participar da mostra nacional este ano. A intenção da iniciativa é fazer uma cobertura da Arte Contemporânea Emergente do Brasil.
Os artistas selecionados para participarem da mostra nacional, terão seu trabalho publicado em um catálogo e um documentário e será incluÃdo no acervo virtual do programa. Além disso, irão concorrer a uma bolsa de estudos aqui no Brasil ou no exterior.
Segundo a curadora, a região Sudeste fica em 1º lugar no número de artistas mapeados e inscritos no evento. “Um dos meus objetivos é diminuir a disparidade que existe entre o Centro-Oeste e outras regiões. Quero colocar os artistas do Centro-Oeste na mesma condição de concorrênciaâ€, destacou.
Arte Contemporânea
Durante a apresentação, Verônica Moreira buscou demonstrar os conceitos vigentes sobre arte contemporânea ao apresentar vÃdeos das outras edições do Programa Rumos Itaú Cultural. Segundo o que foi assistido, ficou explÃcito que a arte contemporânea quebra padrões conceituais; nas obras, ficam implÃcitas a formação de uma identidade. O importante dessa arte é a idéia e não o material utilizado, normalmente os artistas contemporâneos trabalham isolados e possuem uma arte intimista, faz a arte para sua auto-realização e não para o público; as obras têm um caráter antropológico e ao contrário dos artistas eruditos, não representam um mundo idealizado. “O que marca a arte contemporânea brasileira emergente é a diversidade, as dificuldades e as contradições brasileiras. Buscamos, por meio do programa, estabelecer a troca e o diálogo, pois existem muitos Brasis. O desafio do artista contemporâneo é encontrar uma forma de expressão inovadoraâ€, concluiu a curadora-adjunta.
A professora da UFMS, Maria Adélia Menegazzo, explicou que a arte contemporânea tem como uma de suas caracterÃsiticas ou uso das novas tecnologias, como o vÃdeo, áudio e a intervenção da manipulação digital nas imagens. Ela tem também um posicionamento polÃtico, faz a transfiguração do lugar comum, é contaminado pelo momento (o agora), faz o compartilhamento de formas, idéias e percepções e as obras são inseridas no tempo e no contexto. “Além de tudo isso, a arte contemporânea aguça a nossa curiosidade. E nesse quesito, os artistas de Mato Grosso do Sul não estão alheios ao que está acontecendo no resto do Brasilâ€, destacou Maria Adélia.
Mapeamento
A curadora-adjunta Verônica Moreira vai analisar portfólios de artistas plásticos no Marco para o mapeamento da produção local até sábado (31), das 14 à s 18h. O Museu de Arte Contemporânea fica na Rua Antônio Maria Coelho, 6000 - no Parque das Nações IndÃgenas. Mais informações no telefone (67) 3326 7449.
O prazo das inscrições para participar da mostra nacional do Programa Rumos Itaú Cultural vai até 24 de junho. Outros detalhes sobre o edital poderão ser consultados no site www.itaucultural.org.br.
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