O Computador chegou à Escola.

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bflavio1 · Jaciara, MT
11/4/2007 · 112 · 2
 

O Computador chegou à Escola.
E agora José?

Assim como o livro, primeira tecnologia educacional oriunda da renascença, o ventilador, o freezer, a tv e o vídeo já fazem parte do cotidiano escolar, o computador-conectado acabou de chegar em nossas escolas.
Para o bom uso do computador-conectado na escola, temos alguns entraves a superar, entre eles destacamos: o estrutural, o metodológico e o político.
Estruturalmente os primeiros computadores-conectados que chegaram, tiveram destino à administração escolar, foram postos nas secretarias e enclausurados com acesso restrito aos diretores, coordenadores e pessoal administrativo e isso contrita com a principal função do computador na escola que é o de contribuir incisivamente para o melhoramento da qualidade do processo ensino-aprendizagem, sendo que oferece apoio e recursos aos professores, enquanto ao mesmo tempo se busca fazer a diferença no aprendizado e rendimento do aluno.
Hoje estatisticamente temos uma média de 50 alunos por computador, sendo que o ideal seria dois, isto se levando em conta apenas escolas em que há computadores disponíveis para uso pedagógico, o que é muito pouco, pois nos países que compõem a OCDE - Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico é de 6,25 alunos por computador.
Metodologicamente o seu uso está ainda muito insipiente nas escolas brasileiras, em que pese, os atores principais se posicionarem meio atônitos, não sabem bem o que fazer com o computador-conectado em suas práticas pedagógicas em sala de aula, além de que alguns o repudiam de vez, por se tratar de uma nova tecnologia, totalmente desconhecida e que vem acompanhado de incertezas e o professor (aquele que professa) costuma estar sempre certo das suas convicções e conhecimentos que passam às gerações futuras.
Um outro problema grave e praticamente psicológico é de estarem desconfiados que o computador pode usurpar o seu emprego, fato esse que pode até acontecer, caso o professor que não procurar se atualizar nas TICs - Tecnologias de Informação e Comunicação, serem sim substituídos, não pela máquina, mas por um outro professor que esteja mais afinado com esta nova tecnologia educacional de nosso tempo: o computador-conectado.
Politicamente falta vontade de colocar um computador por aluno na escola, proposta esta que novamente fora lembrada no discurso de posse do segundo mandato presidencial, como sendo, junto com a educação a panacéia de todos os problemas brasileiros...
Assim, vamos aos fatos: FUST – Fundo de Universalização de Serviços de Telecomunicações, em vigor desde agosto de 2000 (Lei 9998) que nos cobram 1% em cada conta telefônica, além do faturamento bruto das empresas do setor (excluído o ICMS, PIS e Cofins), até o final de outubro de 2005 já tinha um montante arrecadado de R$ 4,6 bilhões, com a finalidade da expansão no Brasil do Programa Nacional de Informática na Educação (ProInfo) que é um programa educacional criado pela Portaria nº. 522/MEC, de 9 de abril de 1997, para promover o uso pedagógico da informática na rede pública de ensino fundamental e médio.
Porém ocorre que 90% dos recursos arrecadados, estão contigenciados (preso) pelo próprio governo federal, praticamente intocados, com a finalidade de compor e manter o superávit primário (diferença entre arrecadação e gastos do governo), cujo desvio de finalidade deixaram de beneficiar centenas de projetos de inclusão digital, inclusive a ONG carioca CDI - Comitê para a Democratização da Informática chegou a criar o movimento social: Fust Já! e conta atualmente com importantes atores sociais e em resposta a isto o Presidente Lula prometeu liberar este recurso agora em 2007 para suprir as escolas com computadores necessários, e desta forma permitir o destravamento do processo de inclusão digital no país.
Bem sabemos que a inclusão digital é um fator decisivo para contribuir com a eliminação do processo de exclusão social, que de há muito tempo se agrava no Brasil e o computador-conectado na escola têm um papel relevante e fundamental para que esta proposta comece a se concretizar.
“Vivemos hoje uma Segunda Renascença†e está acontecendo por obra e graça de uma outra tecnologia educacional que é o computador-conectado que já chegou à escola, a fim de que possamos dar conta dessa geração digital que hoje aporta nossos bancos escolares.
Cabe agora a nós professores nos interarmos de como se ensina e se aprende nesta Cibercultura, se não quisermos que a escola deixe de ser um espaço privilegiado de aquisição e produção do saber bem como da formação da cidadania, restando-nos ainda perguntar...
E agora José, o que vamos fazer?


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Thiago Camelo
 

Acho essa questão fundamental! Como as escolas e o ensino tradicional vão conseguir lidar com o novo (nem tão novo assim) aluno dessa era de informação? Já vi algumas pessoas tentando falar a respeito (como no documentário "Pro dia nascer feliz", por exemplo), mas nada ainda muito profundo. Bom, digo isso do alto da minha ignorância, então, por favor, se alguém sabe de algum lugar onde esse tipo de discussão se dá, por favor, me avise. Abraços!

Thiago Camelo · Rio de Janeiro, RJ 9/4/2007 18:59
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Sergio Lima
 

Obviamente que muitas coisas precisaos fazer.... mas eu diria que a mais urgente é mudar o pardigma da escola: Deixar de ser um espaço de ensino para ser um espaço de aprenidzagens.


Neste contexto os computadores conectados podem ser transformar num excelente catalizador desta mudança!

Sergio Lima · Rio de Janeiro, RJ 13/4/2007 16:47
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