Saà por volta das 17h em direção ao centro da cidade. Passei por muitas pessoas, restaurantes, lojas, ruas, árvores, sinais de trânsito e uma lagoa azul cristalina. As pessoas também cuidavam de suas vidas e passeavam, dirigindo carros dos mais diversos fabricantes, tamanhos e cores, em meio a prédios com dezenas de andares – isso sim é o que eu chamo de uma grande cidade grande! Cada paisagem urbana era mais bela do que a outra: pontes, represas, aeroportos, navios ancorados, locais para se andar de patins, bicicletas, esqueites, carros importados e barcos, todos parte de um cenário digno de obra de arte. Show!
Com tantas opções, era difÃcil escolher a primeira coisa que eu queria fazer. Na verdade, o mais difÃcil era fazer tanto em tão pouco tempo! Enquanto eu escolhia dentre as Ãnfimas opções, reparei que as janelas dos prédios refletiam os outros prédios do outro lado da rua. De repente pensei, “por que não pegar um helicóptero e fazer uma visita pelas luxuosas coberturas destes prédios?â€. Fui em direção ao aeroporto para tentar conseguir um meio de transporte aéreo... aà pensei que um avião de guerra era muito melhor do que um mero helicóptero! Mas aà me lembrei de que precisava de uma licença para poder voar!
Sorte a minha que o centro de testes era bem próximo do local! Consegui uma bicicleta e fui pedalando o mais rápido que pude. Depois de muitos testes supervisionados por um amigo meu, finalmente fui digno de receber a minha tão sonhada licença! Peguei o primeiro carro que consegui e fui em direção ao aeroporto, do outro lado da cidade. Não demorou muito para que eu avistasse uma lanchonete. Foi aà que me vi diante de um cardápio de dar “água na boca†em uma pizzaria aconchegante na beira da estrada. Foi então que decidi parar e fazer um rápido lanche para recarregar as energias e ganhar uns quilinhos. Mas o lanche, que era parar ser rápido, foi se estendendo e, quando vi, havia perdido as contas do número de fatias comidas, tanto é que eu estava com uma barriga. Como costuma dizer minha mãe, “saco vazio não pára em péâ€, mas o meu tinha estourado a conta, e estava na hora de perder toda aquela pizza com alguma atividade fÃsica!
Por falar em mãe, a minha acaba de me chamar para o jantar. Temo que por vezes ela não entenda o porquê da minha vontade de continuar ligado na telinha jogando videogame. Depois eu continuo o meu jogo e tento chegar ao aeroporto para tentar conseguir um helicóptero – ou avião de passageiros, ou um de guerra! E depois também vou querer andar de bicicleta para perder um pouco do peso que ganhei na pizzaria, logo após visitar aquelas maravilhosas coberturas em frente à praia! E também não posso esquecer de que tenho um compromisso no centro da cidade de que tinha quase me esquecido. Por agora este maravilhoso mundo dos jogos eletrônicos vai descansar, enquanto eu janto e termino a droga do meu dever de casa, que me aguarda faz tempo em cima da mesa da sala...
Olá Dil. Quem sabe tu colocas teu texto no Banco de Cultura? Acho que ele caberia muito bem por lá.
Abraço.
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