A Chave da Felicidade

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Alexandre Eduardo Weiss · Rio de Janeiro, RJ
27/12/2009 · 4 · 1
 

A Chave da Felicidade




Não sou mais criança; jovem tampouco.
Já entrei na curva descendente.
Passei muitos anos desta vida atabalhoada procurando a felicidade.
Fiz análise; frequentei grupos de filosofia; iniciei-me em seitas, cultos religiosos e espirituais; busquei na literatura; procurei gurus, mestres e seres iluminados.

Não encontrei nada de consistente.
Nada que realmente me fizesse enxergar e compreender o porquê das coisas.
Nada fazia sentido. Nunca fez.

Desisti. Resignei-me. Fiquei meio zen.

Passei a viver a vida como se fosse normal não ser feliz plenamente. Afinal, o mundo só nos mostra horrores: estamos empanturrados até a goela de cenas de guerra, massacres, ganância e egoísmos extremos. Pobreza extrema. Matanças religiosas insa-nas, e mesmo demoníacas. Milhões de pessoas morrendo de fome por falta de um peda-ço de pão. Muitos pensam como eu, eu sei. Muitos sentem esta mesma angustia, esta inquietude frente uma realidade anacrônica, totalmente desigual, falsa e perversa. Tanto sofrimento. Por quê?

Me acomodei.
Afinal, o que fazer?
Não se vê uma saída. Somos levados a pensar que é assim mesmo: o homem é mau e vil por natureza; a espécie humana é a praga do planeta, o câncer que pouco a pouco vai consumindo, corroendo e destruindo a própria Terra mãe.
Cada um se vira como pode.

***

Mentira. Hipocrisia.
Covardia e brutalidade.
Falsos profetas.
Falsos salvadores.
Falsos líderes políticos.
Falsos socialistas.
Quase todos corrompidos pelo poder e a glória.
Quase todos perdidos na ilusão materialista e supérflua desta realidade incom-preensível, desumana.

Alguns abnegados, entretanto, mesmo assim, conseguem se doar e fazer carida-de, dar amor a quem não tem. São seres raros e especiais. Muito especiais. Graças a eles e seus exemplos temos um pouco de esperança. Bem pouca. São pontinhos de luz na imensa escuridão.

***

Então, num dia qualquer, sem a menor importância – sem nenhum sinal celeste, em que estava à beira-mar com um amigo com o qual conversava enquanto saboreava uma água de coco ele me perguntou:
– Já viu o filme Zeitgeist?
– Zaite o quê? – retruquei distraído, achando que compreendera mal o que ele dissera.
– Zeitgeist – repetiu, pronunciando mais devagar e bem pausadamente; assim como se explica uma palavra nova a uma criança.
– Não, nunca ouvi falar – respondi sem dar importância.

***

Seis meses depois encontramo-nos novamente e no meio da conversa ele per-guntou outra vez:
– Já viu o filme?
– O quê? ... – respondi sem entender. Já tinha apagado totalmente da memória.
– O filme que te falei, cara: Zeitgeist. É só digitar no Google e clicar no primeiro item que aparece na lista.
Não dei muito valor; nem mesmo me lembrava do que ele havia me dito seis meses atrás.
– Você tem que ver, cara, já te falei, o filme é do cacete! Pô, se liga! É pra ver mesmo.
Devido a sua insistência, desconfiado, peguei um guardanapo e pedi que ele so-letrasse.
– Z-e-i-t-g-e-i-s-t – disse, e verificou se eu escrevera corretamente.
– É só digitar...
– Já entendi, pode deixar. No Google.

À noite, em casa, me lembrei do papel guardado no bolso; peguei-o e digitei o nome esquisito.

Ao clicar no primeiro nome da lista apareceu na tela a imagem de um quadrado luminoso multi repetido em espiral.
Comecei a assistir o filme.
Passivo a princípio, via e ouvia – na verdade, lia a legenda, pois meu inglês não é fluente o suficiente pra entender totalmente o que o locutor dizia: uma voz calma e tranquila que falava sobre fatos que logo pescaram minha atenção. Vale dizer que não demora nada pra fazer o download, é do Google movies e entra direto na tela. Coloquei em tela cheia e, para minha total surpresa, pouco a pouco fui ficando cada vez mais inte-ressado.

***

Bom, resumindo: o filme tem uma hora e quarenta de duração e, enquanto via, me senti como alguém que vai enxergando a luz pela primeira vez. Sério. Como na ca-verna platônica, eu aos poucos ia sentindo meu espírito, minha mente se clareando: ilu-minando-se verdadeiramente, pela primeira vez, pelo que assistia.

Logo depois fiz o download do segundo filme: Zeitgeist – Adendum.
Um complemento.
Melhor do que o primeiro!
Fiquei em estado de graça.
Uma euforia indescritível!
Queria correr e compartilhar aquele sentimento com todo mundo!

***

Vou ficar por aqui.
Quem quiser que veja, assista, sinta e julgue por si mesmo.
Alguns já devem ter visto.
O que posso dizer é que, pela primeira vez na vida, enxerguei a verdade por trás dos fatos.
Talvez alguém ache que estou exagerando – assim como achei quando meu co-nhecido me falou insistentemente pela segunda vez.

Se você sente a angústia e o desespero que eu sentia – pelos motivos que descre-vi no início deste texto, veja o filme. Vale a pena.
Garanto que seu mundo não será mais o mesmo.

Depois, fui me inteirando dos fatos e condições sui generis que resultaram na criação e elaboração do filme, e de suas ações e reações subsequentes.

O que sinto agora é que a humanidade ainda está na caverna. E vai continuar por muito tempo, pois o processo obrigatoriamente será lento. Somos bilhões de seres.

Mas posso garantir:
A porta é logo ali, e este filme ímpar – seu conteúdo – é o condutor calmo e tran-quilo que te revela e te leva ao almejado elixir: a verdade e o caminho.

***

Quero muito ouvir comentários e opiniões; discordantes ou não.
Sou ingênuo?
É polêmico?

O Mundo, nossa querida e amada humanidade, assim como a sofrida natureza – já à beira do colapso – têm remédio e futuro; e o melhor: é simples, viável, perfeitamen-te factível e sem contra-indicações.


Saudações.


Alexandre Eduardo Weiss
Rio de Janeiro, 27 de dezembro de 2009.

Sobre a obra

Caros colegas do overmundo, este texto é sobre o filme Zeitgeist. Quem ainda não conhece, leia o texto, e, se quiser, veja o filme. Vale a pena conferir.
Abraços

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Alexandre Eduardo Weiss
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Jubs Corrêa
 

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Jubs Corrêa · Brasília, DF 28/12/2009 22:38
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