Arestas roçando em vértices, deslizando por superfÃcies de matrizes aveludadas. PolÃgonos se partem, liberando o doce aroma de triângulos em gozo. O sentido dos parafusos que rosqueiam sem fim na pele, perfurando planos de contato e adesão. Giro perdidamente flutuando em meio à s linhas invisÃveis das supercordas, sentindo cada vibração como uma trepidação de caráter sensual.
Encantamento e desespero, estase geométrica aqui no outro lado do ponto. O grande vértice que se abre e pulsa para me abrigar e encorpar.
Farpas de dimensões que viajam pelo espaço colapsado ao meu redor, dezenas de dimensões estilhaçadas em apenas quatro, apenas três espaciais. Formas geométricas comprimidas e estouradas pelo grande colapso dimensional. Uma tragédia sem precedentes em um universo estável, completo de dimensões, que agora se desequilibra e começa a expandir.
A ordem indiferente dos outros universos com suas dimensões estáveis, enquanto sinto a natureza explosiva do fim. Tudo se expande e se inicia. Aquilo que existia em várias dimensões existirá agora somente como sombra ou fragmento. A completude perfeita inevitavelmente perdida, rumo a uma expansão sem fim, ao esfriamento universal, à grande perda de energia, inexorável entropia, do caos que gera ordem que se alimenta da ordem e gera caos. Cores que surgem como defeitos alucinatórios, vértices que fedem ao odor estagnado de ângulos impossÃveis. O fim da ordem imutável numa singularidade que será o inÃcio para aquilo que vier depois. Para aquilo que surgir do outro lado do ponto.
Fachos de alinhamentos geométricos que rapidamente começam a se ordenar em energia, brilhante, pulsando, expandindo, descobrindo as regras subjacentes a um universo com tão poucas dimensões.
Fluxo de informações e ângulos, propriedades naturais emergindo e configurando a energia em matéria, em luz, em quatro grandes forças naturais. Gravidade que sufoca e esmaga a luz, até que a própria expansão da massa enfraquece e permite que luz escape e flua livre.
Pontos ofuscados pelo som cilindro, plano, esférico. Tetraedros e poliedros perfeitos que começam a se combinar e a comporem por si uma infindável canção, harmonia e terror misturados.
O ponto sangra constantes de massa e energia, variáveis, ângulos doloridos. Ele pulsa e me aquece acolhedor na fragmentada e estilhaçada mistura universal.
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