Artes como arma contra Covid-19

Divulgação
Série Documental - A Tirania da Minúscula Coroa: Covid-19
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LUMAZZA · São Paulo, SP
3/6/2020 · 0 · 0
 

A Covid-19 chegou ao mundo destruindotodas as nossas certezas de estabilidade e de segurança, colocou à prova a nossaideia de vida, de separação social, agitou a tecnologia, provocou a ciência,expôs a religião vivida por muitos, causou uma crise na economia mundial,despiu muito do que estava escondido na política, mas, principalmente, destruiu muitas famílias, nos lembrando que só é possívelvencer um desafio dessa proporção e virar a página quando ele é encarado defrente, tendo fé, equilíbrio, bom senso, muita criatividade nesses dias ea certeza de que tudo vai passar!Só no Brasil, país onde a pandemia chegou no final defevereiro, até o momento, são 31.309 óbitos registrados, 558.237 casos confirmadose 253.570 recuperados.Diantedesses fatos e das inúmeras mortes que são anunciadas todos os dias pelosnoticiários, que entram nas casas e encontram uma parte da população emisolamento, a preocupação atinge a todos e a solidariedade se tornou umadas principais armas contra a pandemia. Pensando nisso, artistas, jornalistas,cineastas eMC´s doaram seus talentos e se mobilizaram para ajudar pessoas em todo o país.Exemplo é o caso do jornalista Gustavo Girotto , Ricardo eJuliano Sartori, da Via d’Ideia, especialistas na produção de vídeosdocumentários. Eles, em parceria, criaram um roteiro de uma sériedocumental, feita pelo celular, que nasce no período da quarentena,intitulada "A tirania da minúsculacoroa: Covid19", que reúne profissionais de diversas áreas para transmitirinformações sobre um único assunto: o coronavírus. A série conta com a edição de mais de 300 horas de material captado,transformados em episódios de, em média, 40 minutos de duração. Para acomposição da série foram utilizadas entrevistas realizadas com médicos,economistas, jornalistas e pesquisadores pelas rádios Planeta Verde e Canal UMFM. "Criamos um documentário in house - até como desafio pessoal -respeitando a quarentena. Doamos uma parte do tempo para construir essematerial, cujo objetivo é esclarecer quais os cuidados, os impactos na economiae até uma visão espiritual diante desta crise sob a ótica de grandesprofissionais. Foi um trabalho totalmente voluntário - de todos os envolvidos.Só temos uma certeza: o mundo nunca mais será o mesmo", contou Girotto. Foiele quem deu a ideia e os irmãos Sartori abraçaram a causa, que tem granderelevância social. "Quando o Girotto sugeriu a ideia e o propósito, que élevar informação de qualidade e conscientização, aceitamos o desafio daparceria. Acreditamos que, neste momento, todo talento deve ser doado paracausas que ajudem a população nessa dura travessia. Foram horas de dedicaçãopara alcançar esse resultado", disse Ricardo, diretor de arte domaterial. A série já foi lançado no canal da Via d’Ideia no YouTube e,até agora, conta com quatro episódios publicados. Juliano Sartoriexplica que o padrão de produção está alinhado com essa tendência moderna deseriados do NetFlix. “Nos inspiramos nesta dinâmica, de transformar o conteúdoem capítulos de uma série documental, que cresce em cada episódio em umalógica de time line. A narrativa jornalística diante dos fatos, cercada de depoimentos de grandes nomes de cada área, aliado a essa ediçãodinâmica, são os pontos fortes da produção. É um forma de devolver parasociedade, por meio de um trabalho voluntário, o que gostamos de fazer: gerarconteúdo que provoque transformação. Democratizar conteúdo de qualidade, nestemomento, que ajudem a mitigar riscos  , é essencial”,explanou Juliano, que dirigiu toda roteirização.  Do outrolado da cidade, também sem sair de casa, cumprindo o isolamento social, doispequenos artistas - ele B-Boy e MC Eagle (13) e ela, B-Girl Angel (10) - tiveram  preocupações semelhantes com as pessoas e com as crianças que estãoneste momento em casa. Os dois, que também dançam e costumamrepresentar o Brasil em competições internacionais, estavam prestes aviajar para três campeonatos na Europa, quando estourou apandemia. O B-Boy e MC Eagle conta:"A notícia que não poderíamos viajar foi algo muito triste, poisforam meses de treino e dedicação, nossos pais correndo com todanossa documentação e buscando apoio de patrocínios e, derepente, todos os eventos foram cancelados aqui e fora, nossos estudos pararam,as batalhas de Breaking e de Rimas, que sempre gostei de participar, foramcanceladas, não foi possível mais encontrar os amigos e junto com issomuitas pessoas começaram a morrer, inclusive pessoas próximas queconhecíamos, até da família. Ví várias notícias tristes e minha mãealgumas vezes chorando em frente a televisão ou no telefone com a minha avó,que está no Rio de Janeiro. Então, eu e minha irmãdecidimos fazer a nossa parte com a nossa arte, queremos que exista um futurocom muitas pessoas vivas, escrevemos, então, o Rap "Pandemia" e depoisgravamos um vídeo no YouTube, que fala desse inimigo que é o Coronavírus, quenão vemos mas que tem matado muita gente. Falamos da importância de terfé, de ficar em casa e que não é uma gripezinha como o presidente fala. Foi aprimeira vez que escrevo um rap, pois sempre rimei em batalhas, sei queainda temos muito a aprender mas para isso acontecer, para o futuro existir,depende que todos parem de ir para as ruas e fiquem em casa! Menos pessoas narua significa menos morte! Seguir as ordens de saúde também é importante,como lavar as mãos e usar máscaras, conclui"  
 Angel concorda com Eagle e acrescenta: "Sei que muitas crianças hojenão têm mais pai, mãe, irmãos e avós, pois morreram de Coronavírus. Isso émuito triste! Precisamos da nossa família! Essas crianças precisam de conforto e de alguém que fale com elas! Nós além de sermos crianças, somos artistas e devemos usar nossa arte  para salvar vidas!Assista  teaser e vídeo:
(Série Documental -A Tirania da Minúscula Coroa: Covid-19).
 https://youtu.be/adEZB5Nhz1Y 
 
(Pandemia) https://www.youtube.com/watch?v=2mtCTwUAQcc  
  

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