Refazendo a parabolicamará do super-homem atemporal
Gilberto Gil, o dono da banda larga cordel e saudosista do futuro é um músico e compositor virtuosÃssimo. Primeiro a sentir a necessidade de fazer uma música para a Internet quando essa nem era tão popular assim em comparação com os dias de hoje marcados pela Web 2.0
Passear pela obra de Gil é como entrar num Expresso 2222. É tanta beleza que ficamos pasmos sem saber sobre o que falar. Por isso preferi ser meio cronológico e lembrar do homem da Roda, depois do Tropicalista no Domingo no Parque ao lado d´Os Mutantes denunciando o Miserere Nobis. Depois ao voltar do exÃlio nos enviando Aquele Abraço já Back in Bahia. Mais tarde aconselhando os desorientados querendo falar com Deus profanando a procissão desafiando o Cérebro Eletrônico e dançando ao som do Maracatu Atômico que encontrou em Chico Science & Nação Zumbi sua versão definitiva. O criador da Refazenda e encantador da Refavela. O girador da antena Parabolicamará para nos ajudar a ampliar o nosso mundo.
Esse é Gil, rouxinol, universal, baiano, cibernético e tão devotamente brasileiro como poucos!
A voz de Minas
Milton e seus mil tons geniais! Todo sentimento. Sua voz parece como um eco ancestral vindo do fundo de uma caverna incrustada nas profundezas das serras de Minas Gerais. „ Seu Deus cantasse, seria com a voz de Milton“ teria dito a amiga Elis Regina sobre esse cantor cuja a beleza de sua voz nos hipnotiza. Seu canto cheio de ais, tão tÃpicos das nossas Gerais é uma das mais raras harmonias que temos para ouvir neste mundo em constante desarmonia.
Milton é introspectivo, reflexivo e é capaz de nos atravessar por completo tocando nossos corações de uma maneira toda especial. Ele é aquele que canta as nossas Marias e toda forma de amor com a mesma delicadeza com que denuncia nossos Cálices e incertezas ao lado do grande Chico Buarque.
É a voz singela e encantadora de Minas Gerais e seus Clubes nas esquinas repletas de quinas artificiais e retangulares.
Djavaneando o que há de bom
Djavan é um desses muitos milagres, que fazem a gente acreditar que ainda há muito de bom nesse nosso paÃs. Sua prosa poética, seu blues tupiniquim, seus sambinhas geniais são de uma mestria excepcional e indescritÃvel. É preciso ouvir e sentir para poder entender!
Suas matizes que vão do mais belo azul passando pelo lilás até o delicioso açaà é puro encantamento, movimento, perfeita harmonia entre música bem feita e letras de rica criatividade, que não menosprezam nossa inteligência, muito pelo contrário a faz funcionar.
Por isso é Djavan uma das pérolas da nossa música e merece a minha humilde reverência.
A pérola negra per si
Luiz Melodia já tem um nome que resume muito do que ele faz. Pura e simplesmente uma das mais belas melodias de que conheço. O guia da Juventude Transviada, o homem do ébano amante genuÃno da Pérola Negra ainda sempre presente no nosso cotidiano indo por aà cantando as lindas magrelinhas no coração do Brasil.
O Zé Pretinho e sua banda
Jorge Ben Jor é um fenômeno de energia, que contagia todos que tem a oportunidade de ouvÃ-lo. Presenciei ele colocando os frios e desajeitados teutônicos para balançar o esqueleto e fazer a poeira subir num ritual sonoro tocante e de pura alegria.
Com sua banda, seu palácio masoléu, seu samba-funk e sua guitarra eletrizante ele é um dos mestres contemporâneos da MPB.
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