|
home · overblog · cultura colaborativa em salvador, parte 2 |
Observatório
Instituto Overmundo Durante os seus já 2 anos e meio no ar, o Overmundo viu a sua proposta de difusão cultural e colaboração online desdobrar-se não apenas na vasta comunidade formada em torno do site, como em novas iniciativas movidas pelo espírito de compartilhar, enriquecer e disseminar a experiência acumulada. Agora, um espaço institucional há muito tempo planejado vai ser o catalisador e o abrigo... > leia
|
| |
Cultura Colaborativa em Salvador, parte 2
|
| |
|
|
Segundo dia do evento. Mesmo número de pessoas (15), porém gente de outras áreas: pesquisadores de Educação e Tecnologia, professores, diretor cultural de município (Baixa Grande), anarquistas e estudantes.
Gente nova, novos olhares. A segunda etapa do Encontro, seria dividida em duas mesas: "Gestão da produção de conteúdos colaborativos" e "Políticas Públicas para Cultura Digital e Acesso ao Ciberespaço". Contudo, de forma livre, as mesa convergiram para um debate que teve os seguintes destaques:
1- Conceitos de software livre e a sua apropriação pelos produtores culturais, tema explorado por Felipe Machado, DJ e coordenador regional NE do Cultura Digital. Em sua fala, ele frisou o avanço acelerado do pensamento livre e as novas possibilidades para a produção cultural, contrapondo a lógica privada dos software e, consequentemente, o controle do pólo de emissão e distribuição dos produtos.
2- André Stangl, professor das Faculdades Jorge Amado/ integrante do Overmundo, convidou os participantes a uma viagem filosófica sobre a estrutura (desestruturada) da rede e suas práticas, que segundo ele reconfigura conceitos como liberdade, identidade e comunidades.
Em especial, durante a fala de Stangl, a "liberdade" fora a mais debatida. O único consenso é de que a liberdade não começa onde a do outro termina, é antes uma utopia, que encontra na internet um potência paradoxal: ao mesmo tempo em que dar voz aos excluídos, permite discursos outrora condenados pela humanidade, como o nazismo ou a prática da pedofilia. A questão central que não encontrou-se uma resposta foi: como manter o caráter livre da Web sem mecanismo de censura ou mediação que tira a característica essencial da rede: a liberdade? Que liberdade? perguntaram-se todos!
Dentro da temática "Políticas Públicas para Cultura Digital e Acesso ao Ciberespaço", Cláudio Prado, Coordenador de Políticas Digitais do Ministério da Cultura apresentou os projetos do MinC como os pontos de cultura e os kit multimedia, bem como curiosidades e resultados positivos do projeto. Alessandra Assis, Coordenadora do Ponto de Cultura Ciberparque Anísio Teixeira/ Professora da Faculdade de Educação da UFBA destacou o caráter autônomo do projeto "Tabuleiro Digital" desenvolvido com a comunidade baiana.
As lições desses projetos é a constatação das transformações sociais que as ferramentas tecnológicas proporcionam.
Amanhã será o último dia e o objetivo será discutir propostas regionais sobre Cultura Digital e também para a II Conferência Estadual de Cultura, a ser realizada em julho, na capital baiana.
tags: Salvador BA cultura-e-sociedade cultura colaborativa web direiros autorais politicas publicas
|
|
|
| |
Adicione seu comentário: para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
|
|
 |
|
 |
|
|
|
| |
|
|