Days After Se Rasgum No Rock 2

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Márcio Silva da Cruz · Belém, PA
28/9/2007 · 76 · 1
 

Após um festival de dois dias, Belém se viu a volta com muitas controvérsias. Depois de uma palestra no IAP onde muitos se espremeram para ver e tentar falar algum ponto de vista sobre jornalismo, produção cultural e música, o clima estava pronto para a bomba explodir. Explodiu atrasado, com umas duas horas pelo menos, em virtude de problemas técnicos que não colocam em questão a qualidade do festival. E lógico não poderia faltar à chuva de Belém, que nunca é convidada, mas sempre se apresenta.
Claro que resumir o festival banda por banda seria muito tradicional e apontar qual foi boa e qual foi ruim também não passaria o que foi o festival, muita gente já fez isso em outras mídias. Mas qual o significado de tanto trabalho? Muita gente foi lá só para ver banda “A†ou banda “Bâ€, nem percebeu toda a complicada rede que envolvia o espaço. E para quem achava que a troca de lugar, do maravilhoso, mas distante parque dos Igarapés para o pequeno, porém perto Afrikam Bar se enganou. Ai começa o ponto positivo, por mais que o parque seja maravilhoso o Afrinkan se adequou perfeitamente a proposta do festival. O público ocupou todos os espaços e ainda sim dava para passear tranquilamente por todos os ambientes.
Estava tudo lá, feirinhas de artesanato, banquinhas de discos, botões e camisas de banda, tatuadores, comidas descoladas (tipo tapioquinha com bacon e sopa para os mais afoitos com a bebida) e um público ávido por shows e diversão, afinal de contas é isso uma das coisas que um festival tem que oferecer, diversão ao público e uma oportunidade as bandas. E mesmo quem foi para ver apenas uma ou duas bandas (acredite isso ocorreu) soube aproveitar o que o festival ofereceu. As bandas se doaram ao máximo, quem viu respeitou os estilos diferentes, e quem veio de fora viu que não é só o clima da cidade que é quente.
Quando o vocalista Lirinha e a trupe do Cordel do Fogo Encantado encerrou o último dia o sentimento de dever cumprido, o sentimento de satisfação e realização por ter presenciado o que ocorreu ali era magnético em todos. Era hora de contar os mortos e feridos. Os melhores e piores shows, as melhores e piores resenhas, o que foi ruim e o que foi bom. As opiniões estalaram na comunidade do Orkut da produtora que realizou o evento, isso só confirma o que é realmente válido, o festival termina seu ciclo da forma que devia, instigando as pessoas a questionarem sobre o que é bom e ruim para a cena. Desde críticas ao preço da cerveja até discussões sobre a qualidade das bandas apresentadas, entre agradecimentos e piadinhas. Tudo é somado na corrente de que ano que vem possa existir mais um festival.
O segundo Festival Se Rasgum no Rock trouxe tudo isso, trouxe diversão, oportunidades, profissionalismo, erros, acertos, trouxe gente legal, trouxe fatos que ficarão na memória e outros nem tão agradáveis. Mas principalmente trouxe um ótimo festival. Azar de quem não foi.

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Helena Aragão
 

Oi Marcio. Muito legal seu texto sobre o festival. Só uma observação: parece que faltou alguma coisa na frase "E para quem achava que a troca de lugar, do maravilhoso, mas distante parque dos Igarapés para o pequeno, porém perto Afrikam Bar se enganou." Também sugiro que dê um espaço entre os parágrafos, para arejar o texto. No mais, excelente opção de falar do festival como um todo, com seus erros e acertos. Abraço

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 25/9/2007 17:25
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