El Laberinto del Fauno - 30ª Mostra de Cinema SP

Divulgação
A Princesa e o Fauno
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Fernando Mafra · São Paulo, SP
24/10/2006 · 100 · 2
 

Particularmente, quanto menos eu souber sobre um filme antes de assisti-lo, melhor. Meus amigos estão cansados de saber disso, e por isso fico atento à opiniões (não sinopses) de pessoas selecionadas (que não incluem críticos renomados como Rubens Ewald Filho, no qual dei um literal esbarrão hoje, e se essa crítica estiver ruim, já sabem o porque). E é sempre um dilema, é preciso saber alguma coisa a respeito antes de entrar na sala de cinema.

Neste caso sabia que envolvia a Espanha, um Labirinto, e obviamente, um Fauno (criatura mitológica que conheci de fato em As Crônicas de Nárnia). Pois bem, logo imaginei algo como de Alice no País das Maravilhas, em que a Espanha seria brevemente mostrada no início do filme e em seguida entraríamos em um mundo mágico repleto de fantasia.

Mas em se tratando de Guilhermo Del Toro (Espinha do Diabo e HellBoy), logo imaginei que haveria um toque dark, ou ao menos de humor negro. E eu estava afogado em razão. O Labirinto do Fauno não é o centro do filme, ele é o estopim que carrega uma trama bem escrita e conduzida.

É de fato um mundo mágico, mas ele não está além de uma porta pequenina no fundo de um buraco, ele corre lado a lado com a Espanha pós Guerra Civil. É difícil saber em que lado está o Fauno, mas o monstro mais importante da história logo nos é revelado em uma cena que me lembrou Irréversible (o polêmico filme do estupro de 12 minutos) - mas caso esse não seja o seu estilo de filme, por favor não se deixe levar por esse comentário.

Há bastante violência, e muita fantasia, e apesar de ser simples distinguir o real do mágico, em alguns pontos do filme eles se entrecruzam, e chegamos a ter três histórias paralelas igualmente fascinantes mas que parecem pertencer a três filmes totalmente distintos se não fosse Ofélia, a personagem-elo; mas mesmo com esse contraste tudo parece fluir de maneira bem planejada.

A ambientação é impecável, bem como a fotografia e a caracterização dos personagens. Não há falhas de caráter, todos agem de acordo com um histórico anterior que desconhecemos mas que somos capazes de deduzir facilmente.

Del Toro fascina com sua imaginação e crueldade. Ele parece uma mistura de Tolkien com David Cronenberg, injetando imagens fortes em uma fantasia intrigante. E mesmo ao final do filme, racionalizando os eventos, paira no ar qual é realmente a verdade a respeito do Fauno.

Definitivamente um conto de fadas para adultos.

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Natacha Maranhão
 

Nossa, deu vontade de assistir agora!!
Uma mistura de Tolkien com Cronenberg só pode ser muito boa!

Natacha Maranhão · Teresina, PI 24/10/2006 17:06
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Claudiocareca
 

Que inveja Fernando, SP tá tão perto e tão longe....

Claudiocareca · Cuiabá, MT 26/10/2006 11:30
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