Diários da 30ª Mostra - Dia 1

Fernando Mafra
A fila
1
Fernando Mafra · São Paulo, SP
27/10/2006 · 102 · 1
 

Sexta-feira, 20 de Outubro de 2006.

O "dia" na verdade começou à noite, pois como sou um empregado, tenho que cumprir funções mesmo durante a mostra. Mas para minha sorte o escritório fica bem acima da Central da Mostra, daí a decisão de aproveitar pra valer desta vez, provavelmente verei mais filmes em duas semanas do que vi durante o ano todo.

Filme 1: A Scanner Darkly. Espaço Unibanco. 20:10

Tudo começa com A Scanner Darkly, um filme que antecipo a muito. Há tempo suficiente para respirar depois do trabalho, encontrar os amigos, fazer uma boquinha e então partir para a sala. A expectativa é grande, ter aquele crachazinho gera uma mistura de orgulho, empolgação e vergonha de parecer esnobe. Ao mesmo tempo que quero usar pendurado no pescoço, não o faço.

A seção está esgotada, tanto que amigos não conseguiram ingressos e acabei indo sozinho. Este é o quarto filme da minha vida que vejo sozinho no cinema, e com certeza o primeiro de vários nesta mostra. Mas o confortável da mostra é que na verdade nunca se está sozinho, as chances de encontrar algum conhecido são grandes, ou mesmo estranhos Às vezes se permitem baixar a guarda paulistana costumeira para tecer algum comentário ou pedir a programação emprestada; em um evento repleto de entusiastas, os solitários na verdade são companheiros.

Como é de se esperar, durante a seção impera o silêncio, nem um bocejo é ouvido. E o Espaço Unibanco ainda tem o trunfo de ter um banheiro dentro da sala, nada de constrangimentos ao ficar saindo e entrando.

O filme satisfaz plenamente e é hora de seguir em frente com a programação.

Filme 2: El Laberinto del Fauno. Unibanco Arteplex. 00:00

Sou informado de que a projeção de Flandres, no Cine Bombril, foi desastrosa, durante o filme inteiro havia pontos fora de foco na tela e por longos períodos absolutamente nada entrava em foco.

Isso de lado, para chegar ao Labirinto é preciso passar pelo labirinto do Shopping Frei Caneca, cujas escadas rolantes foram realocadas.

Já na porta, um café para agüentar o filme todo e avistamos uma amiga engajada demais na conversa para interrompermos. Também avisto Rubens Ewald Filho, o primeiro de muitos "encontros" com figurinhas famosas.

O filme é sensacional e a projeção corre sem problemas, só me senti incomodado por alguns momentos devido ao som muito alto. E também pelos meus amigos ao lado que conversavam demais, ao menos até receberam um SHHHHH. Nota cinco unânime entre mim e meus amigos.

Chego em casa bem cansado, mas então resolvo brincar de correspondente e cobrir a mostra pro Overmundo. O resultado é ir dormir com os passarinhos cantando.

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Fábio Fernandes
 

YES!! Ótima matéria!
Obrigado, Fernando!!

Fábio Fernandes · São Paulo, SP 28/10/2006 10:37
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