Não sou punk. Nunca fui punk, mas escuto punk, entre outras coisas. Isso foi o suficiente para me interessar pelo documentário Os Punks São Legais na Mostra desse ano. Fui com o mÃnimo de informações ou julgamentos pré-concebidos ou adquiridos, o que creio ser uma atitude saudável em documentários.
Portanto àqueles que acreditam estar indo ver uma massiva homenagem ao punk, ou uma aula de história sobre o estilo, estejam avisados: não é nada disso. O filme é sobre punks, não sobre o Punk.
Dito isso, não gostaria de entregar muito mais e tampouco colocar aqui o julgamento com o qual saà da sessão. Pode parece contraditório com meu parágrafo inicial, mas minha idéia a respeito dos punks não mudou muito graças ao filme, e se você prestar atenção isso de fato não contradiz o inÃcio do texto, e mesmo que sim, minha opinião sobre os punks aqui é irrelevante, o que conta mesmo é o que tenho a dizer sobre o filme.
E ele é um bravo esforço de um diretor visivelmente empolgado, que se envolve com seu tema e não tem vergonha de mostrar. Ao contrário dos documentaristas panfletários de hoje, sua voz é quase inaudÃvel ao longo do filme, e suas opiniões não nos são ditadas, são mostradas. Ou melhor, não há opiniões, há fascÃnio, que fica bem claro.
Caso não saiba absolutamente nada sobre punk, não se alarme, o filme ainda vale muito a pena. Ele não se importa com o conhecimento adquirido fora dele, ele apenas apresenta a situação atual do punk, seja como estilo musical, estilo de vida ou simples "estilo". Conhecer o punk através desse filme pode de fato ser uma experiência muito interessante, que eu recomendo e até gostaria de vivenciar, pois pode levá-lo a crer que esta é a expressão legÃtima e definitiva das massas oprimidas, o que com certeza foi no passado e não deixa de ser hoje, mas não mais como a única. É aà que espectadores com algum conhecimento do assunto podem dividir-se entre cÃnicos e empolgados.
O que vale mesmo é que todos os personagens têm algo a dizer, e encontraram no punk a melhor forma para se expressar. Não existe qualquer outra constante e com certeza não há regras.
Douglas Crawford consegue transparecer a essência da atitude punk através do filme, não só como o produto acabado, mas na própria forma de produzÃ-lo: Um sujeito com algo a dizer que resolver se expressar como podia, sem a ajuda de ninguém, e que precisava de um trabalho normal para sustentar isso.
Somos todos punks, afinal, quem não quer ser legal? Nas palavras do próprio Crawford: Não pareço punk para você?
fiquei curioso com esse filme, mas estava muito de saco cheio com a mostra para vê-lo. é curioso ver que ainda hoje há gente interessada no movimento, ou nos punks. creio que já vi pelo menos 6 documentários sobre esse assunto. e pelo que parece ainda virão muitos!
mas o motivo que eu queria ver o filme nem era o assunto, é porque o diretor foi meio que faz tudo, e esse tipo de trabalho me interessa bastante. estou procurando esse filme para ver, mas não é fácil achá-lo por aqui.
ah, o nome do documentário é o nome de uma música da banda forgetten rebels que aparece no documentário.
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