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Palmas vira roteiro de hippies

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Daianne Fernandes · Palmas, TO
22/7/2006 · 96 · 1
 

Há 5 anos, Daniela Carvalho deixou casa, família e emprego na cidade de Gurupi (TO) para seguir o marido que é hippie. Desde então já percorreu mais de 10 estados brasileiros e, este mês, está na praia da Graciosa em Palmas. Sempre com um sorriso no rosto e filha de 9 meses, ela atende a população vendendo o artesanato que produz. “Não escolheria outra vida. Ser hippie é ter liberdade, é viver da minha arte, sem patrão”, enfatiza.

Além de Daniela, há um grupo de pelo menos 8 hippies circulando pelos calçadões e areias da praia. Esta época, verão quente no Estado, a movimentação de turistas dobra nas três praias que há em Palmas, e junto com os visitantes, cresce também o número de hippie’s. A cidade já faz parte do roteiro deles que, além das praias, são facilmente encontrados nas feiras e na região serrana do distrito de Taquarussú.

Sandra Reich é hippie há 27 anos. Tem uma casa em Belém (PA) que considera a sua “sede” – é lá que moram os filhos e o marido. “Meus filhos respeitam meu modo de vida. Mas tiveram suas escolhas e não me seguem. Eles estudam e, quando tem férias, às vezes, viajam comigo”, explica ela.

A maior parte do ano, Sandra passa viajando sozinha pelo país. Ela conta que em cada lugar que chega aplica uma forma diferente de artesanato. “Aqui no Tocantins, por exemplo, tenho aprendido a manipular o capim dourado. Tenho aprendido muitas técnicas, também coleto algumas sementes”, disse. No seu mostruário várias peças produzidas com o capim, sementes de bacaba, de buriti, açaí e outras frutas e sementes típicas da região.

Sandra e Daniela são dois exemplos de um grupo que hoje é definido como neo hippie. Continuam com o estilo dos hippies das décadas de 60 e 70, cabelos compridos, roupas despojadas, mas a maioria já não vive em grupo. Após a era do “Verão do Amor” e de “Woodstock”, a cultura hippie ganhou espaço na sociedade e se integrou a outros grupos. Muitas pessoas começaram a acreditar que o movimento de contracultura havia sido extinto, principalmente porque depois destes eventos muitos hippies tenderam a evitar a publicidade e a imprensa.

Isso ainda é comum mesmo hoje, ao conversar com alguns hippies na feira do bosque em Palmas, sente – se a ressalva que eles ainda tem de falar sobre o seu universo. “O pessoal acaba mostrando a gente com o mesmo estigma – sujo, desleixado ou ‘drogado’. E a realidade não é essa, defendendo apenas um modo de vida com desapego ao material e defendendo a liberdade”, explica um deles. Mas, apesar do novo modo de vida, eles continuam a existir como andarilhos. Ainda acompanham suas bandas favoritas e se reúnem em festivais e encontros para celebrar a vida, como o Burning Man Festival.

Hippie – origem

O termo Hippie derivou da palavra em inglês hipster, que designava as pessoas nos EUA que se envolviam com a cultura negra, e.x.: Harry "The Hipster" Gibson.

Os hippies eram parte do que se convencionou chamar movimento de contracultura dos anos 60. Adotavam um modo de vida comunitário ou estilo de vida nômade, negavam o nacionalismo e a Guerra do Vietnã, abraçavam aspectos de religiões como o budismo, hinduismo, e/ou as religiões das culturas nativas norte-americanas e estavam em desacordo com valores tradicionais da classe média americana. Eles enxergavam o paternalismo governamental, as corporações industriais e os valores sociais tradicionais como parte de um establishment único, e que não tinha legitimidade.



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Bruna Célia
 

gostei da pauta... mas a matéria poderia ter sido mais bem abrangente.

Bruna Célia · Goiânia, GO 3/9/2007 10:24
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