Eu sempre desconfio do capitalismo à brasileira. Nada mais incoerente do que ver preços sempre tão iguais; valores que não diminuem mesmo com a matéria-prima caindo (o que ocorre com a gasolina); juros exorbitantes; o cliente que, segundo as empresas, raramente tem razão e por aà vai. Enfim, há exemplos vários.
Mas ainda assim há espaço para surpresas. Antes trôpego, o comércio digital de música começa a ganhar força no Brasil. Grandes portais nacionais, como Terra e UOL, já tem suas lojas virtuais de músicas. Há aumento de oferta de música, de artistas e até projetos especiais, como o novo álbum do Pato Fu, "Daqui Pro Futuro", que foi lançado primeiro na internet.
E aà começam as discrepâncias. Há discos que custam mais caro na sua versão "virtual" do que em forma "fÃsica". Seria uma promoção ou algo relacionado a acervo? Em vários lançamentos, quando o preço é mais alto, pode se notar o mesmo, o álbum digital sendo mais oneroso que sua versão manufaturada que possui gastos extras, como custo com embalagem, distribuição etc. Faz sentido?
Numa época em que cada vez mais não se paga por música e que artistas como Radiohead lançam discos na base do pague o que quiser, esses preços não estão em sintonia com a realidade. Vem por aà mais uma enrolação no estilo CD que, mesmo sendo mais barato de produzir que um LP, sempre foi comercializado com um preço mais alto.
Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!
+conheça agora
No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!