Quem já não parou em frente à televisão para assistir a famosa “Dança dos Artistas”, do programa Domingão do Faustão, só para verificar se realmente é difícil aprender a dançar?
O programa mostra os ensaios e dificuldades dos artistas, mas quando os vemos na apresentação, ficamos impressionados com a desenvoltura, e o que parecia difícil, fica fácil e acaba dando aquela vontade de arriscar a dar uns passinhos.
Pensando assim muitos amapaenses estão lotando salões de dança no Estado, no que já está sendo chamado de “Dança dos Anônimos”. A procura é tanta que aulas estão sendo dadas em escolas, clubes e associações, como é o caso da Cia Dança de Salão Fênix que em parceria com a escola Santa Inês, promove três aulas por semana, para uma turma de mais de cinquenta alunos.
As mulheres ainda são maioria, mas os homens, aos poucos, estão aprendendo a requebrar. Segundo o instrutor Silvano Santos, elas não tem muito problema em soltar o corpo, já eles ficam mais constrangidos, algumas das suas alunas acabam levando o parceiro, mais boa parte chama mesmo um amigo, irmão e até o pai, como a estudante de fisioterapia, Laynara Lemos, que participa do curso com toda a família. Ela mora no Renascer (zona norte) e vem até o bairro Santa Inês (zona sul) para aprender a dançar, mas além do prazer de poder dar aquele show nas pistas, pretende usar a experiência para sua profissão. “A dança trabalha os movimentos do corpo e ajuda em muito na saúde física e mental das pessoas”, relata.
O melhor da dança de salão é que pode ser feita por pessoas de todas as idades, a exemplo da aposentada Izonilda da Gama, que demostra energia e entusiasmo quando dança, e no alto dos seus 74 anos, dá a receita aos mais jovens. “Adoro dançar, fazendo o que faço, ainda vou viver um bom bocado”, diz em tom de brincadeira. Ela gosta de bolero, tango, cumbia e forró. “Forró eu danço limpando a casa”, acrescenta.
Além de ser uma forma artística de expressão, a dança é uma atividade física que ajuda melhorar o condicionamento físico, estimula a criatividade e ainda ajuda na auto-estima. “Trabalha o corpo de forma saudável e prazerosa”, ressalta o instrutor Silvano.
Os alunos de dança aprendem a cada semana um estilo novo. Segundo Silvano, o mais fácil de aprender para os homens é o brega e forró, já o mais difícil é a salsa, pois exige remelexo, já as mulheres tem facilidade de aprender forró e dificuldade na cumbia, pois os passos são mais variados. A escola Santa Inês promove o projeto “Encontro com as Artes” no bairro, e os alunos se apresentam mostrando o que aprenderam nas aulas de dança de salão.
O instrutor Silvano Santos tem nove anos de experiência com dança de salão, já fez curso com grandes dançarinos como Carlinhos de Jesus, Jaime Aroxa e Paulo Aguiar, que já foram jurados no Faustão. Está desenvolvendo com sua companhia Fênix há cinco anos, as aulas na escola Santa Inês. Também participa de vários projetos de inclusão social trabalhando a dança para jovens, idosos e público em geral. A Fênix também faz apresentação de tango em festas e eventos.
Serviço:
A Cia Dança de Salão Fênix promove aulas as terças, quintas e sábados, na escola Santa Inês, na Orla do bairro, de 19h30 as 20h30. Mensalidade: R$ 25. Também faz apresentações de dança em eventos e festas. Contato: 8112 3691.
De bem com o corpo
A dança é forma preventiva de doenças articulares, como artrose ou artrite e também de doenças circulatórias. Por ser uma atividade física, os movimentos e passos ativam a circulação do sangue, principalmente nas pernas, além de proporcionar uma melhora considerável na postura.
Esta atividade queima calorias suficientes para a manutenção do peso. Fortalece o tônus muscular, principalmente as pernas, os glúteos e o abdômen. Além disso, a sensação de fome diminui, porque o organismo produz mais serotonina (relacionada aos transtornos do humor, ou transtornos afetivos).
Cuidados
Esta atividade só é contra-indicada em casos específicos, como em algumas situações de angina de peito e osteoporose em estado avançado. Nestes casos, a pessoa deve consultar seu médico e evitar movimentos bruscos, como rodopios e ritmos como lambada e axé.
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