Jhonas Araújo é uma nova revelação do teatro e do cinema baiano. Jovem negro, Jhonas nasceu no bairro da Liberdade, na cidade de Salvador, em 1982. Filho de dona Marlene e do senhor Joselito, o garoto sempre gostou de música e artes. A primeira vez que pisou no palco foi aos 17 anos, em uma atividade escolar do Colégio Estadual Luiz Cabral. Interpretou um policial que investigava uma rede de prostituição na capital baiana. Nessa ocasião, aflorou a paixão pelo teatro e o jovem começou a pesquisar sobre a arte.
Em 2001, no segundo ano do ensino médio, agora no Colégio Estadual Odorico Tavares, reuniu alguns colegas para compor um grupo de teatro, batizado de ArtFacto. Infelizmente o grupo não se firmou e teve de ser desfeito. No mesmo ano participou de dois grupos de canto e de dança.
Em 2004, passou a colaborar com o Grupo de Teatro Eles Mesmos, executando a atividade de sonoplasta do espetáculo teatral Léa, Cléia e Azaléia, peça da qual participaria mais tarde como ator integrante do grupo. No ano de 2005, Alex da Rocha, professor universitário com interesses na área das artes, percebendo a inclinação artística do jovem, propiciou sua entrada no curso técnico em teatro da Sitorne, onde aprendeu os principais fundamentos do teatro. Durante os dois anos de estudos, Jhonas atuou em diversas peças teatrais, tais como:
2005:
; Não me fale de amor, adaptação de Cláudio Simões, direção de Cláudio Simões;
; Eles não usam black-tie, de Gianfrancesco Guarnieri, direção de Roberto Salles;
; Bastidores, adaptação de cinco contos da literatura brasileira, direção de Roberto Salles;
; Casa de cera, espetáculo de Commedia dell’Arte, direção de Diego Outon;
; Dorotéia, texto de Nelson Rodrigues, direção de Roberto Salles;
; Mulheres Incompletas, adaptação de Roberto Salles, baseada em Dorotéia, de Nelson Rodrigues, com direção de Roberto Salles.
2006:
; Um bonde chamado desejo, de Tennessee Williams, direção de Roberto Salles;
; A Gaivota, de Anton Tchecov, direção de Roberto Salles;
; Sobre Brecht, coletânea de textos de Brecht, direção de Teresa Costalima;
; Esperando Godot, de Samuel Becket, direção de Teresa Costalima;
; Catástrofe, de Samuel Beckett, direção de Teresa Costalima.
2007:
; Otelo, O Mouro de Veneza direção de Teresa Costalima;
; As Trôxas: uma comédia deslavada, texto de Rael Israel Direção de Roberto Salles.
Em 2006, Jhonas tornou-se ator efetivo do Grupo de Teatro Eles Mesmos, participando dos espetáculos Léa, Cléia e Azaléia e Babados. Ele também participou de produções audiovisuais nos curtas-metragens O Tiro de Abel, de Ian Fraser (2005), e Outdoors, de Rafael Jardim (2007), realizados no período em que concluía, na FTC, o curso de Jornalismo. Também participou do elenco da minissérie Equador, de Miguel de Sousa Tavares, com direção de André Cerqueira, exibida na televisão portuguesa, e de filmetes de campanha eleitoral da produtora Malagueta (2008).
Estudou com vários profissionais da TV e do teatro atuantes na Bahia e no Rio de Janeiro, como Meire Moreno (2006), Ana Ribeiro (2007), Rada Rezedá (2008), Sonaira D'Ávila (2008) e Manduca Quadros (2008). Atualmente, participa do XXV Curso Livre de Teatro da UFBA, sob a orientação e coordenação de Paulo Cunha, com um corpo de professores que inclui Marta Saback, Mariana Freire, Rafael Morais e Pedro Henrique.
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