Hoje a mesa Patrimônio, Memória e Tecnologia em Rede abriu a programação do Preliminares, com o bate-papo entre os cineastas Beto Brant e Samir Raoni, os representantes da galeria de arte Choque Cultural, Mariana Martins e Baixo Ribeiro. O encontro era transversado por três pautas, que se ramificaram, abordando outros assuntos Luciano Cortaruas, gestor do espaço, foi o mediador. Transversado por três pautas, a conversa transcendeu
Um mini documentário chamado “Saberes de Mestres Carpiteiros: Conhecer Para Valorizar”, dirigido por Samir Raoni, lançou na roda a discussão sobre a perda das tradições da cidade de Vigia, no Estado do Pará, onde o ofício da construção de balsas é gradativamente esquecido. O filme contextualizou a necessidade do dabete a respeito da Memória e do Patrimônio cultural brasileiro, aplicados à realidade do cotidiano em que temáticas como educação e religão puderam ser atingidos.
Essa dimensionamento das pautas para o cotidiano as tornou mais tangíveis e envolventes para a plateia composta basicamente por agitadores da cultura.
Durante o papo de aproximadamente 1h30, se constatou primeiramente que veículos de Comunicação sob o domínio de oligarquias políticas fomentam a perda da Memória do país, pois a partir do momento em que se tem um domínio oligárquico, ou seja, de um pequeno grupo de pessoas, as informações e, consequentemente, a cultura podem ser filtradas.
Deste modo, a perda da identidade religiosa foi uma reflexão articulada na reunião por Mariana Martins, diagnosticando a catequização do Brasil como uma violência a cultura genuína. Mariana posiciona, ainda, o movimento cristão protestante (evangélico) como repressor das demais filosofias.
Baixo Ribeiro expandiu o tema e relacionou a utilização das tecnologias sociais e da Memória ao investimento em artistas anônimos - músicos, artistas plásticos, escritores, etc -, como uma alternativa de retroalimentação da cadeia produtiva cultural.
Apontou-se, então, para a mudança do imaginário das pessoas a partir da colaboratividade e do estímulo ao movimento independente, com a valorização dos trabalhos em rede, a ampliação do diálogo entre sociedade civil e poder público e o estreitamento das relações entre as organizações promotoras de cultura.
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