‘Revista’ mostra o cinema baseado em fatos reais

Tota Paiva
Maria Luísa Mendonça apresenta o programa que vai ao ar sábado, na TV Brasil
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Projeto Paralelo · Rio de Janeiro, RJ
20/10/2011 · 1 · 0
 

O programa deste sábado, dia 22, vai falar sobre as histórias da vida real que se transformaram em filmes. Podem ser biografias, grandes catástrofes, ou pequenos fatos do cotidiano. Roteiristas, escritores e autores não raramente se alimentam da realidade para darem forma a seus personagens, enquanto transformam situações que já aconteceram em cenas dramáticas.

Algumas histórias que acompanhamos pelos noticiários, como o roubo de mais de R$160 milhões da sede do Banco Central de Fortaleza, nos fazem perguntar se vivemos em um mundo de ficção, tamanha é a semelhança. O Revista traz uma matéria sobre o filme do diretor Marcos Paulo que conta como, sem tiros ou alarmes, bandidos entraram e saíram por um túnel de 84 metros carregando 3 toneladas de dinheiro.

Longas sobre assaltos, roubos e de temática violenta geralmente atraem o público. Filmes como Ônibus 174, de José Padilha, ajudam a entender melhor o contexto sócio-econômico do nosso país. A violência das grandes cidades e a banalização do crime também são retratadas em À Quente, À Frio, primeiro longa-metragem da diretora Juliana Reis. A história mostra como se dá a inversão dos papeis na nossa sociedade quando uma vítima pode virar, de uma hora para outra, principal suspeito de um crime. O programa mostra como foi o rodado o filme, que conta com os atores Gustavo Machado, Caco Ciocler e Marcelo Serrado no elenco.

Um pequeno bilhete deixado por uma adolescente em um apartamento também pode ser o suficiente para um novo projeto cinematográfico. Os cineastas Felipe Bragança e Marina Meliande enviaram uma carta inspirada em tal bilhete a 14 diretores. Como resposta, receberam pequenos filmes de 5 minutos, que foram costurados em um longa metragem exibido no Festival de Rotterdam. Esta edição do programa vai mostrar como surgiu o filme Desassossego, que teve sua última parte dirigida por Karim Ainouz, cineasta reconhecido pelo filme Madame Satã.

No estúdio, Maria Luisa Mendonça recebe o cineasta Sylvio Back, que se inspirou na Guerra do Contestado para rodar os filmes A Guerra dos Pelados e O Contestado – Restos Mortais. O primeiro, lançado em 70, mostra detalhes da guerra corpo a corpo e da estratégia militar. Já no documentário de 2010, o cineasta arriscou, colocando ao lado de depoimentos de historiadores, sociólogos, escritores e descendentes de quem vivenciou a guerra, médiuns em transe interpretando vítimas e algozes do conflito. Sylvio conta no programa como foi o processo de realização destes dois filmes e ainda faz uma declaração interessante: apesar de trazer a questão do espiritismo em O Contestado – Restos Mortais, ele é ateu.

O Revista do Cinema Brasileiro vai ao ar na TV Brasil às 20h30, com reprise na terça, à 1h.

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